Manchete da manchete

20 ago • A Vida como ela foiNenhum comentário em Manchete da manchete

mancheteA Revista Manchete, da Editora Bloch, rivalizava em tiragem com a Revista O Cruzeiro, que rodava um milhão de exemplares. O Cruzeiro morreu antes, com o esfacelamento do Diário e Emissoras Associados, a Globo da época. A edição comemorava a vitória dos militares em abril de 1964. Na capa, o ex-governador e deputado Carlos Lacerda, uma das línguas mais ferinas do Brasil. Primeiro apoio, depois rejeito o Movimento. Ele queria que os militares saneassem o país então adernado e o devolvessem aos civis. Adivinhem quem seria ou queria ser o candidato à Presidente da República? A Manchete ganhou muito dinheiro com matérias hoje chamadas de conteúdo editorial.

Lacerda foi um caso raro de legislador e chefe de executivo bem-sucedido. Nos discursos que fazia na Câmara dos Deputados, mirava desafetos com suas frases desconcertantes. A maioria é conhecida. Certa vez, ele vituperou contra um adversário com seu estilo cáustico. O alvo pediu um aparte.

– O que vossa excelência fala entra no meu ouvido e sai no outro.

A resposta levou décimos de segundo.

– Impossível. O som não se propaga no vácuo!

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