A guerra

13 jan • NotasNenhum comentário em A guerra

No futuro, os historiadores vão estranhar que as singelas seringas tenham despertado tanta fúria contra o governo. Tem uma questão de logística, uma palavra simples que oculta uma complexa operação, nem sempre entendida pela população. Mas é um problema mundial. A manchete de ontem do jornal francês Le Monde foi justamente essa.

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Lá também está sendo um problema sério, mas a diferença é que a imprensa francesa primeiro analisa o problema para depois emitir opinião,  exatamente o contrário da imprensa brasileira, em boa parte.

O ESPIRITO DA COISA

Quando a expressão logística passou a ser usada a torto e a direito, o leitor comum tinha alguma dificuldade em entendê-la. Por esta época, peguei um táxi na frente do Jornal do Comércio quando o motora se virou para mim.

– O senhor que é jornalista, pode me explicar o que é logística?

Como diabos vou traduzir isso para o cara? Elaborei uma explicação partindo do princípio quando ele me interrompeu.

– Já entendi. Logística é frete!

Não é só isso, mas o cara entendeu o espírito da coisa.

OS PROBLEMAS DO MERCADO

Os 103 permissionários do Mercado Público de Porto Alegre estão analisando com engenheiros como fazer as reformas necessárias do espaço. Primeiro falou-se em R$ 15 milhões, mas pode ser feito em etapas. A primeira é dar um jeito nos altos do Mercado, o que não será fácil. Há espaço para restaurante e até área para eventos, mas não existe infraestrutura.

Primeiro não existe energia, terão que botar um transformador que custa uma babilônia de dinheiro. Tem que dar acessibilidade, incluindo um elevador. Na parte de baixo, o esgoto corre debaixo dos corredores, instalados há décadas  canalizados com pedras de grês. O lixo sempre foi outro problema.

Os permissionários querem bancar as obras, talvez criando um fundo especial. Problema: nem todos podem pagar, algumas bancas faturam muito pouco.

A SALVAÇÃO QUE VEM DO CÉU

Com a enorme área do telhado, a geração de energia fotovoltaica alimentaria todo o Mercado e ainda sobraria para vender parte para a CEEE.

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