• Uma tragédia na casinha

    Publicado por: • 29 nov • Publicado em: A Vida como ela foi

    Na campanha eleitoral que elegeu Jânio Quadros presidente da República, em 1960, ficou evidente que o paulista conhecia muito bem o Rio Grande do Sul. Seu apoiador, o ex-deputado e ex-secretário de Estado Ariosto Jaeger deu esse testemunho em conversa que tivemos anos depois. Ariosto, que também conhecia o Interior como a palma da mão, me contou que Jânio sabia coisas nossas que nem mesmo ele sabia.

    Isso ficou evidente quando fizeram o roteiro de campanha. Em um grande comício em Santa Rosa, Jânio subiu no palanque e enumerou os principais problemas do município, o que lhe valeu a simpatia imediata do povo. E olha que, naquele tempo, não havia Google. Ao lado dele, Ariosto sentiu alguma coisa estranha no intestino. A maré que borbulhava na sua barriga exigia uma saída de emergência. Aflito, desceu do palanque, perguntou onde podia achar um banheiro. Apontaram uma “casinha” nos limites do terreno.

    Desgraça quando vem, nunca vem sozinha. A frágil estrutura cedeu e o resto vocês podem imaginar. Não bastasse o vexame, o ex-deputado ouviu pelo serviço de alto falantes uma pergunta de Jânio Quadros que ele não podia responder.

    – Meus caros, aqui do meu lado está alguém que também conhece Santa Rosa…Ariosto, onde estás Ariosto?

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  • Gênios da logística

    Publicado por: • 28 nov • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Este cidadão que aparenta estar recolhendo lixo na avenida Salgado Filho – correndo risco de ser atropelado pelos ônibus – sabe muito bem o que faz. E faz bem. Como é sabido, os catadores de latas e garrafas pet precisam diminuir o volume para obter mais volumetria no carrinho, então tem que esmagar com o pé ou torcer com as mãos, uma mão-de-obra desgraçada. Pois este deu o pulo do gato.

    Ele pega sacos cheios de latinhas e pet e assim que o coletivo estaciona no terminal o coloca na frente do rodado traseira do ônibus. Tão logo ele volte a trafegar, os pneus esmagam de uma só vez uma grande quantidade do material. Dá para dizer que esse cara da foto usou não só a cabeça como a lei da gravidade para facilitar a vida. Tiro meu chapéu para ele.

    Como é verde meu vale

    O chinês Jack Ma, um dos homens mais ricos do mundo, com fortuna calculada em US$ 39 bilhões graças ao site Ali Baba, foi confirmado ontem como membro do Partido Comunista Chinês. Estão vendo o que vocês perdem não sendo comunistas? Claro, teria que mudar para a China, um dos únicos países do mundo onde ainda se pode ficar rico, rico de verdade, quando não se calcula mais o ganho por mês e sim por ano.

    Foi-se o martelo

    Agora, é para ver como esse negócio de ser rico e comunista não é lá tão incomum. Boa parte dos históricos do Brasil nos anos 1950 pertencia a famílias endinheiradas ou que ficaram ricas pela profissão. Oscar Niemayer foi um deles, muito embora ele fosse avesso a acumular o vil metal. Vejam que não falo em bilionários, só em milionários. Pobre, no Partidão, só a turma do gargarejo ou egressos da plebe ignara, sindicalizados e sindicalistas. Em termos americanos, apenas ganham bem; em termos brasileiros, ganham muuuito bem.

    Como era verde meu vale

    Mas isso foi no passado. Apesar que hoje tem muito marxista de carteirinha que ganha os tubos por seu sucesso na profissão, especialmente nas profissões liberais. Liberais, sacaram? Bem, como se sabe, além deles há poucos ricos em partidos de esquerda, a não ser os filhos de pais ricos. O fato é o seguinte: não se fazem mais comunistas ricos como antigamente – no Brasil.

    Incrível!

    O Sindicato dos Jornalistas do RS conseguiu uma proeza no dissídio anual (é em junho) da categoria. Após exaustivas reuniões, foi feito um acordo que dá reajuste de 2%, para uma inflação esperada superior a 4%. O retroativo será pago em quatro vezes a partir de janeiro de 2019. Ufa!

    Carrinho de Ouro

    marcel4Ao receber o prêmio Carrinho de Ouro AGAS na categoria “Destaques AGAS Jovem”, o deputado federal mais votado do Rio Grande do Sul deu seu recado. Marcel van Hattem (NOVO) focou sua fala no negócio supermercado – o evento é promovido pela Associação Gaúcha de Supermercados desde 1984. Marcel falou como conheceu supermercado na sua infância e o que viu na Venezuela, em 2015. Alguns trechos:

    “Lembro-me que, quando criança, eu ia a pedido da minha mãe, que está aqui presente, com um chinelinho de dedos nos pés e junto com os meus irmãos ao supermercado Blauth ou ao Fink buscar os ingredientes para o almoço. Nesses supermercados, nós podíamos, em Dois Irmãos, optar pelas marcas preferidas, escolher as melhores verduras e entender a noção de escassez: o troco era para deixar no potinho das moedas, não para comprar balas ou salgadinhos. Se sobrasse um pouco mais do que moedas, era possível que aquele saldo se revertesse em uma humilde mas bem-vinda mesada. E aí, sim, nós gastávamos como queríamos”.

