O balão misterioso

8 abr • A Vida como ela foiNenhum comentário em O balão misterioso

 Não sei exatamente com que idade comecei a ler, só sei que tinha algo a ver com história em quadrinhos. Cada vez que lembro disso vem instantaneamente a memória de um pedaço longo de madeira clara, talvez do sótão da “venda” do meu pai, em São Vendelino. Coisa fascinante a memória remota, não?

Claro como água me vem outra imagem, a de ver sem entender uma sucessão de quadrinhos com pessoas, animais e objetos. Tempos depois, passei a observar que em cima delas havia um balão, um círculo, ora achatado ora redondo. Meu cérebro de criança deve ter processado a informação visual, concluindo o que tinha algo a ver com a fala dos figurantes.

Passo seguinte foi descobrir  que as conversas eram representadas por risquinhos verticais, e depois que eram letras, portanto frases. O que me deixou um pouco confuso no início foram os  balões, que nem sempre estavam em cima de quem falava. Foi aí que eu descobri, maravilhado, que o balão podia estar em qualquer lugar do quadrinho, desde que uma ponta dele apontasse para quem falava.

Quer dizer, descobri o mais difícil e me quebrei no mais fácil.

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