• Indústria sem chaminés

    Foto: Fernando Albrecht

    Publicado por: • 6 mar • Publicado em: Notas

    Era assim que o empresário hoteleiro Sizenando Venturini se referia ao turismo ainda incipiente no estado, em meados dos anos 1960. Dono do Hotel Embaixador, na rua Jerônimo Coelho mais para os lados da Duque de Caxias, Sizenando caprichou no bar do Embaixador, nos tempo dos excelentes bares de hotéis do Centro Histórico. Nos anos 1970, havia um tecladista que arrancava aplausos.

    Espaçoso, algumas mesas tinham poltronas de couro muito macio. Ao sentar nelas, afundava-se. Se o ocupante tivesse bebido alguns drinques a mais, levantar exigia um esforço grande, e esforço extra para não perder a luta contra a gravidade.

    Trilogia dos bancos

    O repórter Marcus Meneghetti informou, ontem no JC, que Odacir Klein (MDB) será o novo presidente do Badesul. Com isso, vai fechar a trilogia dos bancos, pois já presidiu também o Banrisul e o BRDE. Experiência ele tem de sobra.

    O fundo do bolso

    Com a inflação comendo a renda e as aplicações emagrecendo, somado à necessidades de início de ano além das férias, os saques maiores que os depósitos na Caderneta de Poupança em fevereiro foram inevitáveis. Não há milagres no bolso, com exceção do bolso dos vigaristas.

    Este mundo é um balaio

    As redes de TV de todo mundo destacaram o discurso de Donald Trump em que ele admite concorrer à presidência dos Estados Unidos em 2024. Não admite a derrota para o presidente Joe Biden e garante que vai derrotá-lo pela segunda vez. É preciso reconhecer que o homem é muito bom na LATINHA, sabe inflamar o público.

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    O exemplo de Esteio

    Só neste ano, o prefeito de Esteio Leonardo Pascoal (PP) e secretários já receberam gestores de 13 cidades gaúchas para compartilhar experiências positivas, programas e políticas públicas. O modelo de governança e gestão, por exemplo, é o primeiro no Rio Grande do Sul a ser instituído por Lei.

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  • Contos do além

    Publicado por: • 5 mar • Publicado em: A Vida como ela foi

    Um trompetista americano morreu e se foi à recepção do Céu. Estava com seu trompete. Um anjo atendente bochechudo cor de romã conferiu seu cadastro.

    – Pode entrar, mas sem o trompete

    – Como assim? Quero tocar jazz no Céu.

    – Não grita, querido. Você fica feio desse jeito….

    – Ah é? Chama o chefe.

    O anjo revirou os olhos. Ligou para São Pedro.

    – Tio, um gringo charmoso quer entrar de trompete.

    São Pedro veio de skate.

    – Música aqui só dos anjinhos com harpinhas. Não entra.

    O anjo-atendente estava com os cotovelos na mesa segurando o rosto angelical, olhando embevecido para o trompetista.

    – Ai como era grande… – falou.

    São Pedro apontou o elevador.

    – Aqui não, mas o inferno aceita. Te manda.

    Ofendido, o trompetista com seu instrumento embaixo do braço entrou no elevador, que desceu, desceu por um tempão. Subitamente, a porta abriu e ele viu uma enorme suruba em andamento. Era homem com homem, mulher com mulher, três mulheres e um homem, três homens com uma mulher, um bacanal daqueles. Chamou no que estava mais perto, um rapaz de batom e Maria Chiquinha.

     – Aqui é o inferno?

     – Não, é mais embaixo. Aqui é Las Vegas.

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  • Pensamento do Dias

    Publicado por: • 5 mar • Publicado em: Frase do Dia

    Nunca como nos tempos de hoje estivemos tão perdidos no mato sem cachorro.

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  • Posição Mandrake

    estamos todos em posição mandrake

    Publicado por: • 5 mar • Publicado em: Notas

    Já ouviu falar nela? Vem de um personagem de história em quadrinhos da década de 1940/ 1950, um mágico que tinha a capacidade de congelar o tempo. Daí virou brincadeira entre a criançada de gritar “Mandrake!”, e a pessoa tinha que ficar imóvel fosse qual fosse a posição, boca aberta, um pé levantado etc. Só podia voltar ao normal quando se dissesse “livre”.

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    Pois com essa nova onda do fecha-tudo, Mandrake voltou à ativa. Não podemos nos mexer, o comércio está imexível assim como as operações gastronômicas. Angustiados donos de restaurantes de ponta até do mais humilde pé-sujo se perguntam quanto tempo lhes resta antes do amargo fim do seu negócio.

    Churrasco de vila

    Não entro em vila há muitos anos, mas elas têm uma certa dignidade. Tinham, antes do tráfico tomar conta. Nos meus tempos de reportagem policial, até gostava de confraternizar com os vileiros. Muitos me convidavam para comer um assado, galinha com arroz, essas coisas caseiras. De quebra, benzedeiras faziam reza forte para mim.

     Não me deixavam pagar, mas eu insistia em pelo menos pagar as cervejas. Maioria era gente boa que a sorte esqueceu. Bocas brabas da época, como o Mato Sampaio (hoje Vila Bom Jesus) me recebiam bem. Como eu disse, os traficantes mudaram tudo para pior. São imperadores e xerifes, uma estranha inversão de valores.

    Signore Gaggio

    Já comentei aqui, sinto uma falta danada de saborear um expresso sentadito numa mesa, talvez acompanhado de um pão de queijo. Dizem que o espresso foi criado por italiano de nome Gaggio. Meus respeitos signore, esteja onde estiver. Só queria lhe comunicar que por aqui sua criação está sendo aviltada. Muitos baristas colocam displicentemente pó de um café de última sem nenhuma tenência e capricho, e servem uma água turva que chamam de expresso.

    Na minha adolescência, quando o dinheiro faltava, minha mãe fazia café de chicória, ruim como sopa de cobra. Não esperava ter que beber algo tão desagradável no futuro. Estava enganado.

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  • Sem abobrinhas

    Publicado por: • 4 mar • Publicado em: Notas

    abóbora gigante

    Hoje não falarei sobre abobrinhas. Falarei sobre abobrões. É o caso da abóbora colhida pelo produtor rural, Armindo Ghellar (70), do interior de Porto Mauá: tem 21,6 kg.

    Foto: Vilson Winkler

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