• Os excluídos I

    Publicado por: • 12 out • Publicado em: Caso do Dia, Frase do Dia

    Mais uma da série “Por que NÃO me ufano do meu País”: sabem até as antigas juntas de bois da roça que o perigo no amendoim é a aflatoxina, capaz de entortar sua vida de vez. Ela é termo resistente, então adianta fritar ou submetê-lo a altas temperaturas por horas.

    Os excluídos II

    Já é uma má notícia por si só, mas o pior vem a seguir. O amendoim brasileiro SEM aflatoxina não vem para o mercado interno, é produto de exportação. Por que me sinto um ser desprezível?

    Perguntinha

    Já que o separatismo está na moda, por que a gente não se separa dos governos?

    Jornal do Comércio

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  • É uma Brasa, mora

    10/10/2018 - Porto Alegre, RS - Tá na mesa - FEDERASUL - (Federação de Entidades Empresariais do RS). Painel: Construindo grandes negócios. Palestrante: Arri Coser , Sócio proprietário da MRD Group Foto: Itamar Aguiar / Agência Freelancer.

    Publicado por: • 11 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O empresário Arri Coser, da MDR (NG Steak, ex-Na Brasa) foi o palestrante de ontem na Federasul. Ele que é um dos responsáveis por levar o principal prato da culinária dos pampas para o mundo: o churrasco. Nada mal para quem saiu de Encantado aos 15 anos e conquistou o paladar dos americanos, agora de volta ao Brasil. O empresário também demonstrou o seu descontentamento em investir aqui: “O lugar onde o empresário mais sofre”.

    Foto: Itamar Aguiar

    Novos Negócios

    O MDR está de olho em crescer nos próximos anos, principalmente com a possível aquisição de uma marca de restaurantes com tickets médio de R$ 50,00. Outra surpresa é que Porto Alegre deve receber entre 2019/20 uma loja da Maremonti e da NBMarket¸ espécie de “empório da carne”, onde todos os cortes encontrados nos cardápios da rede, podem ser adquiridos e levados para casa.

    O médio do médio

    Hoje tudo é 50 reais. Você vai a um restaurante e, na média deles, descontando os que tem tíquete médio acima dos R$ 70/80, é essa a faixa do tolerável para um cidadão comum. Mas só para quem almoça fora poucas vezes, digamos, duas vezes por semana. Tem que fazer a conta por mês e por ano. Fosse de segunda a sexta, a distinção gastaria 200 pilas; 800 por mês e R$ 8,4 mil por ano.

    O livro de Tarso

    Depois de deixar a política eleitoral, Tarso Genro está focado e empolgado com a retomada da carreira de advogado. Hoje, ele lança, no Memorial Luiz Carlos Prestes, o livro “Degradação e Resgate do Direito do Trabalho – contributos para uma doutrina constitucional de defesa de direitos”. A obra foi organizada em conjunto com o seu amigo Rogério Coelho.

    Por falar em Tarso…

    …havia rumores de que Tarso estaria pensando em criar um novo partido de esquerda, o que ele desmente. O que está acontecendo é que seu envolvimento com a direção do PT é cada vez menor, fato que, a rigor, não é novo.

    Candidato descolado

    A nova identidade de Fernando Haddad (PT) é descolar de Lula. Obviamente, foi ordem do próprio. Até a cor vermelha desapareceu neste segundo turno. Não sei se estou ficando burro, mas mudar a imagem de poste ou boneco de ventríloquo em menos de três semanas seria um feito universal de marketing político.

    Algo no ar…

    …além dos aviões de carreira. Em um ano, cresceu 123% a quantidade de drones registrados no Distrito Federal. Eram 798 em outubro do ano passado, número que agora subiu para 1.780. Usar drones para atividades ilícitas e terroristas já é uma realidade, mas, no curto prazo, eu temo, é colisão com aviões de verdade.

    Instituição de fomento

    O BRDE será capacitado como uma das duas instituições de fomento piloto do Programa de Green Finance, do Prosperity Fund (UK Government’s Prosperity Fund Green Finance Programme) para capacitação de instituições de fomento na busca de recursos para financiar projetos que promovam o crescimento sustentável e o aprimoramento do mercado de finanças verdes no Brasil.

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    O dinheiro que se ganha dá para duas coisas: pagar as contas e comer.

    • F. A. •

  • A cobra

    Publicado por: • 11 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    A tentativa de descolamento de Fernando Haddad de Lula lembra um caso ocorrido em 1964. Um ativo integrante do Sindicato dos Ferroviários do Vale do Caí, brizolista de quatro costados, foi detido e interrogado pelos militares. Perguntaram qual era a ligação com Leonel Brizola.

    – Nenhuma. Aliás, nem o conheço.

    – Como assim “não conheço”? – estranhou o interrogador.

    – Estou falando a verdade, não o conheço!

    Irritado, o militar mostrou uma foto enorme onde o sindicalista ao lado do ex-governador em um comício. Apontou o dedo para ele.

    – E esse quem é?

    – Não sei.

    – Esse é o Brizola! – vociferou o militar.

    – Ah, esse é o famoso Leonel Brizola? Nossa mãe! Fosse uma cobra tinha me mordido!

    Quando eu era repórter policial, no final da década de 1960, ainda havia a figura do Flagrante de Adultério, o que era muito raro porque a legislação da época exigia que testemunhas vissem o ato em cima do laço. Contava-se então que a melhor defesa para o Dom Juan era negar o acontecido com a maior veemência possível.

    Mais ou menos assim: pego em flagrante, tendo como testemunhas dois PMs, o amante negou o ato sexual com tamanha veemência que o Delegado ficou na dúvida, os PMs ficaram na dúvida, o marido ficou na dúvida, a mulher ficou na dúvida e, ao fim e ao cabo, até o amante se convenceu que dizia a verdade.

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  • O vinho da pipa

    Publicado por: • 10 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O difícil para Jair Bolsonaro vai ser cativar eleitores que não gostam de violência sugerida, que faz parte da sua imagem, aquelas poses de imitar pistolas com as mãos. O difícil para Fernando Haddad vai ser tranquilizar o eleitor que não gosta do PT, que ele é vinho de outra pipa, mesmo sendo.

    Porteira aberta

    O difícil para o capitão será segurar o seu vice, o general Mourão, campeão em tocar em nervos expostos da população, e de rara competência em deixar a bola picando para especialistas em punçar frases fora do contexto. O difícil para Bolsonaro é passar para o eleitor que não votou nele no primeiro turno que não governará apenas com foco na criminalidade.

    Mudou, mas não mudou

    O difícil para Fernando Haddad é convencer o eleitorado que não votou nele que o PT dele não é o mesmo do MST, dos radicais como José Dirceu e do restante da linha dura do partido. Mais difícil ainda para ele será desencarnar de Lula, que não será um fantoche do ex-presidente. Problema: até aqui ele deu essa impressão. Não bastasse isso, a primeira visita que fez depois do resultado foi para o preso ilustre da PF de Curitiba.

    Com toda corda

    Como se segura uma onda como a do antipetismo acompanhada de uma volta conservadora? Ondas como essa não são apenas de vaivém, são movimentos pendulares. A esquerda já teve o seu pêndulo favorável durante duas décadas, agora ele vai para o outro lado com o mesmo ímpeto.

    Os sem-argumento

    Nós temos um problema, Brasil. Basta você citar algum membro influente do regime militar que soube antecipar o que viria depois deles que automaticamente você é jogado na vala comum como “fascista”. Como se o Bing Bang aconteceu no exato dia e hora em que Lula nasceu. Hoje vejo militantes dizendo que os militares foram apeados do poder pela força das massas. Rótulo é usado por quem não tem argumento.

    O primeirão

    Devagar com esse andor. Quem começou a sentir o cutuque e o fim do ciclo de exceção foi o presidente Ernesto Geisel ao procurar um sistema eleitoral com o voto distrital alemão. Então surgiu o ministro Golbery do Couto e Silva que lançou o bordão “abertura lenta, gradual e segura”, porque a linha dura militar não queria saber de voto direto.

    O pêndulo de Golbery

    Golbery deu uma entrevista famosa à revista Senhor, depois encampada pela IstoÉ. Dizia que o País seria o único a tentar essa abertura lenta, gradual e segura. Se desse certo, viva nós; “se não, iremos todos para o paredón, mas aí já estarei bem velhinho”. Mas ele acreditava que tinha chance de dar certo, desenvolvendo em seu livro a teoria do pêndulo.

    Os ciclos do general

    Na mesma entrevista, vaticinou que, após a abertura, viria um governo não-radical, pelo menos ainda não quando o pêndulo terminasse seu ciclo à direita. Em algum momento depois, viria um presidente de esquerda, o que aconteceu, mas, em seguida, a peça do relógio de parede se deslocaria para o lado oposto.

    E cá estamos nós

    O general gaúcho não foi além desse prognóstico, mas vença ou não, Jair Bolsonaro é o pêndulo que sobe para a direita depois do Lula à esquerda. Talvez tenha subido com força demais, o que explica Fernando Haddad no segundo turno e a onda antipetista do primeiro.

    Futuros médicos

    Inovação, gestão na área da saúde, empreendedorismo, investimentos financeiros e especialidades médicas. A mescla de temas poderá ser conferida no Talks Simers Núcleo Acadêmico. Com o tema Conexão, a programação é destinada a estudantes de Medicina, que terão a oportunidade de debater e obter conhecimentos que fazem a diferença na vida do futuro médico.

    Entre as atrações confirmadas, destaque para Vander Corteze, médico, empreendedor e fundador da startup Beep Saúde, especializada em desenvolver formatos de acesso a serviços da saúde. Promovido pelo Núcleo Acadêmico do Sindicato Médico do RS (Simers), o evento acontece nos dias 19 e 20 de outubro, na sede da Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil (ADVB/RS).

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