• Nariz entupido

    Publicado por: • 19 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…cavalo sente o cheio da égua no cio”

    Casal de primos caminhava pelo pasto de uma fazenda, no Interior de Minas, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a prima logo perguntou: – Primo, o que é aquilo? – Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!! – Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo? – Aaha!, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô! Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a prima perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta. Mais na frente, lá estava um boi pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio. Foi aí que a prima perguntou: – Ô primo, se eu preguntá uma coisa pr’ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado? – Craro que não, prima! Ocê pode priguntá! – Ocê tá com o nariz tupido???

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  • Esperteza judaica

    Publicado por: • 18 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…não confessavam coisas simples, como pular a cerca”

    Uma das boas histórias que os próprios judeus gostam de contar sobre sua esperteza diz respeito à instituição do sacramento da Confissão da Igreja Católica. Quando surgiu, o pé-rapado não se confessava para o padre. Ou melhor, até podia, mas eram coisas simples, como matar, roubar, pular a cerca, essas coisas. A confissão era quase que uma exclusividade da nobreza. Prelados especialmente escolhidos pelo Vaticano, especialistas em questões estratégicas, financeiras e políticas, eram despachados para ouvir os pecados da turma. Obviamente os nobres não contavam coisas como pular a cerca. Confessavam segredos de Estado, que os preparados padres repassavam para o Papa. Daí que os judeus perderam valiosas informações. Portanto, poder. E e o Vaticano passou a recebê-las e a tê-lo, respectivamente. Informação é poder, etc, etc. O que fizeram os judeus? Inventaram a psicanálise. O sujeito confessava os mesmos segredo de Estado, em 50 minutos e ainda pagava para isso.

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  • Bonitinhos e ordinários

    Publicado por: • 15 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…mas é no item boca-livre que os enganos são monumentais”.

    Uma das coisas que as pessoas comuns mais invejam nos jornalistas é a possibilidade de viajar, conhecer pessoas VIP e autoridades e, sobretudo, ter o dia-a-dia recheado de bocas-livres. Fortes emoções. Almoços, jantares e coquetéis de primeira linha, dizem os civis. Há controvérsias. Por partes: viajar a serviço é conhecer o hotel e o aeroporto do país visitado; pessoas VIP ou são inacessíveis ou são malas sem alça de primeira grandeza; autoridades idem, sem falar que não se pode mandar os distintos àquela parte quando eles dizem besteira ou enrolam. Fortes emoções são raras, a não ser que ganhar o bilhete azul seja considerada uma. É rotina sempre, ou quase sempre. Mas é no item boca-livre que os enganos são monumentais. Jornalista calejado morre de inveja quando vê alguém comer um prato de feijão, bife e batatinha frita. Para ele, só comida fashion, pratão desse tamanho todo enfeitado mas com porções microscópicas. E sem gosto. Além do que, quando não é pouca, falta. No caso de coquetéis, os veteranos já descobriram que coquetel bom é coquetel de pobre. Tem pastel, coxinha de galinha e croquete em abundância. E não precisa ir de gravata. Coquetel de rico é B.O: bonitinho mas ordinário. E o refrigerante nunca vem gelado. Então não nos inveje, cara-pálida. Você não sabe o que não está perdendo.

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  • A lógica do Bispo

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…tem que ir a um casamento e abraçar 100 pessoas que nunca viu na vida”.

    Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do STF sobre o mensalão, o ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL) negou a existência do esquema e se queixou dos “sacrifícios” da vida parlamentar. – Porque ser parlamentar é muito ruim, meritíssimo, é muito ruim. O senhor sacrifica tudo o que o senhor tem. Entra no Congresso de manhã, sai à noite, e não vê o dia passar. Sábado à noite, às vezes tem que ir para um casamento abraçar 100 pessoas que nunca viu na sua vida. E às vezes está em casa, um eleitor seu morreu e você tem que botar um terno e ir lá no enterro. E larga a sua família, sua esposa quer ir ao cinema, e você tem que atender o pedido político. Como dizia aquele antigo bordão de programa humorístico da TV Globo, o macaco tá certo. Na mesma linha, um vereador de Porto Alegre costumava dizer que um político em campanha enfrentava três maldições que, por si só, já o fazia merecer o paraíso. – Vocês pensam – repetia – que é mole agüentar papo e borracho pedindo dinheiro, comer carreteiro de vila e ter cusco de favela mordendo teus calcanhares todo em santo comício?

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  • Um conselho de panzer

    Publicado por: • 13 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…nein, nein, eu quero um chope e em copo, pequeno”

    O já falecido comerciante Francisco José Albrecht, nascido em Isny in Algau, Alemanha, chegou ao Brasil em 1920 e se radicou no Vale do Caí. No início dos anos 50, ele voltou à Alemanha para visitar seus pais. Cumprido o roteiro familiar, o velho Franz Josef deu uma esticada em Munique e obviamente foi molhar as idéias na famosa cervejaria Hofbrauhaus, um estabelecimento com mais de 400 anos. Na incursão cervejeira, Albrecht teve a companhia de um turista brasileiro, descendente de alemães mas com pouca ou nenhuma ligação cultural, lingüística e etílica com seus antepassados. Instalados numa mesa, pediram cerveja, servido naquelas enormes canecas de um litro. Aí veio uma alemoa parruda carregando cinco canecas cheias em cada mão. – Nein, nein, quero um chope em copo, pequeno – disse o brasileiro em português. A garçonete, talvez um protótipo do primeiro panzer Tiger, só entendeu o “nein”. Olhou interrogativamente para o parceiro, que explicou a ela em alemão o pedido do seu amigo. Ela suspirou, revirou os olhos, largou as canecas na mesa e afagou a cabeça do brasileiro, homem dos seus 50 e tantos anos. – Wir verkaufen kein Bier für kinder. Bitte, kommen Sie wieder wenn Sie erwachsen sind. E deu meia volta para servir outras mesas. Albrecht caiu na gargalhada. Curioso, o brasileiro pediu a tradução. Quando a ouviu, fechou a cara. Significava: – Não vendemos cerveja para crianças. Por favor, volte quando tiver crescido

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