• Os criadores de comida

    Publicado por: • 22 jul • Publicado em: A Vida como ela foi

    No próximo dia 25 comemora-se o Dia do Colono, data criada em 1965 como forma de homenagear os agricultores das colônias alemãs e italianas, principalmente as primeiras. Mais que uma homenagem, foi um desagravo. Vocês não sabem o quanto a autoestima desabava quando alguém da cidade os chamava de “colono”. Era pior que um apelido, era o equivalente à definição de um ser inferior, que nem mesmo sabia falar português sem sotaque, um cara que se assustava com a cidade grande. Um simplório que só prestava para plantar batatas, acho que veio daí a expressão.

    – Alemão batata, como casca de barata!

    Essa era outra crueldade que se fazia com essa brava gente. Timidamente, eles respondiam que a fome do urbano era aplacada com os produtos por eles plantados. A tréplica era outra gargalhada nauseante. Alguns compositores trataram de criticar essa besteira citadina, o bullying da época. Um deles foi o famoso Teixeirinha, homem de Passo Fundo, que criou uma música falando dessa maldade e enaltecendo os criadores de comida.

    Vocês não têm ideia do sofrimento dessa gente naqueles tempos. Além de ganhar pouco pelo muito que faziam enfrentavam mais essa. Falo à vontade, porque embora nascido numa colônia alemã, nunca tive sotaque, meu pai era alemão nato, nunca sofri na pele esse despautério. Mas doía de escutar e ver.

    Nos próximos dias, falarei de usos & costumes das famílias daqueles tempos na minha amada cidadezinha, então vila.

    Publicado por: Nenhum comentário em Os criadores de comida

  • Meu querido diário…

    Publicado por: • 22 jul • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Se eu tivesse um, escreveria nele que a semana passada me deu algum ânimo no que diz respeito à criação de uma massa crítica para se contrapor ao estado-monstro, que só sabe achacar e dar muito pouco em troca. Migalhas, para ser mais preciso. E esse ânimo vem de uma palestra que a Federasul promoveu no seu Tá na Mesa extemporâneo, na sexta-feira, com o deputado Jerônimo Goergen (PP) e o secretário especial da Desburocratização do Governo Federal, Paulo Uebel.

    …DESTA VEZ FOI DIFERENTE

    Goergen é o relator da chamada Lei de Liberdade Econômica e Uebel tem pela frente uma tarefa hercúlea que dispensa comentários. O diferencial é que fiquei menos impressionado com a fala dos dois convidados e mais pela reação da plateia, que lotou o salão, com gente pra mais de metro. Isso me inclui. À medida que os dois discorriam sobre a necessidade de se criar um Estado mais leve, livre e solto, dei-me conta que, em eventos semelhantes com o mesmo foco, não caminhamos sós.

    PINTOU UM CLIMA

    O curioso – e animador – é que a plateia de empresários e executivos teve a mesma reação, a de achar que uma nova cultura do ente Estado é possível. “Foi inspirador”, comentou um dos presentes. “Dá para ver que tem gente se mexendo”, falou outro.

    AS DUAS REPÚBLICAS

    A história contemporânea do Brasil se divide entre a República Velha e a República Nova. Só que a Nova se perdeu no caminho. Em vez de ficar magra a esbelta, ela ficou obesa e faminta por mais e mais impostos. Esse sentimento, o do Estado Obeso e a reação de parlamentares e ministros de Governo a essa obesidade, permitiu a esperança que gera não é mais uma missão tão impossível assim.

    ALELUIA

    Pelo menos até sábado a família de Bolsonaro e o próprio não falaram nada que levantasse poeira de novo. Para o bem do governo, seria salutar que essa ausência de bronca se prolongasse. Faz bem para os negócios e para o próprio Capitão.

    MOMENTO CRETINICE

    Sabias que Dorival Caymmi escreveu uma música para os caras que se chamam Osmar? À pergunta de um amigo eu disse que desconhecia. Então o cretino cantarolou “Osmar/Quando quebra na praia/É bonito.”

    MOMENTO RUINDADE BOA

    Algumas piadas, músicas, filmes são tão ruins que são bons.

    PAUSA CAMPEIRA

    Se ele era um ser urbano sem noção de campo? Basta dizer que ele chamava ginete de motorista de cavalo. Relaxa, irmão, hoje é segunda, comece bem a semana.

    Publicado por: Nenhum comentário em Meu querido diário…

  • A preguiça consiste em descansar antes da fadiga.

    • Algum caxias •

  • Sinais de riqueza nas redes sociais podem influenciar o valor da pensão alimentícia

    Publicado por: • 21 jul • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Imagine a situação: na hora do julgamento, uma das partes afirma não ter condições econômicas de aumentar, ou mesmo pagar, a pensão alimentícia. Já nas redes sociais, essa mesma pessoa posta fotos que contradizem o que disse em frente ao juiz: passeios em locais caros, viagens para o exterior, celular de última geração…

    Segundo a advogada Eleonora Mattos, do escritório Silvia Felipe e Eleonora Mattos Advogadas, as redes sociais têm sido usadas como provas em processos judiciais de forma cada vez mais frequente. Se você não passou por isso, pode ser que conheça alguém que já tenha vivido esta situação. Pois saiba que é possível utilizar o estilo de vida “ostentação” do ex-parceiro, ou da ex-parceira, como evidência também na Justiça, especialmente nos casos de pensão.

     

    Os donos

    Deu no portal Jornalistas & Cia: A Justiça Federal em Alagoas cancelou a concessão, permissão ou autorização do serviço de radiodifusão sonora ou de sons e imagens outorgado à TV Gazeta de Alagoas (afiliada à Rede Globo), à Rádio Clube de Alagoas e à Rádio Gazeta de Alagoas”, por terem em seu quadro societário o senador Fernando Collor de Mello.

    Entretanto, as empresas continuarão prestando serviços até o trânsito em julgado da sentença e cabe recurso. Iniciada em 2015, a ação do MPF tem como base o artigo 54 da Constituição Federal, que proíbe parlamentares de “firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia, empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de serviço público”. Em outras palavras, políticos em cumprimento do mandato não podem ser donos de emissoras de rádio e TV. A bem da verdade, diga-se que a família Collor de Mello era dona do complexo desde os anos 1970.

    Publicado por: Nenhum comentário em Sinais de riqueza nas redes sociais podem influenciar o valor da pensão alimentícia

  • Hospital no Parcão

    Publicado por: • 20 jul • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Amanhã, a Faculdade Moinhos realizará, das 13h às 16h30min, uma ação com professores e alunos, no Parque Moinhos de Vento (Parcão). De forma prática e simples, o público será ensinado a realizar um treinamento sobre primeiros socorros em casos de parada cardiorrespiratória.

    De acordo com os especialistas, o tempo é um fator fundamental nos episódios de parada cardíaca. “Em cada minuto de demora da reanimação cardiopulmonar, as chances de sobrevida da vítima caem 10%. O procedimento imediato por alguém próximo pode dobrar, ou até triplicar, a chance de sobrevida”, destaca a diretora da Faculdade, Roberta Almeida.

    Publicado por: Nenhum comentário em Hospital no Parcão