Tradição mantida

29 out • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Tradição mantida

No Rio Grande do Sul, o voo do tucano Eduardo Leite foi mais alto do que o de José Ivo Sartori. Manteve-se a tradição gaúcha de não reeleger governador, mas a margem não foi tão folgada como diziam as pesquisas no início da campanha. Aquele porcentual 60-40 não se sustentou. E se fossem mais alguns poucos dias, o gringo de Caxias chegaria à frente.

Mudança de atitude

Na reta final da campanha para governador do RS, o empresariado, que sempre teve boas relações com o governador Sartori, mas podia conviver com o tucano Leite devido ao viés liberal do ex-prefeito de Pelotas, ficou alarmado com algumas opiniões dele sobre a segurança pública. Em uma das mais atuantes instituições do setor, Leite teria sugerido que não vê com bons olhos a ação das forças da lei e da ordem. Teria falado até em “desarmar a Brigada”. Evidentemente, em sentido figurado, quero crer.

Avalanche asiática

Em várias cidades da China, Japão, Austrália, Nova Zelândia, para ficar só nessas regiões, Jair Bolsonaro deu de goleada – humilhante – sobre Fernando Haddad. Significa que o antipetismo se espraiou neste mundo velho sem porteira. O que contradiz o que sempre se pensou sobre a popularidade do PT.

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A guerra, quem vence?

Mas que ninguém se iluda. O PT pode ter perdido a batalha, mas a guerra na conquista de corações e mentes ele já está vencendo. O Estado está todo aparelhado, artistas, intelectuais, professores, carreiras de Estado, boa parte do funcionalismo público, entidades de classe de toda ordem, tudo está dominado. É como o Capim Anoni, trazido do exterior por um produtor rural ao RS nos anos 1960 como sendo a salvação do campo. Explico.

O Capim Anoni

Essa planta sufoca o Bioma Pampa. É praticamente indestrutível. Aguenta secas e não adianta usar agroquímicos. Nem queimar adianta, porque – as raízes podem chegar a muitos metros abaixo da superfície. Enfim, virou praga. Pior: o gado só gosta dele logo que brota. Como é abrasivo, gasta cedo os dentes dos bovinos, o que reduz sua vida útil. Só pode ser controlado em termos plantando outra cultura depois de arado o solo. Não lembra ninguém, o Anoni.

Síndrome do tambor

O cidadão comum europeu, principalmente, coça a cabeça com a vitória de Bolsonaro. Como a esquerda possuiu as mentes de intelectuais, artistas, formadores de opinião, universidades e jornais importantes, esse cidadão imaginava que o PT era um partido hegemônico. Não é, ou não é mais. Neste caso, foi como um tambor: bate faz um barulhão, fura não tem nada dentro. O que não significa que ele está morto, ao contrário.

Que rei sou eu?

Lula quase conseguiu se eleger Presidente da República por quatro mandatos, dois deles consecutivos e outros dois terceirizados por Dilma. Desde sua primeira eleição e considerando-se o governo Dilma inteiro – Michel Temer, afinal foi vice da chapa – já são 16 anos de hegemonia do PT. Provisoriamente.

Fica, zona eleitoral

Há anos voto na mesma seção eleitoral, em um colégio de Porto Alegre. Invariavelmente, todas as seções vizinhas de andar mais as dos outros andares registram enormes filas – menos a minha. Depois de muito matutar cheguei à conclusão que isso se deve ao fato de a minha ser uma das mais antigas. Ao longo de décadas, quem nela votava foi morrendo e não preencheram os “cargos” vagos.

Caluda!

Só não digo o número nem o nome do colégio porque alguém do TRE-RS pode ler estas mal-traçadas linhas e preenchê-los, o que acabaria com minha festa de votar rapidamente e sem filas.

A pausa que não refresca

Já que o apetite da China por energia é tão grande, será que ela não quer comprar nosso estoque de energia negativa? A temos para dar e vender.

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