• Palmas que ele merece

    Publicado por: • 23 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Uma salva de palmas para o companheiro Gilmar Mendes, que anulou o MP do presidente Bolsonaro sobre publicidade jurídica de graça no Diário Oficial. Salvar um monte de jornais de municípios do interior, e até uma grande imprensa. Com uma correção, tudo volta a ser como antes no quartel dos Abrantes. Ou quase tudo.

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    NUNCA MAIS

    Mas vale o mesmo raciocínio que fiz aqui quando o Capitão desabrochou um MP. Infelizmente, o mercado público, que já vem definido há muitos anos, ainda precisa da publicidade legal para sobreviver. Uma coisa é certa e vai além dessa correção: o mercado público para mídia impressa nunca mais será o mesmo, Conservado pela publicidade legal.

    MUTATIS MUTANTIS

    E não tão devido à nova mentalidade dos anunciantes. Com a Lei de Proteção de Dados, que passa a vigorar em agosto de 2020, julgue-os adequados para e-mails que avaliam a imprensa enviada para jornalistas ou para qualquer mortal que seja o Grande Irmão O Google tenha capturado qualquer coisa, objeto ou preferência que você deve ter mandado para sua gravação e em alguns minutos remota para onde ela está vendendo o produto, por exemplo. Ano que vem, ou o autor da mensagem terá que dizer, se for o caso, onde o seu email será enviado.

    SÃO TANTAS AS EMOÇÕES

    Um efeito direto da lei vai impactar como assessorias de imprensa. Ante essa ameaça em potencial, vá ter que elaborar uma estratégia para driblar a legislação – no Brasil se dribla tudo menos ou jogador que desvia o driblar e não dribla e perde o gol. Ou se adaptar aos novos tempos de criatividade. Como? Se eu soubesse não escrever aqui, vender para os grandes anunciantes.

    AS SAGRADAS ESCRITURAS

    Hoje, como postas hoje, como avaliadoras domésticas, digamos assim, têm uma posição relativamente moderada. Manda o release e adeus; quando o cliente recebe uma licença, liga para o colunista ou editor para ver se consegue uma brecha. Como já diziam como Escrituras, muitos são os selecionados, poucos os escolhidos.

    NO TEMPO DO ONÇA

    Minha última incursão no mundo das agências de propaganda não foi nos últimos anos de 1970. O jogo era assim: as agências mantinham jornalistas que faziam papel ou hoje quem é assessor. Mas não era assim, manda e o resto é um Deus aberto, não senhores. A direction cobrava O APROVEITAMENTO de informações para poder cobrar ou phi. Sem publicação ou aproveitamento em outra plataforma, nada de phi, nada de graça. E uma cara amarrada do cliente.

    O BRASIL QUE DÁ CERTO

    A Braskem estima um potencial de crescimento de 8% ao ano no mercado de tampas. Uma empresa que atende a essa demanda utilizando resinas renováveis ​​e pós-consumo, além dos produtos utilizados (polietileno e polipropileno). A Braskem anunciou na Feira K, na Alemanha, que unificou os seus produtos no segmento de tampas para facilitar ao cliente a escolha do material que deseja usar.

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  • Nada, exceto o mutável, pode perdurar.

    • Mary Shelley •

  • Mister Roberts

    Publicado por: • 22 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    Mister Roberts era uma parada. Um americano alto e forte, parece que lutou na Guerra da Coreia e foi fuzileiro naval, era uma alegria retumbante. Veio dos Estados Unidos para auxiliar o colégio metodista de Montenegro. Era professor de inglês do segundo grau.

    Enturmou rápido na sociedade, embora por trás das suas gargalhadas se ocultasse uma mente extremamente puritana. De vez em quando esse lado oculto da Lua quando alguém acendia o rastilho de alguma piada “obscena”, como eram descritas as anedotas que contávamos no início dos anos 1960. Só falar “bunda” já fazia senhoras e meninas prendadas desmaiar.

    Então se você quisesse ver mister Roberts fechar a cara depressa era só começar a contar uma piada. Podia ser a do papagaio light nas suas sete ou oito versões, que hoje não fariam nem freira carmelita franzir o sobrolho, nem mesmo um leve erguer de sobrancelhas. E ele não esquecia dos autores, não. Levava na chincha, inclusive nas aulas de inglês que ele dava.

