Meus oito anos

1 fev • A Vida como ela foiNenhum comentário em Meus oito anos

Temporal derruba centenas de árvores em Porto Alegre. Na imagem de João Mattos, parte de árvores impedem o trânsito nas vias da capital gaúcha
      Vocês, extra-terrestres, não têm a mais pálida ideia do que foi a noite de sexta-feira em Porto Alegre. Mesmo você que mora logo ali. Pelo menos um dos Quatro Cavaleiros do Apocalipse cavalgou a Capital gaúcha. Eu até achei que foram três, mas como eles ainda estão encilhando os cavalos para o Grande Desastre ora em curso no país do Grande Líder, deixo por um um mesmo.
     Ventos de até 117 Km/h em um temporal que durou uma hora inteirinha arrasaram tudo. Sábado de tarde, dei uma circulada por alguns bairros. Não tem pelo menos uma quadra de todas as ruas que passei que não tivesse uma árvore ou galhos caídos, não raro, interrompendo o trânsito. E sem energia até ontem de noite.
     O lado bom – e sempre tem um – curti a volta aos tempos de criança em São Vendelino. Sem luz, sem geladeira, sem celular e note, sem semáforo, sem luz no poste, sem comida porque tudo apodreceu por falta da geladeira. Isso sim que é voltar ao passado bucólico, os meus oito aos do poema de Casemiro de Abreu. Maravilha.
      Só dói quando rio…

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