• Especialista em arrependimento

    Publicado por: • 23 fev • Publicado em: Caso do Dia

     Já cansei de ler matérias e artigos de especialistas em RH sobre as profissões do futuro. A maioria converge em trabalhos específicos, como na área de computação, TI e empregos correlatos. Sei que os executivos não serão mais escolhidos apenas pela expertise no seu ramo, mas deverão ter conhecimentos sobre vários outros assuntos que cercam não só atividade em que ele exerce esse cargo, mas em outras e no sentido abrangente.

     Também sei que cuidadores de idosos serão cada vez mais solicitados, e que deverão ser craques em manejo destas pessoas, incluindo algum conhecimento médico para emergências. Cá entre nós, no popular vão ter que ter – e já têm hoje – muita paciência. Saco, no popular.

     É uma coisa que jamais saberia saber, cuidar de idosos e de crianças ou levar vários cachorros para passear ao mesmo tempo. Bem, essa é outra profissão com belo futuro. Imagino que teremos até jacarés de estimação.

     Mas ninguém fala é numa nova profissão que vai render os tubos: especialistas em remover tatuagens, especialmente de mulheres. É só esperar um pouco mais. Pricipalmente para as mulheres que mandaram tatuar o nome do namorado ou marido.

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  • Boneca cobiçada

    boneca cobiçada capa lp

    Publicado por: • 23 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

     Lançado em 1957, o então chamado bolero caipira com esse nome fez enorme sucesso. Os autores foram a dupla Biá e Bolinha. Que nome maravilhoso. Repitam: Biá e Bolinha, a dupla BeBê. Seria a abreviatura dos dois se, naquele tempo, houvesse marketing como temos hoje. Fato é que bolero se enquadrava mais no estilo dor de cotovelo nos centros urbanos.

     Boneca Cobiçada era perfeito. Era tão ruim que era bom. Como os filmes de Teixeirinha, eram considerados ruins pelos críticos e hoje são considerados cult. Pé na jaca todo mundo mete, em algum ponto da vida, seja no gosto musical ou na comida. Feijão com massa já foi brega, mas graças ao Rogério Mendelski hoje é boia-cult.

     Esse conceito de “é tão ruim que é bom” é ótimo. Tenho algumas preferências musicais que cabem como uma luva nele. Eu e meu filho curtimos muito uma cantora do interior do RS que canta temas mais bregas que pinguim na geladeira ou gostar da Anitta ou da “astra” Pablo Vitar. O marido, metade do tamanho dela, é o tecladista. Ela é só no gogó.

    Voltemos à boneca. A última estrofe é um primor de chifre embutido para sempre no frontispício do azarado que levou chapéu de vaca.

     Boneca cobiçada
     Das noites de sereno
     Seu corpo não tem dono
     Seus lábios tem veneno
     Se queres que eu sofra
     É grande o seu engano
     Pois olha nos meus olhos
     Vê que não estou chorando. 

     Confira esta música na voz de Carlos Galhardo no https://www.youtube.com/watch?v=c4bMNzngB5M

     

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    O mais sólido prazer desta vida é o vão prazer das ilusões.

    • Giacomo Leopardi •

  • Notas

    Publicado por: • 23 fev • Publicado em: Notas

    O mundo em 100 anos I

    O psicanalista e jornalista porto-alegrense João Gomes Mariante festejará seus 100 anos de vida nesta segunda-feira, na Casa do Marquês, a partir das 19h30min. Mariante é colaborador do Jornal do Comércio e mantém-se em plena forma. Como se diz na Brigada Militar, “positivo e operante”. Pus-me a pensar o que o velho guerreiro já passou em um século. Quando ele nasceu, meu pai era marinheiro em um caça-minas da marinha imperial alemã na I Guerra Mundial.

