• RS: o rumo da história alterado

    Publicado por: • 27 out • Publicado em: Artigos

        Artigo de Paulo Vellinho *
        O Rio Grande do Sul vem perdendo características que o tornaram um dos estados mais desenvolvidos do Brasil. Já fomos o celeiro do País, tínhamos o melhor nível educacional, éramos dizia-se os mais politizados, e entre nossos homens públicos, havia legítimos estadistas. Mas esses valores acabaram sendo abandonados, e o espírito de servir sem servir-se, pouco a pouco, deixou de prevalecer quando iniciou-se um processo de priorização da burocracia governamental. Nessa busca do bem-estar social levado aos extremos,  comprometeu-se cada vez mais a receita tributária com o custeio dessas benesses.
       O governador José Ivo Sartori recebeu esta herança maldita em que 52% da folha é gasto com aposentados e pensionistas e 42% com os servidores ativos. Com tudo isso, a poupança pública do Estado, que chegou a quase 30% do PIB, indispensável para atender aos investimentos em infraestrutura, caiu para quase zero.
       Para reverter este quadro, duas medidas são essenciais: alterar, daqui para a frente, o que levou a esta situação e discutir os direitos adquiridos dentro do seguinte raciocínio: direitos mal ou injustamente havidos devem ser revistos. A par disso, como perdemos nossa capacidade de investimento, impõe-se acelerar as Parcerias Público-Privadas (PPPs) e as concessões.
    * O Paulo Vellinho é meu amigo há muito tempo, empresário, sempre foi um batalhador e homem correto. 
    Artigo publicado na íntegra no Jornal do Comércio

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    Não procure mel em traseiro de vespa.

    • Provérbio árabe •

  • Enchente na lancheria

    Publicado por: • 26 out • Publicado em: Caso do Dia

      Acostumado em cobrir enchente no Rio Uruguai, o operoso assessor de imprensa da prefeitura de Porto Mauá, Vilson Wingler, dá um colorido todo especial aos textos que envia. Já escrevi que ele é o meu Repórter do Ano exatamente porque consegue dar uma cor local e detalhes que o jornalismo perdeu.

       Na sexta-feira, ele enviou um alerta sobre nova cheia aduzindo uma tabela para o leitor urbano entender a gravidade, metro a metro, centímetro a centímetro. Assim, explicou Winkler, com 9m15cm acima da cota a água atinge o acesso a Itajubá; com 9m35cm interrompe o serviços das balsas para a Argentina; com 10m65 sobe a ponte do Lajeado Jacará, com 11m5cm entra água na Aduana, e agora, a cereja do bolo: “Com 12m25cm a água entra nas lancherias defronte à Aduana”.

     Isso que é repórter. E não estou brincando.

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  • Um avião na avenida

    Publicado por: • 26 out • Publicado em: A Vida como ela foi

      Anos 1970. Dois amantes da madrugada conversavam e bebiam no bar e café Farroupilha, na esquina da Borges de Medeiros com a Fernando Machado. Fundado durante as comemorações do Centenário Revolução Farroupilha, em 1935, fechou há uns 10 anos. Reza a lenda que foi lá que inventaram o melhor sanduíche do mundo, o Farroupilha, pão cacetinho, presunto e queijo.

       Voltando à vaca fria. Lá pelas tantas da madruga, um deles olha pela janela e arregala os olhos.

         – Tu não vai acreditar no que estou vendo! Tá passando um avião pela avenida!

        O outro nem levanta os olhos do copo.

        – Lá vem tu e tuas mentiras.

        – Tô falando sério, mermão! Tem um avião descendo a Borge! Olha!

        – Nem que vaca tussa e assobie o Hino Riograndense de trais pra frente…

        O que viu o avião levanta e vai até a porta. De lá ele grita.

        – O que precisa pra tu acreditar em mim? Juro pelos meus óio que tem um avião. E vem ligeiro, ele tá quase no cinema Capitólio!

         – E eu lá vou perder meu tempo?

         Durante uns bons dois minutos era um a chamar o outro a ver desesperadamente a cena e outro a pensar que era golpe. Finalmente, ele levantou e foi conferir. Nada. Não tinha avião nenhum. Ficou de cara com o amigo em copo.

         – Ele já dobrou a esquina, tanto que tu demorou que já era. Mas que tinha avião na Borge tinha…

       Tinha mesmo. Um empresário comprou um DC-3 sucateado e contratou uma empresa de transportes especiais para levá-lo até a Pedra Redonda, onde abriu a Boate do Avião. A fuselagem abrigava uma pista de dança e um restaurante pequeno. Funcionou por alguns anos

       Moral da história: de vez em quando é bom conferir papo de bêbado.

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  • O estado chuveiro

    fernando-Albrecht-fala-que-estamos-no-estado-chuveiro-num-mundinho-chato-em-que-as-coisas-não-andam

    Publicado por: • 26 out • Publicado em: Notas

       O que teremos de novo esta semana, salvo o imponderável? Nada de novo. Impeachment ou não, deputado Eduardo Cunha e suas continhas no exterior, delator da Lava Jato entrega mais um, mais estragos com temporais chuva e granizo no RS. Ô mundinho chato!

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