• O caso do quindim II

    Publicado por: • 21 dez • Publicado em: Notas

    Levei o quitute  para casa para saboreá-lo após o jantar. Mal pude esperar a hora da sobremesa. Justo quando ia desembrulhar a armação de plástico transparente que o envolvia, tive que atender o telefone. Foi uma conversa longa. Quando voltei à mesa, cadê o quindim? Tinha sumido, ora vejam só. Como ainda não inventaram sobremesa que caminha, fiz um rápido interrogatório e descobri que a presidente da Fundação Fernando Albrecht o tinha levado para lugar incerto e não sabido.

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  • O caso do quindim III

    Publicado por: • 21 dez • Publicado em: Notas

    Com um brilho assassino no olhar, fui atrás do quindim perdido e da larápia. Descobri ambos no banheiro. Ela escovando os dentes, ele, ao lado. Fiquei estupefato, como podia levar um doce feito de ovo e coco para o banheiro?  Foi uma eternidade até ela terminar a escovação, enxaguar a boca, limpar com a toalha de rosto e se dignar a me responder. Veio a revelação que liquidou com o pouco que tenho de espírito natalino e fé na humanidade. Acabou de vez. Ela disse-me assim, nem teve pena de mim.

    – E tu ias comer um sabonete achando que era quindim! Não te deste conta que era uma imitação? E tem mais, vou ficar com ele.

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  • Epílogo

    Publicado por: • 21 dez • Publicado em: Notas

    Desnecessário dizer que fiquei  arrasado. Nem o Ebenezer Scrooge, do Dickens, antes da visita dos três fantasmas seria capaz de tanta malvadeza. De quem me mandou o sabonete disfarçado e de quem ficou com ele. Até porque eu pretendia me suicidar comendo o falso quindim. Ia levar tempo para fazer efeito, mas eu mereço. E o pior: o troço preto é uma moeda!

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  • As leis inúteis debilitam as necessárias.

    • Barão de Montesquieu •

  • Cronômetro zerado

    Fernando Albrecht fala sobre a regressiva do impeachment de Dilma Rousseff

    Publicado por: • 18 dez • Publicado em: Caso do Dia

    Como naqueles filmes em que, no último segundo, conseguem interromper a regressiva da bomba-relógio. A julgar pelos votos dos ministros do STF, vai ser difícil, para não dizer impossível, à Câmara dos Deputados tocar o processo de impeachment este ano e mais difícil ainda que ele se concretize, já que o Senado pode anular a decisão da Câmara dos Deputados. Vale lembrar que o Senado representa os Estados e a Câmara representa a Nação.

    Estou começando a achar que Dilma não vai sofrer impeachment, mas com uma ressalva: a partir do final de janeiro, se tanto, o desemprego e a recessão vão sacudir este país. Com a decisão do STF de ontem, tudo vai recomeçar. Mas ainda não sabemos a intensidade do furacão. Em resumo, os pró e os contras não conseguiram botar gente suficiente na rua para pintar um clima.

    De qualquer forma, vai ser ruim para a Dilma e para o PT. O desgaste se aprofundará logo adiante. Desse pepino Michel Temer está livre. Ou não.

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