    …carrinho vazio

    E prossegue Marcel: ““Nos países socialistas o conceito de escassez sobrepõe-se a todos os demais. Estive em um supermercado na Venezuela bolivariana em dezembro de 2015. Eram 9h da manhã. Não vi papel higiênico nas prateleiras e perguntei a uma cliente onde estava o leite. “Leite?”, respondeu ela rindo. “Se você não chegou às 6h da manhã, perdeu a fila do leite.

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  • A inocência das mulheres pertence ao primeiro amor e não ao primeiro amante.

    • Alexandre Dumas (pai) •

  • A síndrome do tambor (final)

    Publicado por: • 28 nov • Publicado em: A Vida como ela foi

    Se você não acessou, leia o início aqui.

    Hoje, a maior parte da esquerda desconhece quem foi Engels, nunca leu nem Lenin nem… nem os filósofos que os precederam. Este segmento é a famosa esquerda festiva. São como um tambor. Bate nele sai um barulhão. Fura, não tem nada por dentro. Por isso mesmo, facilmente conversíveis ao credo vermelho.

    Ainda me espanto com a falta de base teórica dos petistas e de outros partidos de esquerda. No antigo Partidão, o PCB, essa falha não existia. Os velhos comunistas dos anos 1960-70 conheciam tudo sobre a Santíssima Trindade marxista, Marx, Engels e Lenin. E liam até o Das Kapital, embora eu duvide que pelo menos 20% tenham lido e entendido o recado do barbudinho alemão que bagunçou o mundo.

    O resto é a mesma banda que era justamente conhecida como esquerda festiva, especialmente a pequena-burguesia, definição que a esquerda atual abandonou. Mas ela é precisa. É aquela que quer ser a grande e como não pode, frustra-se e eventualmente abraça uma causa de que pretende destruir o status quo.

    Enfim, essa massa toda, a multidão que vê a revolução como o paraíso terrestre, só se modificará quanto criar barriguinha. Em miúdos, quando forem adultos, independentes, ganharem um bom dinheirinho comendo e bebendo do bom e do melhor. Podem até não querer o Mercado, mas dependem dele. Eventualmente, votarão nos partidos de esquerda como uma espécie de penitência e justificativa do abandono do credo original.

    Mas foram bons tempos aqueles. Como eu era trotsquista da Quarta Internacional chefiada por um argentino chamado J. Posadas, lutei muito pela revolução em mesa de bar.

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  • Ano Novo, destino novo

    Publicado por: • 27 nov • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    cartaz

    Foi-se o tempo em que o réveillon era festejado nos clubes sociais. Há décadas, destinos turísticos como o Rio de Janeiro e Punta del Este, que atraíam gente rica para o foguetório e festas de arromba.

    Hoje, assistir a queima de fogos em Copacabana está ao alcance de qualquer um que tenha um salário mais ou menos. Punta não, a praia uruguaia continua sendo o local preferido dos ricos brasileiros e argentinos, pela ordem. Claro, sempre teremos Paris.

    Mas as coisas mudam. Passar a virada do ano em destinos exóticos ou até surpreendentes faz parte do desejo de consumo da classe média e até abaixo ela. Como exemplo, temos Lisboa e Ilha Madeira.

    Já vi uma agência oferecer pacote até para o deserto do Saara ou no Nepal.

    Fernando explica

    O pensador, cientista político e filósofo gaúcho Fernando Schuler é daquelas pessoas que sabem muito sobre o modus operandi da esquerda brasileira, especialmente no aparelhamento do Estado e na doutrinação nas escolas ao credo lulo-petista. Veja o que ele diz sobre o assunto clicando aqui.

    Dinheiro para os pequenos

    O BRDE celebrará Contrato de Captação de Recursos Externos com o Banco Europeu de Investimento (BEI), no valor de 80 milhões de euros (cerca de R$ 350 milhões ao câmbio atual), hoje às 14h30min, no Salão Alberto Pasqualini do Palácio Piratini, em Porto Alegre, com a presença do governador José Ivo Sartori.

    É muita grana. O destaque é que 50 milhões de euros vão para projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e 30 milhões a projetos estratégicos de municípios. O banco aposta pesado em produção e consumo sustentáveis.

    O defensor Marchezan

    Proibir a operação, na segunda metade dos anos 1960, das pequenas hidrelétricas foi mancada do governo. Utilizando pequenos cursos d’água produziam energia sem grandes danos ambientais que, paralelamente, acionavam os chamados moinhos coloniais que beneficiavam os pequenos agricultores. Com sua extinção, os grandes moinhos deitavam cátedra em matéria de preço pago ao produtor.

    Apesar de ser da Arena, partido do governo, o deputado Nelson Marchezan (pai) foi ardoroso defensor da manutenção desses moinhos.

    Por falar em produtor

    O produtor rural tem um importante papel econômico no Brasil e, além disso, precisa se preocupar com vários fatores: os índices de pluviosidade, a correção do solo, pragas, as oscilações do preço de seu produto no mercado, entre outros. Nesse cenário, um valor de uma dívida não paga pode prejudicar todo o planejamento de uma safra. Nesse caso, uma das alternativas pode ser o protesto extrajudicial. Saiba como funciona em “Artigos”.

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