• Ação Social

    Publicado por: • 25 mai • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O Hospital Moinhos de Vento irá participar de uma ação social de divulgação e conscientização sobre a Síndrome de Prader-Willi (SPW), que será realizada no próximo domingo (26), das 9h às 12h, no Parque Moinhos de Vento (Parcão), na Capital. A iniciativa é organizada por familiares e profissionais que apoiam os portadores da síndrome. Em caso de chuva, a atividade será transferida para o dia 2 de junho.

    Equinos

    A médica veterinária Fabíola Albrecht é a entrevistada de Karen Cunha, na TV a Galope. Mestre e doutora em reprodução e genética equina, fala sobre potencialidades e riscos de determinadas cruzas. Assista: clicando aqui.

    Turismo

    Rota do Imigrante_Linha Olinda

    A comunidade de Linha Olinda é protagonista no planejamento estratégico de um novo roteiro turístico para Nova Petrópolis. Na quinta-feira, 23 de maio, ocorreu a 1ª oficina de estudos para criação da “Rota do Imigrante”. O Sebrae e a comunidade conduzirão os trabalhos de planejamento.

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  • O paraíso condensado

    Publicado por: • 24 mai • Publicado em: A Vida como ela foi

    Quando eu tinha 16 anos, meus pais me mandaram para o internato do Colégio São Jacó, em Novo Hamburgo, bairro Hamburgo Velho (RS), hoje sede da Universidade Feevale. Internato é internato, é como prisão, não adianta luxo na cela. Como eram tristes aqueles anos, para usar uma frase de Lotte, mulher do escritor Stefan Zweig na sua carta de demissão. A cada duas semanas e com expressa autorização dos pais, você fazia uma maratona usando três ônibus pinga-pinga para chegar, no meu caso, a Montenegro. Saía no sábado às 10h e domingo de noite tinha que estar lá antes das 19h.

    Domingos eu já amanhecia triste. Minha mãe colocava uma lata de leite condensado Moça (Viva a Nestle!), aquecida em banho-maria até virar dulce de leche ou algo perto disso. Nem o Santo Graal era tão guardado quanto aquela lata, escondia-a entre meus cadernos, canetas e livros escolares colocados dentro de uma estante com generoso espaço.

    Não se roubava doces alheios naqueles tempos – hoje feliz – e na época tão amargos. Todo santo dia, eu levantava a tampa da latinha e saboreava uma colherinha pequena daquela delícia. Raspava tanto o fundo com a colher que a parte interna brilhava mais que osso de cadáver de camelo ao sol do Saara. O bicho comeu.

    Esse foi meu conceito de felicidade nos tempos do internato do São Jacó. Uma simples lata de leite condensado era entrar no paraíso – em colheradas miúdas para durar mais tempo. Tem alguma moral da história aí, mas não estou aí para fazer a exegese da filosofia de um subproduto gerado por uma simples, eficiente e inocente vaca.

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  • Meia verdade

    Publicado por: • 24 mai • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Uma das malandragens mais praticadas na imprensa brasileira é colocar meia verdade no título ou na chamada e colocar a outra meia verdade que explica a primeira no corpo da matéria, sabendo que o leitor é impactado pela primeira e nem sempre foi à segunda para então apanhar o contexto.

    SACANAGEM INTEIRA

    Por exemplo, li há dias que um governante optou por dar reajuste para os vencimentos mais altos do funcionalismo, e só bem abaixo explica que isso se deveu a uma decisão judicial. Neste caso, a sacanagem é explícita. A não ser por descuido ou cacoete, dentro da máxima “a função do jornal é alarmar o povo”, o prejuízo para o governante em questão é um fato inquestionável, até porque boa parte dos leitores ignora a explicação e se fixa na chamada ou manchete.

    JORNALISMO EMPREENDEDOR

    Desse jeito nós jornalistas estamos fazendo o mal. Traquinagens desse tipo são comuns, especialmente quando há predisposição para ferir o personagem do caso ou, certamente vocês já ouviram falar, o ataque é movido pela bílis ou por alguma razão econômica passada ou futuro. Yes, nós também fazemos esta modalidade de, digamos, empreendedorismo.