    Mas era um tipo inesquecível, sem dúvida. Um dia ele fez uma poesia sobre seu automóvel, uma barca chamada Hudson Hornet 1951, obra literário que publicou no jornal O Progresso, no tempo que era do seu Maneca. Não lembro muito dela, só a frase “veloz como o vento”. Não sei se era veloz, mas o vento que deslocava era e muito, tamanhas as dimensões do possante. Mister Roberts adorava esse carro, e adorava passear com toda a família nos domingos de manhã, abanando para todo mundo.

    Menos para mim. Ele nunca me perdoou pelas piadas de papagaio.

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  • Domínio mundial

    Publicado por: • 22 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    OK, vocês venceram. Tudo é dominado pela esquerda. De baixo para cima, começando pelos movimentos populares, os sem-teto, sem-terra etc, passando para o serviço público em todos os níveis, boa parte dos profissionais liberais, a imprensa, as igrejas – mormente a Católica, a começar pelo Papa – a intelectualidade, a ONU e seus braços como a Unesco, universidades. E é em todo mundo mesmo, sem eufemismos. Tá tudo dominado, como diz a música.

    AS COMUNETES

    Verdade que há uma esquerda mais moderna, sem o ranço da velha esquerda, quase toda ela viúva de 1917 e da velha e boa – para ela – União Soviética. Você sente isso ao seu lado e por toda parte. Respiramos esquerda

    SÍNDROME DO JABUTI

    Os mineiros têm um adágio para coincidências. Quando alguém encontra um jabuti numa árvore significa que alguém o botou lá, porque o bicho não sobe em árvores. O quebra-quebra que vem ocorrendo em vários países latinos é como o jabuti em árvore. Não é coincidência.

    PORTO CHATICE

    Posso dizer uma coisa para quem não é gaúcho: é muito chato viver em Porto Alegre. Toda cheia do politicamente correto, da falsidade que a compõe, da chatice do discurso primário e beligerante, que – a pretexto de eliminar um conflito – acabam criando outro maior, do palavrório de gente com vocabulário de 70 ou 80 palavras, mais pobre que rato de igreja e mais pretensioso que lambari achando que é tubarão, essas coisas que antecedem as trevas.

    ESPERANDO GODOT

    Mas não há de ser nada. Vamo que vamo, como diz o gaúcho, em busca do Santo Graal de uma cidade e uma vida sem ranço e sem ter que aturar protestos que trancam túneis e avenidas e o povo que se ferre. Um dia chegaremos lá. Ou morreremos tentando. O Godot: é aquele que nunca veio, como na peça teatral.

    BRIGA NO ESPELHO

    E esse PSL, hein? Todos os dias aprontando uma. Nas eleições municipais de 2020 havia uma previsão que em Porto Alegre pelo menos seus candidatos seriam muito bem votados, junto com o DEM. Depois dessas trapalhadas, não sei. É incrível como o partido conseguiu reunir tantos criadores de broncas. Acho até que, se ficassem uns 10 minutos sozinhos num quarto se olhando no espelho, brigariam com o próprio reflexo.

    O BRASIL QUE DÁ CERTO

    A Faculdade do Ministério Público (FMP) fará uma transmissão ao vivo sobre Direito Agrário e do Agronegócio com o tema Recuperação Judicial do Produtor Rural. O debate será ministrado pelo coordenador do curso de pós-graduação em Direito Agrário e do Agronegócio da FMP, Antonio Zanette, no dia 25/10, às 19h, no facebook.com/FMPRS. Informações no site fmp.edu.br/

    Imagem: Freepik

    Imagem: Freepik

    Quando sair para o passeio com o pet, lembrar da higiene e limpeza das ruas é fundamental. Algumas pessoas, como idosos, por exemplo, possuem limitações para se abaixar e fazer a coleta através do método convencional; já outras se sentem constrangidas com o contato direto com as fezes.

    Visando a auxiliar na coleta e fazer o passeio com os pets mais fácil, o paulista Mauro Sérgio Izidoro criou a “PA PET”. Essa disposição aplicada em pá conta com um suporte inferior de coleta com base em “U”, um elástico para prender a sacola plástica que é fixado por ganchos laterais e um cabo retrátil que recebe em sua extremidade um gancho que permite o encaixe do produto no cinto/calça do usuário.

    Com todas essas configurações, a praticidade e eficiência do projeto de mauro é evidente. O cabo pode ser ajustado de acordo com a altura e necessidade do usuário, e o saco plástico fixo permite a coleta no momento em que o animal estiver fazendo as necessidades, evitando o contato direto com as fezes. Info: www.inventores.com.br.

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  • Estamos ligados por vínculos tênues à prosperidade ou à ruína.

    • Mary Shelley, criadora do Frankenstein •