Tio Nica, o Profeta

27 set • Caso do DiaNenhum comentário em Tio Nica, o Profeta

 A primeira vez que li algo sobre o que esperava o futuro do Rio Grande do Sul foi nos idos de 1966/7 na extinta Folha da Tarde. O secretário da Fazenda, Nicanor Kremer da Luz, conhecido como Tio Nica e meu vizinho de andar, convocou uma coletiva de imprensa para fazer um alerta. A folha de pagamento, dizia Tio Nica, tinha batido em “absurdos” 40% da arrecadação total do Estado, o que lhe permitia antecipar um futuro nada risonho para os gaúchos.

 Tio Nica sabia das coisas, não é mesmo? Hoje, a questão não é mais nem cobertor curto para fazer frente ao custeio, é que não há nem cobertor. E por mais que as reclamações do funcionalismo sejam procedentes, ninguém atrasa salário para se autoimolar politicamente. Vale o mesmo para o prefeito da Capital, Nelson Marchezan. É grave a crise, como dizíamos nos anos 1980.

 Sempre se fala que os sucessivos governos nada fizeram para deter a hemorragia. Sim, mas falta alguém em Nuremberg. A Assembleia Legislativa, salvo iniciativas isoladas, nunca disse a que veio. Vamos repartir a culpa. Por extensão, os partidos também estarão na primeira fila no Juízo Final.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

FacebookTwitter

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »