Os patrulheiros

24 nov • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Os patrulheiros

Duas patrulhas estão esguelando o jeito de falar e de escrever. A patrulha das minorias, que em alguns casos quase são maiorias, e a patrulha do politicamente correto. Somadas estão tirando a naturalidade de se expressar. Resultado: autocensura desbragada.

A DITADURA PERFEITA

Com 52 anos de jornalismo, posso dizer com tranquilidade que  me censuro mais hoje do que nos anos do regime militar. E se eu não o faço, outros farão por mim.

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UMA AJUDINHA, POR FAVOR

No primeiro governo Lula, chegou-se a ensaiar um programa de ajuda às empresas de comunicação anos moldes do Proer dos bancos. Criaram até um nome, o Promídia. O autor da ideia, que ocupava um cargo, acabou sendo nomeado para um banco de fomento, e o programa gorou. Mudou o nome, mas não a essência. Abriram a guaiaca, mas com limites prudenciais. Explica muita adesão à bandeira vermelha na época.

ESPELHO, ESPELHO MEU

Estamos na era da razão abstrata, onde o narcisismo idealiza motivos para manifestar, com intuito de chamar a atenção para si mesmo.

O neurocientista e psicólogo Fabiano de Abreu diz que o narcisismo é o grande culpado por esta realidade em que todos pensam ter razão.

A BELEZA DA BRUXA

É por aí. Estamos em várias eras, da Intolerância, da patrulha do ressentimento e a do narcisismo. Se achar bonito mesmo sendo feio é uma boa maneira de elevar a autoestima, mas não pode substituir o senso crítico. É um efeito previsto na história da Branca de  Neve, um arquétipo. Todos se acham o máximo, mesmo sendo mínimos. E ai de quem duvidar.

Ninguém mais quer ter 15 minutos de fama. Quer 24 horas de fama.

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