• O uísque e o ódio de antigamente

    garrafa e copo de uísque

    Publicado por: • 9 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

    A partir de meados dos anos 1960, bebia-se muito uísque nestas bandas. Então começaram a surgir as whiskerias ou uisquerias. As pioneiras foram o George’s Bar, na Cristóvão Colombo, e o Whisky Center, numa galeria da Riachuelo.

    O primeiro servia marcas de primeira linha, envelhecidas de 25 anos para cima. Essa bebida era muito cara na época, mesmo as marcas nacionais comuns. Só rico podia ir no George’s beber Port Salut, garrafa envolta em veludo negro.

    Já o Whisky Center era mais em conta. Como ficava perto da Assembleia, virou QG de políticos & política. Grandes debates, grandes solos fora da tribuna da Casa do Povo. Ideias molhadas pelo uísque, não raro as discussões eram ásperas, no limite do pega pra capar.  Mas eram tempos de ódios solitários, não do ódio de hoje.

    Pois foi no início de certa noite que o ambiente ficou carregado. De um lado, deputados da situação e, de outro, da situação. Um líder de governo falou algo pessoal contra um oposicionista. Foi um levantar de cadeiras com dedos em riste e inundação de perdigotos.

    O clima era de Revolução Farroupilha, o Retorno. Súbito, um desconhecido cabeludo espremido no canto do bar botou a mão no bolso de trás da calça, como se armado estivesse.

    Cotovelos entraram em modo coletivo para chamar atenção dos que não haviam visto o sujeito. Podia ser um 44 quem sabe, desses de atravessar bloco de motor. Fez-se meio silêncio e, nesse preciso momento o cabeludo sacou  um…pente.

    Da estupefação ao estado de riso geral e depois para as gargalhadas foi um upa. Milagre do Pente. Todos se abraçaram, a turma do deixa disso se aposentou. E dê-lhe uísque.

    Ainda espremido num canto, o cabeludo não entendia o motivo da confraternização.

    Imagem: Freepik 

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  • Pensamento do Dias

    Publicado por: • 9 ago • Publicado em: Caso do Dia

    Quem diria que cotovelaço seria politicamente correto.

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  • Tira os pés do barro

    Publicado por: • 9 ago • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Você é um lojista e, na quinta-feira, recomeçou a sorrir porque o perfeito Nelson Marchezan despachou normativa autorizando a abertura das lojas até domingo, uma maneira de faturar algum com o Dia dos Pais, nem que venda abaixo do custo para ter algum caixa , “sangue” como dizem os lojistas.
    https://www.banrisul.com.br/bob/link/bobw27hn_promocao.aspx?secao_id=3739&campo=25503&secao_principal=2922103%20%20&utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=blog&utm_campaign=banrifast&utm_content=centro_600x90px
    Então reconvoca funcionários, acerta com os aplicativos para buscar os que moram longe, fala para a família que até ela vai poder respirar. Dorme contente, ou quase, porque na segunda o pesadelo recomeça. Ouviu falar que talvez a prefeitura mantenha o status de abertura parcial, afinal a esperança é a última que morre.
    www.canoas.rs.gov.br/coronavírus

    BOTA OS PÉS NO BARRO

    Antes mesmo de sair de casa se liga. E, com enorme tristeza, fica sabendo que, na madrugada, a Justiça mandou fechar tudo de novo. Pior. Mesmo na véspera do Dia dos Pais, tem que fechar às 16h. Domingo nem pensar. O que já gastou com os procedimentos de abertura soma-se à não-venda que tão ansiosamente esperava.

    A TEMPESTADE PERFEITA

    O que exaspera é o fato de os poderes envolvidos não seren unânimes nos protocolos. Mas é natural, dirão vocês. Ok, mas não de bater cabeça em quase tudo o que diz respeito à pandemia. E quase sempre é noite alta ou madrugada que disparam os finalmentes.

    Estranho Estado esse nosso. Os três poderes mal e mal cumprem o expediente no dia a dia. Mas agora deram para trabalhar à noite e de madrugada para alterar regras que foram criadas durante o dia.

    NEM TUDO QUE RELUZ É OURO

    Tire o  cavalinho da chuva quem acha que os shoppings são eternos. Chega um determinado momento em que não vale mais a pena abrir. Pensem nos custo só para abrir o portão. Não estou falando em hipótese, que fique claro.

    QUANDO SETEMBRO CHEGAR

    Parte do comércio vai fechar em definitivo. Não há espaço para milagres. Um grande restaurante de Porto Alegre, que sempre manteve folga no caixa, foi obrigado a ir ao banco para buscar empréstimo a fim de cobrir o rombo. Conseguiu juros relativamente baixos, 12% ao ano.

    Só tem um probleminha: a casa vai ter que pagar essa conta mais adiante. E vai ser missão impossível se permanecer fechada por mais um mês.

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  • Quando a fome bate na porta o amor pula a janela.

    • Provérbio caipira •

  • Abre, mas não abre

    Publicado por: • 8 ago • Publicado em: Notas

    A liberação até do comércio lojista hoje foi saudada pelos comerciantes, embora as regras só tenham sido divulgadas em cima do laço. Enquanto isso, operações gastronômicas seguem na chincha, para desespero deste pessoal, que esperava pelo menos o mesmo tratamento para o Dia dos Pais. Dava pena de ouvi-los, parte segurando o choro.

    ELEIÇÕES AMERICANAS

    No dia 3 de novembro teremos as eleições americanas. Estarão em jogo a Casa Branca, os 435 assentos da Câmara de Deputados, 35% dos 100 assentos no Senado, e 72% dos 50 cargos de governadores. O voto não é obrigatório, e se nada, mudar até lá, a abstenção deverá ser recorde.

    Eles não têm urnas eletrônicas como nós, e nem poderiam. As máquinas são praticamente as mesmas de décadas atrás, uma fileira dupla ou tripla de botões de votos. Cada estado e até cada condado faz votações sobre temas domésticos e até paroquiais.

    www.canoas.rs.gov.br/coronavírus

    O eleitor pode votar pelo correio, cujas agências deverão congestionar. Então não seria exagero dizer que a contagem dos votos pode levar semanas. E como é eleição indireta, pelo sistema de colégio eleitoral, nem sempre quem faz mais votos é eleito. Estranho, mas lá funciona.

    https://www.banrisul.com.br/bob/link/bobw00hn_promocao.aspx?secao_id=3310&utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=blog&utm_campaign=app&utm_content=centro_600x90px

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