• Ia ser um arraso

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: Caso do Dia, Frase do Dia

    O deputado federal Tiririca, 53, em uma tentativa de reeleição, vestiu-se semelhante à cantora Jojo Toddynho, em uma nova propaganda eleitoral exibida na TV. Com seios falsos, um biquíni dourado e peruca, o político apareceu cantando uma paródia da música de Jojo “Que Tiro Foi Esse’. “Que voto é esse? Que voto é esse, vai ser um arraso”, canta Tirirca no vídeo, ao lado de duas bailarinas que mostram o número de voto do candidato.

    Vai e volta

    Tiririca recebeu muitas críticas nas redes sociais por conta da produção, mas ele conhece muito bem o ditado “falem mal, mas falem de mim”. Entretanto, não dá para confiar em quem disse que não disputaria a reeleição e depois a assume, caso do Tiririca. Na época, afirmou que estava desiludido com a política em geral e com a Câmara dos Deputados em particular.

    Profissões mortais

    Com milhares de profissões diferentes registradas, não é difícil encontrar exemplos de trabalhos que são considerados estranhos para a maioria da população. Tem marido de aluguel, testador de caixa, segurança de coqueiros, enxugador de gelo e até limpador de óculos escuros. Um setor ainda pouco explorado é o funerário. No entanto, esse mercado vem crescendo e várias profissões surgem para auxiliar na hora de preparar o funeral e dar um velório digno aos falecidos e confortar a família.

    Choro profissional

    Um das profissões se não nova, mas antiga ressuscitada é a Carpideira, a chorona profissional de velórios. Era comum no Nordeste em alguns países africanos e asiáticos. Outra profissão neste ramo é o Maquiador de pessoas falecidas. Os melhores deixam o falecido como se vivo estivesse graças a uma técnica chamada necromaquiagem. O Coveiro é antigo e continua em alta, menos nos crematórios. Um novo mercado se abre para o Cerimonialista, que conduz enterros, liberando a família.

    Jornal do Comércio

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  • Primeiro turno

    Publicado por: • 21 set • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Empate entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro no segundo turno, nas pesquisas, serve como “já ganhou” das militâncias. O PT já permite sonhar com vitória no primeiro turno, sonho que os apoiadores de Bolsonaro também admitem. Improvável, mas não impossível. O problema de ambos á a alta rejeição.

    A saída, onde está a saída?

    Pelo mais recente Ibope, o capitão tem mais que Haddad, mas em trabalhos anteriores estavam pau a pau. Como já escrevi, é uma escolha de Sofia danada essa. A colunista Monica de Bolle resume a percepção predominante nos jornais ao dizer que “a escolha que se coloca diante do eleitor é: caos de esquerda ou de direita?”.

    Mancada

    Guru econômico de Bolsonaro, o economista Paulo Guedes deu um escorregão monumental ao sugerir a recriação da CPMF, o mais impopular de todos os impostos brasileiros. Bolsonaro vai ter que se virar mais que bolacha em boca de desdentado para sair dessa.

    Doação de extintores

    extintoresA CMPC Celulose Riograndense fez a entrega oficial de 130 extintores de pó químico seco e 139 extintores de água para o Corpo de Bombeiros Militar de Guaíba. Os equipamentos serão repassados para escolas públicas dos seis municípios: Guaíba, Eldorado, Mariana Pimentel, Barra do Ribeiro, Barão do Triunfo, Eldorado do Sul. Só em Guaíba, serão 26 escolas contempladas.

    Sem Parar…

    O Sem Parar, que comprou a Auto Expresso, segue me mandando propostas. Cheguei a concordar, mas depois vi que o serviço não contemplava shoppings e rodovias com pedágios, nem mesmo a Free Way. Até cair a ficha paguei cerca de R$ 60,00 e os caras insistiram para que não abdicasse do serviço.

    …parando

    A (ou O) Auto Expresso funcionava muito bem e nunca me deu problemas. Mas o Sem Parar começou mal a nossa relação. E de novo me ligaram. Perguntei ao cabra que me telefonou qual a lógica de pagar por um serviço indisponível nos shoppings e nas rodovias. De maneira que, em matéria de passagem livre, estamos sem pai nem mãe. Qual é a tua, Sem Parar?

