• Os patrulheiros

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Duas patrulhas estão esguelando o jeito de falar e de escrever. A patrulha das minorias, que em alguns casos quase são maiorias, e a patrulha do politicamente correto. Somadas estão tirando a naturalidade de se expressar. Resultado: autocensura desbragada.

    A DITADURA PERFEITA

    Com 52 anos de jornalismo, posso dizer com tranquilidade que  me censuro mais hoje do que nos anos do regime militar. E se eu não o faço, outros farão por mim.

    https://www.banrisul.com.br/pix?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=blog&utm_campaign=pix_poscadastro&utm_content=centro_600x90px

    UMA AJUDINHA, POR FAVOR

    No primeiro governo Lula, chegou-se a ensaiar um programa de ajuda às empresas de comunicação anos moldes do Proer dos bancos. Criaram até um nome, o Promídia. O autor da ideia, que ocupava um cargo, acabou sendo nomeado para um banco de fomento, e o programa gorou. Mudou o nome, mas não a essência. Abriram a guaiaca, mas com limites prudenciais. Explica muita adesão à bandeira vermelha na época.

    ESPELHO, ESPELHO MEU

    Estamos na era da razão abstrata, onde o narcisismo idealiza motivos para manifestar, com intuito de chamar a atenção para si mesmo.

    O neurocientista e psicólogo Fabiano de Abreu diz que o narcisismo é o grande culpado por esta realidade em que todos pensam ter razão.

    A BELEZA DA BRUXA

    É por aí. Estamos em várias eras, da Intolerância, da patrulha do ressentimento e a do narcisismo. Se achar bonito mesmo sendo feio é uma boa maneira de elevar a autoestima, mas não pode substituir o senso crítico. É um efeito previsto na história da Branca de  Neve, um arquétipo. Todos se acham o máximo, mesmo sendo mínimos. E ai de quem duvidar.

    Ninguém mais quer ter 15 minutos de fama. Quer 24 horas de fama.

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  • Alexander Pope

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Frase do Dia

    Quem pode decidir quando os doutores discordam?

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  • O Brasil que funciona

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Notas

    BANRISUL lançou uma nova funcionalidade no aplicativo Banrisul Digital, com vários serviços de previdência privada para oferecer ao cliente a melhor experiência com agilidade e conveniência no acesso a soluções financeiras. No menu Previdência, o correntista pode projetar o valor que será acumulado ao longo do período de contribuição; simular o plano mais indicado; contratar um novo plano BanrisulPrev VGBL e PGBL; contratar os produtos Pensão por Prazo Certo ou Renda por Invalidez; realizar aportes esporádicos e consultar o saldo dos planos já contratados.

    A Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) divulgou novas planilhas relativas à Classificação das Comarcas conforme o Modelo de Distanciamento Controlado instituído pelo Governo Estadual, além de planilhas de prazos físicos e prazos eletrônicos. Os dados que constam nas planilhas, relativos à fluência ou suspensão dos prazos, dizem respeito à adoção dos sistemas (REGAP e/ou SIDAU) previstos no Ato nº 030/2020-CGJ. As planilhas refletem a situação das comarcas conforme a classificação das bandeiras, nos termos dos regramentos relativos à Pandemia de COVID-19, sem contemplar outras hipóteses de suspensão dos prazos em decorrência de feriados ou atos específicos expedidos no âmbito das Comarcas. Saiba mais:
    https://www.tjrs.jus.br/static/2020/11/DIVULGAÇÃO-SITE-TJRS-CLASSIFICAÇÃO-DAS-COMARCAS-CONFORME-O-MODELO-DE-DISTANCIAMENTO-CONTROLADO-DO-GOVERNO-ESTADUAL-DE-24-11-A-30-11-2020.pdf

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  • Conta conjunta ou separada? Como casais devem organizar o dinheiro

    Publicado por: • 24 nov • Publicado em: Artigos

    * Por Larissa Brioso

    Na nossa cultura, falar sobre dinheiro ainda é um grande tabu. Dificilmente, sabemos quanto ganham os nossos amigos e familiares, se estão com as finanças em dia ou passando por momento delicados. Essa cultura é tão enraizada que, muitas vezes, não somos sinceros sobre as nossas finanças nem mesmo com nossos parceiros em um relacionamento.

    Porém, para que casais que moram juntos tenham sucesso financeiro, é necessário que sejam os mais honestos possível com os parceiros em relação à realidade das finanças de cada um e, para isso, é preciso que conversar sobre dinheiro seja um hábito da rotina. Afinal, problemas financeiros causam brigas, discussões, atritos e, em cenários mais graves, podem ser o principal motivo para uma separação.

    Para montar um planejamento financeiro em conjunto, o primeiro passo é entender os ganhos de cada um e os gastos que o casal tem em conjunto, como as contas de moradia, água e luz. A partir dessa análise, é possível criar metas e enxergar em quais categorias é possível economizar.

