• O Caminho da Luxúria

    mulher deitada vestida com calcinha e sutiã para ilustrar os caminhos da luxúria

    Publicado por: • 21 ago • Publicado em: Caso do Dia

     Tem caminho que não acaba mais. Começou lá atrás com o Caminho das Índias, uma jornada de duplo sentido que muito agradou os portugueses. Hoje, o mais famoso deles é o Caminho de Santiago; aqui em Porto Alegre, temos Os Caminhos Rurais; na Serra, o Caminho dos Vinhedos e se não tem, bem que poderiam criar um. Pois eu vou dar uma ideia de graça para as operadoras de turismo, O Caminho da Luxúria da Capital gaúcha.

     A ideia é simples. Homens, mulheres e casais que quiserem fazer o roteiro das casas noturnas – vamos falar no popular, casas de garotas de programa – embarcariam em vansm e o motorista os guiaria para casas pré-determinadas, explicando no caminho como funciona o esquema. O preço depende do freguês, pode ser full HD, ou seja, incluiria o preço do programa e das bebidas. A classe econômica poderia ganhar só uma ceva ou um chope e deu. Penso em meia dúzia de casas, incluindo o Distrito Erótico da avenida Farrapos e transversais.

     A beleza da coisa é que estes estabelecimentos ofereceriam um desconto para os fiéis, 10 X no cartão sem juros. Estes, por sua vez teriam outro desconto como fazem as áreas, milhagem. Poderia ser sorteado um durante o trajeto, que ganharia um roteiro no mól. Pensei em criar também uma taxa de embarque, como nos aeroportos, mais uma taxa de desembarque. Explico.

     Se o cidadão ou cidadã ou os casais se encantarem por uma ou mais gurias e elas quiserem viajar na van, seria cobrada uma taxa de embarque; se os passageiros quiserem ficar na casa abrindo a mão do resto do roteiro, seria cobrada uma taxa (módica) de desembarque. Tudo nos trinques, bem redondinho.

     Fui aos detalhes no meu projeto. Não podem os passageiros da van abdicar do Caminho da Luxúria para fazer uma bacanalzinho entre si, o dinheiro não seria devolvido. Mas compreendendo como funciona a libido, ofereceríamos os serviços de uma subsidiária com aquelas enormes limusines Lincoln em que cabe meio Auditório Araújo Viana.

     Que tal essa?

    Foto: Freepik

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  • Minhas festas no Interior

    Publicado por: • 21 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

     A modernidade vai jogando na poeira do esquecimento usos e costumes das nossas colônias em geral e alemãs em particular. Depois dos anos 1960/1968, mudou o mundo e mudou para pior, na minha opinião – os kerbs e os bailes dos kerbs obedeciam a algumas regras bem claras. O kerb era festejado no dia do santo padroeiro da cidade ou distrito. Para começar, havia o congraçamento dos familiares espalhados mundo afora, sempre na casa construída pelos antepassados imigrantes. Sempre aos domingos, as mulheres preparavam um baita almoço, que se estendia até o final da tarde. As da nossa família, por parte da mãe, eram na casa do tio Arno Selbach, em Santa Teresinha, perto de Bom Princípio. E vem mais uma lembrança proustiana quando penso nele, o cheiro da serragem misturada com barras de gelo quebradas do buraco onde se fincava o barril de chope. Posso sentir até hoje o cheiro das sobremesas, em especial creme de baunilha e figos em calda, duas paixões minhas.

     O baile de kerb – ou KERPE como pronunciavam os pelo-duros – só podia ser nos domingos, segundas e terças, dependendo do tamanho da localidade, mas nunca aos sábados. Motivo: os padres achavam que, se fossem nos sábados, os paroquianos enforcariam a missa solene de domingo de manhã. É para ver como eram poderosos os párocos do interior. Nada se fazia se a benção deles. Após a festança, algumas horas de sono para ficar novamente em forma para o baile, que começava cedo, tipo 21h. Tinha que usar paletó e gravata. A animação ficava por conta das bandinhas.

     No Vale do Caí, a mais famosa era a Progresso, a Tricolor de Taquara (busca no YouTube que as gravações ainda estão lá), a Banda Luar e outras. Eu gostava muito das valsas. Havia alguma influência das grandes orquestras americanas dos anos 1930/40, tanto que tinham o apelido genérico de jazz-band-musikanden. Trombone de vara, tuba, contrabaixo, gaita, às vezes, violino para tocar tangos, sax, e bateria. Eu ainda me amarro em bandinhas alemãs clássicas brasileiras.

     Amanhã, eu conto como eram os bailes e como do romântico se ia para a cama, para sempre, via casamento, ou provisoriamente. E a história da alemoa que não quis dançar.

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    O Brasil não tem povo, apenas público.

    • Lima Barreto •

  • Pregador de guardanapo

    Publicado por: • 21 ago • Publicado em: Notas

     Há um problema insolúvel na logística do guardanapo. Você senta na mesa de um restaurante e dobra este acessório gastronômico comme il faut, com alguns centímetros na dobra, com a qual se limpa discretamente os lábios. A questão é que, assim que ele repousa na perna, enquanto se come, ele cai no chão. Batata. Não só uma, mas até duas ou três vezes. E aí babaus limpar a boca. Está na hora de algum Professor Pardal inventar um pregador de guardanapo na perna. Serei o primeiro cliente.

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  • O Banco Klein

    cumprimento

    Publicado por: • 21 ago • Publicado em: Notas

     Na abertura do Seminário Gestão para Cooperativas, sexta-feira (18/8), na EMATER, o governador José Ivo Sartori se dirigiu a Odacir Klein. Disse que a sua saudação ia “muito mais além da pessoa de presidente do banco BRDE: “O senhor próprio, Odacir, é um banco, o repositório de experiência, trabalho, dedicação e muito conhecimento numa vida destacada no País, sem uma mácula”.

     Depois, Odacir dividiu as atenções do Seminário, como debatedor do painel, com o historiador Leandro Karnal, aqui com Odacir.

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