• Onde andarão?

    O jornalista Fernando Albrecht pergunta: onde andam os defensores da derrubada do Muro da Mauá em Porto Alegre agora com as cheias do Lago Guaíba?

    Publicado por: • 13 out • Publicado em: Notas

      Onde andarão os defensores da derrubada do Muro da Mauá em Porto Alegre, de ontem e de hoje, que sempre sustentavam a tese estapafúrdia de que era remotíssima ou até inexistente uma nova enchente como a de 1941? Onde andam os que sustentavam que os empreendedores da revitalização do Cais Mauá não derrubavam o Muro para elitizar o acesso ao complexo quando pronto, separando “pobres” e “ricos”?
      Como este é um país de desmemoriados e a cultura histórica cabe num dedal, pouquíssimos sabem que o Muro, a avenida que antes se chamava Castelo Branco, as casas de bombas ao longo dela foram feitos graças a um estudo de um grupo de técnicos alemães que aqui estiveram, em 1967.

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  • Onde andarão? II

    Publicado por: • 13 out • Publicado em: Notas

      O estudo foi realizado em um acordo entre o Brasil e a Alemanha, que visava detectar os futuros problemas da Região Metropolitana de Porto Alegre. Eu sei bem dessa história porque na época eu era assistente da gerência de um banco (Província) e autorizava o câmbio de marcos alemães para cruzeiros. Então, eles me contavam detalhes do projeto.
     Entre outras recomendações, advertiram que a BR-116 congestionaria no futuro e que as enchentes e alagamentos prejudicariam esta região, sugerindo então uma autoestrada entre a Capital gaúcha e São Leopoldo, que serviria também como dique para enchentes do rio dos Sinos.

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  • Onde andarão? III

    Publicado por: • 13 out • Publicado em: Notas

      Prevendo futura crise na água, também aconselharam que se construíssem barragens no Vale do Paranhana (então pouco habitado) para abastecer as cidades da RM. Foram estes mesmos alemães que sugeriram a construção da Castelo Branco e uma elevada usando o estaqueamento do Muro da Mauá, a partir dela até a Usina do Gasômetro, elevada de seis pistas abaixo da qual ficariam boa parte  dos terminais de ônibus. Claro, depois veio o trem, e a elevada não pode ser mais feita. O Governo só fez a Castelo, as casas de bombas e o Muro.
      Isso tudo em 1967. Dá para entender porque este país nunca aprende, nem por si nem pelos outros?

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  • Somar doa lanchas voadeiras na região do Baixo Jacuí

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    Publicado por: • 13 out • Publicado em: Notas

    A Somar (Sociedade Mineradora) – uma das maiores mineradoras de areia do país, com operações no RS há três décadas – doou duas lanchas voadeiras para instituições de grande importância social para a população de cidades banhadas pelo Baixo Jacuí e arredores:  o Grupo Escoteiro Jacuí e Bombeiros Voluntários.

    Os Bombeiros Voluntários de Charqueadas cooperam com o município há três anos no salvamento de pessoas e animais em situações de risco. São atendidos, em média, cerca de cinco ocorrências por semana, desde casos de incêndios e afogamentos, até a busca por desaparecidos. Segundo o presidente da instituição, Carlos José Leão, o principal uso da lancha será para o resgate dos cidadãos que ficam ilhados durante os alagamentos. “As enchentes atingem centenas de moradias e, mesmo com uma equipe de 15 pessoas, não conseguimos agir de forma rápida para atender a todos em um curto período de tempo. Com a doação, poderemos ajudar com mais eficiência e velocidade”, diz.

    Para o Grupo Escoteiro Jacuí, a lancha será muito útil para ações anuais de recomposição da mata ciliar e limpeza dos canais hídricos do Rio Jacuí, trabalhos realizados há 33 anos. “Nos últimos cinco anos, já retiramos mais de duas toneladas de lixo e plantamos 10 mil mudas na encosta do rio. A embarcação irá facilitar nossas ações no local e a coleta de ainda mais resíduos”, explica o chefe Fernando Araújo, diretor técnico administrativo dos escoteiros.

    De acordo com Veronica Della Mea, diretora executiva da Somar, a iniciativa está alinhada às atividades de sustentabilidade da mineradora na região. “É fundamental incentivar nos jovens escoteiros o cuidado com o meio ambiente e contribuir para reduzir o sofrimento da população nos momentos difíceis de enchentes, que tem assolado gravemente o nosso Estado neste ano”, diz Veronica. E complementa: “Há pouco tempo, conquistamos a ISO 14001 referente à gestão ambiental, uma certificação internacional rara no setor de mineração de areia”.

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    Depois de feito o estrago, todo mundo fica mais sabido.

    • Provérbio polonês •