    Também é importante que os casais tenham objetivos financeiros em comum e individuais, buscando sempre atingir as metas para o futuro. Vocês gostariam de comprar uma casa? Comprar um carro? Fazer uma poupança para os filhos ou quem sabe uma grande viagem? Ao listar de forma prática esses desejos, ambos saberão de forma clara que estão trabalhando e se esforçando em algo maior.

    Na prática, a melhor opção é que tenham uma conta conjunta e uma conta separada, assim fica mais fácil organizar os gastos que os casais desejam realizar juntos e manter o controle financeiro pessoal de cada um. Além disso, para planejar o orçamento, uma boa ideia é encontrar uma plataforma que mais se adapta ao estilo do casal, pode ser escrever em um caderno, utilizar uma planilha no Excel ou um gerenciador financeiro como o da Mobills, em que é possível criar um usuário para que os dois tenham acesso e façam os registros e controles.

    Educadora financeira da Mobills

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  • O batizado

    Publicado por: • 23 nov • Publicado em: A Vida como ela foi

    Este causo do Luiz Odilon, é sempre interessante e bom de ler. O alegretense é um excelente contador de histórias recheadas do saber campeiro. Já escreveu um livro maravilhoso, Causos do Alegrete, entre outros escritos dispersos ou, na minha definição, amontoados. No bom sentido. Conhece como poucos o nosso Alegrete e seus personagens. ​Tem 81 anos e, segundo suas palavras, fará 82 dia 29 de dezembro “se até lá não chover demais. Velho tá sempre por uma”.​

    Um dos meus filhos tem pleito interessante que faz aos amigos; da mesma forma que participaram ou convidaram para o casamento, solicita igualmente comunicação formal de separação ou divórcio, quando for o caso, que deseja sinceramente, enfatiza, não venha acontecer com eles. Seria comportamento bem prático, adotado como rotina na sociedade, divulgando o desenlace, de acontecimento do qual houve muita festa no início, poupando com isso momentos embaraçosos, gafes homéricas, esclarecimentos penosos, assim como pedidos de desculpas, nem sempre bem aceitos.

    Esta situação comum hoje em dia, nada mais lógico que seja encarada como tal, justificável correção de rota, como na verdade ocorre. No passado, não era assim. Por mais raras, as separações não tão assumidas como hoje, até se possível varridas para baixo do tapete, ou pelo menos evitando ostentar tanto a verdadeira situação, como se a minimização do fato resolvesse alguma coisa.

    Tipo de comportamento que não ajuda muito, pois a vida continua, a tendência dos separados é partir para nova união, quando então ficam escancaradas as novas titularidades, até em consequência da vida matrimonial que se renova, como filhos, por exemplo.

    Uma gravidez inicial, se desejada, pela euforia dos futuros pais, torna-se pública rápido, depois de adiantada, por motivos óbvios, mais ainda. Essas situações são ainda aumentadas pela próxima vinda ao mundo do produto, o qual necessita legitimação logo, sob pena de, como no passado, ser tratado de “filho das macegas”.

    Se para amigos e coletividade, pelo exposto, aclaramento da nova situação seria de muita utilidade, para a igreja, então, nem se fala, pois, devidamente esclarecida, evitaria criar situações delicadas para os fiéis. Mais ainda, este é um lugar em que a verdade e a transparência têm que ser preservados acima de tudo. Não dá nem para imaginar uma pessoa, para atenuar culpa mentir ao confessor, caso de sumária e eterna condenação à fornalha de belzebu.

    Tanto quanto, ao apresentar um filho para o sagrado sacramento do batismo, omitir ou falsear informações, sobre a verdadeira situação conjugal dos pais do novel batizando. Isto comprometeria a inocente criatura em sua sagração inaugural de vida, pelo perjúrio pátrio, ocorrido não por dolo, mas tão somente por drásticas e perversas  injunções sociais.

    Este dilema afligiu, num passado não muito recente, ainda com outros ritos comportamentais, a certo casal alegretense, que, enquanto esperavam seus respectivos divórcios, já viviam juntos. E não perdiam tempo, pois tinham uma filhinha de alguns meses. Como a situação civil não estava legalmente resolvida, pior ainda era digerida na ótica da igreja, que formalmente os considerava amasiados, vivendo em estado de pecado.

    Apesar da situação irregular, resolveram batizar a filha, nesta altura a maior e inocente vítima da situação. Para padrinhos da guria, convidaram um casal de parentes, que lhes havia dado muita força quando iniciaram a sua união.

    Na igreja, durante o cerimonial “a varrer”, batismo de diversas crianças ao mesmo tempo, o padre perguntou ao casal amancebado:

    – Saão caasaados no ciiviil e no religiooso?

    Ela vacilou, desviando os olhos corou e calou. Seu companheiro, tentando remediar a difícil situação, respondeu pelos dois meio titubeante:

    – Si-ssi-im.

    Homem pelo direito, prontamente sentiu que estava manipulando a verdade em local sagrado, pensando melhor, ante os compadres, em estado de choque, esclareceu firme:

    – Eu com uma e ela com outro.*

    * Fato real ocorrido no Alegrete, os personagens não revelo nem sob tortura.

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