• No banheiro com meu jornal

    Publicado por: • 23 ago • Publicado em: Caso do Dia

     Quais as diferenças entre um jornal digital e um impresso, do ponto de vista logístico para o leitor? Sempre ouvi dizer que o digital leva vantagem maior que o jogador Gerson, que deu origem à lei de mesmo nome. Mas há controvérsias, embora a turma do 1-x-1 jure que ganham de goleada. Em termos de logística, você pode levá-lo para o banheiro como o impresso, desde que seja em tablete ou smartphone. Concordo em termos.

     Primeiro, se eu deixar cair o jornal impresso não chão ele não quebra nem arranha a tela. Segundo, se a carga da bateria acabar vou ter que interromper a Operação Obrar para buscar o carregador. Isso se tiver tomada por perto. O impresso não apaga porque não precisa de bateria. E se faltar luz só não dá para ler se for de noite.

     Embora em alguns jornais (gaúchos, para variar) tenham adotado a sobrecapa publicitária, ainda dá menos trabalho descartá-la que acertar o maldito botão do X na página dos sites dos jornais. Em alguns (gaúchos, para variar) o X é tão inútil quanto filme pornô em reunião de eunucos.

     Portabilidade por portabilidade, ainda fico com o impresso. Que, além de tudo, ainda é uma alternativa de emergência para vocês sabem o quê.

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  • Como se dançava no Kerb (final)

    Publicado por: • 23 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

     Com a mufa (cabeça) cheia de ceva e coragem, o sujeito ia lá, pedia licença para os pais e pelo menos uma tia solteirona – quem não a tem na família? – e lá ia dançar uma “marca”. A tia desempenhava o papel de guarda da moral e dos bons costumes, nada de mão inocente pelo corpo da sobrinha, valha-nos bom Deus! Que escândalo ela armaria se fosse  mão na bunda. Só na anca e olhe lá. Dançar colado nem pensar, só depois do noivado. E assim o par rodopiava pelo salão com piso de tábuas de madeira. Um detalhe: os salões de baile não cobravam entrada. O lucro vinha da venda de bebidas e, assim que o cara entrava na pista de dança, um fiscal pregava um alfinete com alguma fitinha colorida a um custo razoável, que dava alforria para se dançar a noite inteira.

     Às vezes, dois amigos dançavam alternadamente, um passava o alfinete com a fitinha para o outro, mas, geralmente, o fiscal tinha olho de lince e a fitinha desvirginada acusava o golpe.

     Depois vinha o namoro de mãos dadas, e mesmo assim, se o pai desse o OK. A tia solteirona seguia cuidando a mão-boba do pretendente. Isso durava meses, visitas sempre aos domingos. Quando ele já era íntimo da família, eles podiam deixar de namorar na sala, com os pais, e seguir o curso da intimidade na cozinha, junto ao fogão de lenha quando fazia frio. Saia chispa, e não só do fogo que crepitava, se é que vocês me entendem.

     Contaram-me na casa de secos & molhados do meu tio Arno Selbach que uma moça que, em priscas eras, já fora virgem, acedia de bom grado quando alguém a guiava para algum canto do galpão da prensa de alfafa. Ela então escolhia um lugar mais fofo e se virava para o parceiro.

     – Pode me dirubá!

     De outra feita, um amigo de infância e agricultor de São Vendelino contou da sua enorme desilusão quando foi tirar uma rapariga para dançar. Corpulenta como lutadora de MMA, ela se abanava furiosamente com um leque, o ar condicionado da época. Ela até fez olhinho para meu amigo, mas o despachou de cara com a seguinte desculpa.

     – Opricada, eu não tanço. Se eu tanço eu soo, e se soo eu fedo.

     O desodorante ainda não tinha chegado por lá.

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    Eu sou um veterano aprendiz.

    • Ademar Silva •

  • Dotô Honório Causa

    Publicado por: • 23 ago • Publicado em: Notas

     Se tem um caso em que se fez justiça no sentido de “tudo a ver” foi esse diploma de Doutor Honoris Causa concedido a Lula: dois belos erros de português, que são observados nas fotos enviadas pelo sociólogo Emir Sader paras redes sociais, ornamentam o diploma. A concedente, a Universidade Federal do Recôncavo Baiano, já tirou o seu da reta dizendo que o diploma não é oficial. Nunca existiu em todo mundo alguma universidade que tenha dado essa honraria não-oficial. Essa foi de cabo de esquadra. Pior a emenda que o soneto.

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  • As 10 mais

    Publicado por: • 23 ago • Publicado em: Notas

     Primeiro apareceram os rankings de melhores empresas para se trabalhar. Depois, elas abriram o leque por setor da economia. Agora, vieram as 10 melhores empresas para fazer uma entrevista de emprego. Certamente, virão outras com alternativas outras, as 10 que têm entrevistadores mais simpáticos e assim por diante.

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