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    A maioria nunca está com a razão a seu lado.

    • Dramaturgo Henrik Ibsen •

  • O oitavo carregador de moringa

    Publicado por: • 21 set • Publicado em: A Vida como ela foi

    O afiador de facas e tesouras com sua flauta de Pan empurrando sua oficina que se transformava em carrinho num upa sumiu. Aqui e acolá ainda se vê algum, mas são raros. A culpa é dos asiáticos, que jogaram facas e tesouras baratíssimas no mercado, então não valia mais a pena. Outras profissões foram extintas devido à internet e tecnologias novas. Mas algumas extinções não se devem a substitutivos modernosos.

    O que sumiu de vez foram algumas autoridades civis e eclesiásticas que compunham as mesas de honra ou de solenidades e inaugurações diversas nas cidades. O cerimonial daqueles tempos contemplava em primeiro lugar a autoridade maior, presidente, governador ou prefeito e presidente dos poderes, o bispo ou arcebispo, no caso de Porto Alegre, o Magnífico Reitor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), depois o Chefe de Polícia, Comandante da Brigada Militar e, em seguida, autoridades menores, que nem sempre eram citadas.

    O Reitor e o Chefe de Polícia, principalmente, sumiram das festividades e inaugurações. Chefe de Polícia, deram-se conta? A Polícia Civil era respeitada e, antes dos fiscais da EOTC e da Brigada Militar, ela abrangia a Guarda de Trânsito, uniformizada. Eram os ratos brancos por causa da cor do quepe.

    Mencionar a todos os presentes antes de um discurso era uma monotonia só. Por isso, algumas autoridades pulavam essa parte, limitando-se a senhores e senhoras. O único que eu lembre que citava até o oitavo carregador de moringa do safári era meu amigo governador Germano Rigotto.

    Enfim, discurso longo é chato. Mas eu sinto falta da menção ao reitor e do chefe.

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  • Sem passividade

    Publicado por: • 20 set • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Na noite de terça-feira, eu e o advogado Antônio Augusto Mayer dos Santos, velho parceirão, falamos para o pessoal da Associação dos Moradores e Empresários do Bairro Moinhos de Vento (Porto Alegre). O tema era política, porque insistir nela e como reagir nestes tempos de descrédito. Ficamos impressionados com a garra dessa turma.

    A ordem é renovar

    O que observei é que eles não são da turma que desiste da política porque ela está podrida, como diz o castelhano. Só querem renovar nomes, e estruturas arcaicas devem ser abolidas. Mais, eles têm nomes que concorrem à Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. A ideia é participar e não ficar passivo com a deterioração das instituições.

    A condenação

    O cúmulo da desmoralização: O Brasil receberá 50 ararinhas azuis que aqui estão extintas. Deu no site Brasil Alemanha. Essas e outras explicam porque somos o que somos e outros países são o que são, coisa que nunca seremos.

    A salvação

    O Brasil já é o terceiro maior exportador agrícola do mundo. Mas as mudanças climáticas podem representar um desafio real para a expansão produtora do País e gerar uma contração das vendas externas até 2050. No levantamento da FAO, o Brasil terminou o ano de 2016 com uma fatia de 5,7% do mercado global, abaixo apenas dos Estados Unidos, com 11%, e Europa, com 41%. No início do século, o Brasil era superado por Canadá e Austrália, somando apenas 3,2% das exportações mundiais e disputando posição com a China, com 3%.

    O perigo vem da cidade

    O perigo não são apenas as mudanças climáticas. Dependendo de quem for o futuro presidente, que vê exagero nos benefícios ao campo, podemos temer o pior. Pelo menos um candidato já disse isso em Porto Alegre.

    Os gênios

    Esse é o problema de quem entra. A primeira coisa que fazem é diminuir os ministérios mas mantendo o funcionalismo – porque não podem simplesmente demiti-los e a segunda coida é reinventar a roda, não necessariamente pela nesta ordem.

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