• Condenação antecipada

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    Publicado por: • 18 mar • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Os réus pelo assassinato do menino Bernardo Boldrini já estavam previamente condenados pela opinião pública da região. Portanto, como nela vivem os jurados, se eles já não estavam contaminados pelo menos ouviam os vizinhos e moradores. Não há como negar esse fato. Por isso que casos assim, de enorme impacto emocional nas populações, deveriam ser desaforados, ou seja, o júri ser realizado em outra comarca com jurados da própria.

    Como o caso do menino teve repercussão estadual e até além das fronteiras gaúchas, talvez nem assim seria possível isenção ideal. No fundo, tendo a achar que o Tribunal do Júri talvez esteja ultrapassado. Qual seria a alternativa é a questão, talvez fazer uma transição suave. Mas seria de bom alvitre começar a discussão desde agora e não à moda brasileira de empurrar com a barriga.

    Governo

    Décadas acompanhando a história desse nosso despreparado País me ensinaram que não se pode julgar todo o governo antes de pelo menos 100 dias. Como a complexidade da máquina governamental exige muita sintonia fina, já penso que se pode ampliar para quatro meses. Se nesse período os desacertos superam os acertos, algo vai muito mal.

    Claro que essa carência não impede que se registre, se louve ou se lamente, atos emanados do primeiro e segundo time do governo. Por enquanto Jair Bolsonaro está acima da média dos governos que já vi, mas acentuo que, desta vez, a base de comparação é falha.

    Alvo colimado

    Nunca um governante foi tão duramente criticado pela mídia mesmo antes de assumir. E em parte das vezes incorrem no que os americanos chamam de “indulge in knickpicking”, ou em tradução livre “procurar pulga em elefante”. Ou, pior, procurar chifre em cabeça de cavalo.

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  • Apenas os medíocres estão sempre no seu máximo.

    • William Somerset Maugham •

  • Reciclagem à finlandesa

    Publicado por: • 17 mar • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Nesta quarta-feira, Kati Heikkinen, Maria Lassila-Merisalo e Sinikka Luokkanen, representantes da Häme University of Applied Sciences (Hamk), na Finlândia, que estão essa semana em visita à Universidade Feevale, fizeram a entrega de amostras de uma pesquisa em conjunto entre as duas instituições de ensino. Desenvolvidas na Feevale e submetidas ao intemperismo no país nórdico por três anos, as amostragens são frutos do estudo Avaliação do intemperismo natural em plásticos pós-consumo reciclados. Materiais similares – constituídos de laminado polimérico (7% resíduos + 93% matriz) – também foram testados na Feevale, durante o mesmo período de tempo.

    De acordo com a coordenadora do estudo na Feevale, professora Vanusca Dalosto Jahno, do programa de pós-graduação em Tecnologia de Materiais e Processos Industriais, agora os materiais, que ficaram expostos ao sol, chuva e neve na Finlândia, serão analisados para verificação do impacto do meio ambiente na sua durabilidade.

    O intemperismo natural se refere à exposição ambiental de materiais cujo intuito é verificar o nível de degradação perante a radiação, a temperatura, a umidade e a sazonalidade. Resultados preliminares evidenciaram que, com trêsanos de exposição, a degradação foi mais acentuada nas amostras expostas na Feevale, em comparação às expostas na Hamk. “Visualmente, já se pode ver grandes diferenças”, diz Vanusca.

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  • Sono, sono meu

    Publicado por: • 16 mar • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O Dia Mundial do Sono é comemorado, anualmente, na sexta-feira que antecede o primeiro equinócio do ano. A data é uma iniciativa da Associação Mundial de Medicina do Sono (World Association of Sleep Medicine – WASM). Pretende chamar a atenção de todo o planeta para a importância do sono regular diário, assim como diminuir os problemas relacionados com a privação dele na sociedade. Este ano, o Dia Mundial do Sono se deu ontem, 15 de março.

    As horas destinadas ao descanso têm relação direta com aspectos importantes da vida do indivíduo. Questões médicas, educacionais e sociais podem ser imediatamente afetadas pela falta do repouso adequado e de qualidade. Contudo, especialistas advertem: o sono, profundo e necessário, só cumpre suas funções se dormido à noite. A “soneca da tarde”, apesar de prazerosa, em nada se equivale ao estado de adormecimento que o organismo alcança nos momentos mais vespertinos.

    Porém, além das disfunções que o pouco tempo destinado ao descanso causa, cada vez mais, distúrbios do sono são identificados por especialistas. O tema, recorrente e essencial nos dias de hoje, receberá sessão exclusiva durante o XII Congresso Paulista de Neurologia, que acontece de 29 de maio a 1° de junho no Guarujá, em São Paulo.

    Insônia, apneia, bruxismo, sonambulismo, paralisia do sono e ronco são apenas alguns exemplos dos quase 100 tipos de transtornos existentes. Especialistas explicam que o sono tem quatro fases e cada uma delas é responsável por uma atividade diferente. Desse modo, anomalias e dificuldades em quaisquer dos ciclos podem trazer prejuízos a curto e longo prazos ao organismo.

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  • Uma lenda real

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    Publicado por: • 15 mar • Publicado em: A Vida como ela foi

    Esta cena pode não ser tão hilária assim se considerarmos o saber da rapaziada de hoje sobre coisas nem tão antigas. Há um par de anos, uma colega sócia de uma assessoria de imprensa contou do espanto que teve quando um estagiário a procurou para dizer o seguinte.

    – Agora sim acredito em máquina de escrever! Eu sempre achei que era lenda urbana, mas hoje vi uma na casa do meu tio. Incrível! Era difícil manejá-la?

    Se eu estivesse presente diria a ele que a diferença maior era o esforço físico, mas que algumas datilógrafas conseguiam escrever tão ou mais rápido que eles em um teclado. Também o lembraria do fato de o sistema da máquina de escrever nunca caía, uma baita vantagem. No máximo, tinha que trocar a fita. Também não usava baterias ou energia elétrica.

    Não havia corretor para encher o saco do escriba ou para comprometê-lo trocando palavras comuns por outras nada a ver e até substituindo por palavrões ou linguagem chula.

    Cada tempo com seus passatempos.

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