    A CAMPANHA

    Leio que uma fabricante de motosserras está realizando uma campanha nacional de motosserras. E precisa?

    QUESTÃO DE EFICIÊNCIA

    Há um erro dos parlamentares que se dizem indignados com a proposta de aumento dos salários da diretoria e presidência do Banrisul. Executivo de um banco público precisam ter experiência e habilidades para terçar armas com o sistema bancário privado e com salários à altura desse desafio quanto mais não seja para deixar o banco rentável.

    COMPARAÇÕES ESDRÚXULAS

    Não só os políticos têm essa mania de comprar ganhos e pregar equivalência por baixo. A esquerda é pródiga nesse tipo de raciocínio e nós da imprensa também, para variar. Mas ninguém questiona os próprios ganhos mensais e benesses outras quando em cargo público ou em mandato parlamentar.

    SANTINHOS DO PAU OCO

    Essa soma nunca dá certo. O salário mínimo é baixo? É injusto? É. Então vamos equiparar a laranja com banana para ver se sai um abacate. No fundo, é a velha demagogia para conseguir aplausos do eleitor. É como deputado que se “deixa” fotografar no plenário vazio numa sexta-feira. É puro farisaísmo. Ó, Senhor, vede como eu sou probo e íntegro.

    JOVEM APRENDIZ

    O SENAR-RS realiza hoje a formatura da primeira turma do Programa Jovem Aprendiz em São Gabriel. São 44 pessoas capacitadas a atuar no meio rural em Pecuária de Corte. Além de aprenderem sobre os aspectos técnicos da atividade, os alunos têm a oportunidade de aplicar os conhecimentos na prática em empresas e propriedades parceiras e aprendem sobre como se comportar no ambiente profissional. A solenidade de encerramento contará com a presença do superintendente do SENAR-RS, Eduardo Condorelli.

    A HISTÓRIA DO CAMILO

    Camilo de Oliveira, de 17 anos, é o orador da turma. Ele garante que os conhecimentos adquiridos durante a formação consolidaram a convicção de que seu futuro profissional está no campo. “Eu moro na cidade, mas a minha família é do meio rural. Eu aprendi muito, mesmo já tendo algum conhecimento, e posso dizer que o estudante que se empenha tem ótimas oportunidades no Jovem Aprendiz”, relata o estudante do Ensino Médio.

     A cerimônia de formatura acontecerá Pavilhão de Remates Antônio Carlos Brenner, Parque de Exposições Assis Brasil, em São Gabriel, às 19h.

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  • A maior dor do vento é não ser colorido.

    • Mário Quintana •

  • Questão de antena

    Publicado por: • 23 mai • Publicado em: A Vida como ela foi

    Anos 1980, uma sexta-feira. Eu estava quase baixando o Informe Especial, a página 3 da Zero Hora, quando o diretor de redação assomou à porta da sua sala e fez aquele sinal com dedo indicador virado para baixo, me chamando. O Lauro adorava me deixar preso na redação até noite alta.

    – Não sai sem falar comigo!

    Era uma ordem. E repetida com frequência. Em menos de meia hora, finalizei o texto e mandei para a diagramação. O Jorginho fez o seu serviço bem rápido, de maneira que eu podia ir embora.

    – Não sai sem falar comigo! – reordenou o Lauro.

    Para usar uma frase dos romances, tamborilei os dedos na mesa. Ê saco! Passou uma hora, e o cara me prendendo. Justo quando eu ia para o famoso dá ou desce, ele me chamou.

    – Seguinte. Bota uma nota advertindo que amanhã, à meia noite, começa o horário de verão. Sempre tem os desligados que não se flagram no óbvio.

    – Mas Lauro, já tá baixada a página, vou ter que reabri-la!

    – Faça isso.

    Butz a bariu, como dizem os palestinos das lojas do Centro. Troquei a nota rápido, mas para diagramar de novo levou um tempão. No domingo, fechei a página e ao sair do prédio vi que o enorme relógio do prédio ainda estava com o horário antigo. Voltei para a minha vingança.

    – Lauro, olha só. O nosso relógio não foi mudado para o horário de verão. E arrematei:

    – Sempre existem os desligados que não são antenados, não é mesmo?

    Sai correndo para ele não dizer “não sai sem falar comigo” de novo.

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