Teoria geral do toco

13 dez • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Teoria geral do toco

toco

No jargão jornalístico, toco é brinde ou presente que jornalistas recebem de pessoas físicas e jurídicas no final do ano. É malvisto principalmente por quem não o recebe.

Podem ser coisas simples e úteis, como agendas, ou alguma bugiganga eletrônica como periféricos de computador ou de smartphone, objetos de decoração, ou presentes mais valiosos, como vinhos finos, espumantes e até cestas de Natal. Feita essa introdução preparem-se porque vou chutar o pau da barraca do jornalisticamente correto.

O TOCO COMO JABÁ

Chega a um ponto em que o presente é tão valioso que sugere algum favor prestado pelo jornalista que o recebe, editor ou da senzala. Os caras que moram na casa grande também os recebem, mas os simples mortais da redação nem têm ideia do que rola. Pode até ser uma viagem para Paris com estada paga no carésimo hotel Georges V. Dizem que a diária é tão cara que quase se equivale à dos hotéis de Gramado. Há jornais que proíbem seus jornalistas de receber toco nas redações. Mas sempre tem a entrega em casa, não é mesmo?

TERMÔMETRO DA ECONOMIA

E agora ao ponto. Há vários indicadores ou termômetros que medem o avanço ou recuo da economia. O aumento das embalagens de papelão é um bom indicador e o número de caminhões que passam pelos pedágios. Então eu instituo o toco como termômetro do PIB. Uma breve consulta com coleguinhas mostrou que se 2018 foi horrível, em que até as agendas sumiram, 2019 está sendo bem melhor. Não como nos velhos tempos, quando as operadoras davam celulares de brinde para quase toda a redação.

RECADO AO GUEDES

Doutor Paulo Guedes, desculpa a intimidade, mas vou lhe contar o que o senhor já deve saber: o aumento de tocos nas redações confirma que a economia brasileira está melhorando. O toco não mente, ministro. O papelão ou os caminhões podem mentir, mas o toco não. Vai por mim. Se alguém da oposição lhe disser que o crescimento não passa de um voo de galinha, desminta utilizando os números do toco.

TOCÃO E TOQUINHO

Mesmo não sendo jornalista, não vai me dizer que o senhor também não ganha toco. Não suborno, que fique bem claro.  Toquinho. Champã, um bom cubano, um Johny Walker rótulo azul, essas coisas que jornalista sabe que existem mas nunca viu de perto. Aberto, pelo menos.

Multinacional gaúcha

Depois do Uruguai, a Lojas Renner está abrindo duas lojas em Córdoba, Argentina, e mais duas em Buenos Aires em 2020.  O investimento por loja é de US$ 4 milhões. Esse José Galló é um fenômeno empresarial.

NO ENCALÇO DAS CLIENTES

Vejo a antiga marca gaúcha seguindo os passos – ou criando os seus – de uma Zara, uma C&A, ajustando-se ao consumidor dos países onde operam. Por falar em Zara, sempre estranhei como essa rede espanhola não faz campanhas publicitárias nem mesmo em datas temáticas, como Natal e tem um público cativo (feminino).

O FURO DA BALA

Como tudo é natural inclusive o sobrenatural, como poetava Mário Quintana, fui à caça e descobri o segredo de Polichinelo. Ela lança não apenas duas ou quatro coleções por ano como quase todas as operações voltadas às mulheres, mas seis e, às vezes, mais. Ninguém resiste a um biquíni novo.

O CASAMENTO DA SIMONE

casamento Simone Leite

Em cerimônia discreta, com a presença apenas das famílias e de alguns amigos, Simone Leite, presidente da Federasul, casou-se recentemente com o produtor rural Rodrigo Sousa Costa, ex-presidente da Associação Rural de Pelotas. O casório aconteceu na Vila Olinda, Nova Petrópolis. Flávio Mansur, colunista social do Diário Popular de Pelotas, descreveu o vestido de Simone como um modelo “da linha romântica, com cauda e véu curto“.

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