Querida, estiquei o órgão

5 ago • Caso do DiaNenhum comentário em Querida, estiquei o órgão

Burocratas adoram encompridar nomes de ministérios, órgãos e secretarias. Quanto mais compridos, melhor. Imagino que alguns dos autores tenham um orgasmo ao criar esses puxa-puxas. Tem que botar algo de social, gestão, transparência ou algo do gênero. Se nome comprido resolvesse, as secretarias de cearense Jijoca de Jericoacora seriam as mais eficientes do país. Outro dia, deixei de publicar um release de evento no JC porque o nome da pasta ocupava todo o espaço da página que eu tinha disponível para tais registros. E nome do secretário piorava, ia daqui até Caxias do Sul, passando por Uruguaiana.

É um paradoxo. Numa época em que se escreve pouco e cada vez mais curto os burocratas aumentam os nomes de órgãos públicos. Como a justificar o dinheiro que ganham. O órgão do título? Botei por sacanagem.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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