    joão mariante completa 100 anos

    O mundo em 100 anos II

    Com 21 anos, viu como da II Guerra Mundial e, com 32, a Guerra da Coreia. Pegou os anos 1950 na flor da idade, quando o Rio de Janeiro ainda era a Cidade Maravilhosa e Porto Alegre tinha a alcunha de Cidade Sorriso. Foi amigo de Getúlio Vargas (escreveu o perfil psicológico de GG recentemente). Nos anos 1960, assistiu às turbulências político-institucionais brasileiras, a minissaia, os Beatles e Woodstock e o divisor de águas do século XX, o ano de 1968, com mudanças bruscas em todo o mundo, como a revolução sexual, a TV por satélite no início dos 1970. E mal entrava na casa dos 50 anos.

    Isonomia

    Ainda estou perplexo com a decisão do STF de deixar fora da cadeia mulheres condenadas que tenham filhos menores. Em vez de melhorar os presídios, estão soltando as presas. E logo eu que jurei nunca mais ficar perplexo. Só que agora me ocorreu o seguinte: como a isonomia está na moda, é possível que os homens condenados com filhos menores queiram a mesma regalia concedida por suas excelências.

    E se pedirem e tiverem uma operador de Direito habilidoso, levam.

    Fiasco petrolífero

    Sabem quanto custou o Sambódromo no Porto Seco de Porto Alegre? R$ 40 milhões, segundo o ex-prefeito José Fortunati. E nem ficou pronto. Partiu de R$ 10 milhões para chegar a esse valor – e sem ter carnaval. Mesmo os carnavalescos criticam a localização, é longe de tudo. Melhor como era antes, na avenida Edvaldo Pereira Paiva.

    Era só montar e desmontar as arquibancadas. Pior foi como conseguiram o dinheiro. Nos anos 1990, a prefeitura vendeu uma poupança de ações da Petrobras para chegar a esse fiasco.

    Hora da saudade

    Ando com muita saudade do meu pai, muita. E me bateu uma melancolia pela falta que ele me faz. Deveria ter conversado mais com ele, ah se deveria! E quando ele, certa vez, ouviu a música deste link abaixo, chorou ao lembrar seus velhos camaradas que morreram na I Guerra Mundial, longe de casa, vivendo um inferno só amenizado pelos companheiros de guerra, os únicos que se compreendiam uns aos outros, restando-lhes apenas o lamento do tudo perdido.

    Eu tinha o quê, 10 ou 12 anos, mas a melodia Der Fremdenlegionär nunca mais saiu da cabeça. Há uns bons anos, eu a recuperei nas vozes do maravilhoso Coral Santa Helena. Cá está ela, meu pai querido.

    Assista clicando aqui.

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  • Os especialistas do nada

    Publicado por: • 22 fev • Publicado em: Caso do Dia

     Uma boa maneira de conseguir holofotes é ser contra o lógico. Caso da intervenção no Rio de Janeiro. Os contras se dividem em dois grupos, políticos e personalidades de esquerda e alguns “especialistas”. Político não é novidade, afinal eles até têm que ser contra Jesus Cristo, se foi o Temer quem o convidou. Quanto aos especialistas com aspas, tenho lido mais que o óbvio ululante do Nelson Rodrigues, justificar o óbvio com a ferramenta mágica chamada pesquisas.

     Pois então. Li uma delas dizer que entrevistou mais de uma centena de especialistas – sempre eles – e concluiu que, no médio e longo prazo, a segurança dos militares não vai dar certo. Ora, ora, madame. Eu não sou especialista e também sei, assim como os cassetetes da PM, que militar não tem vocação para polícia, então é uma ação emergencial e, depois de um certo tempo, a intervenção cessará.

     O pior é que nenhum desses salvadores do Rio de Janeiro levantou uma alternativa à ação militar. Até o Lula meteu pau, logo ele cujos amiguinhos que governaram o estado deixaram a situação degringolar.

     Mas assim é o Brasil. Quanto menos o cara sabe, mais sucesso ele obtém.

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