Quantos dias se precisa para visitar Islândia?

23 dez • ArtigosNenhum comentário em Quantos dias se precisa para visitar Islândia?

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A pergunta me tem sido feita… a meu ver, é preciso ter pelo menos uns 10 dias. Aí se pode explorar um pouco da imensa diversidade natural da Islândia. Mas temos sempre o fator tempo. Eu precisei de mais. Não sei viajar rápido (defeito ou qualidade, também não sei). De Reykjavik partem tours de um dia pelas atrações do chamado Círculo Dourado, gêiseres, Gullfoss e Pingvellir, aventuras de quadriciclo por fotogênicos campos de lava, caminhadas em glaciares e minicruzeiros para avistar baleias e umas aves chamadas puffins (os papagaios do mar).
No verão, há dois rios para rafting com dificuldades variadas, e trekking de até cinco dias – pela mesma rota da ultramaratona de julho, ou seja, no forte do verão, pois ninguém é maluco de se meter lá no inverno. Se bem que, falando a verdade, a ilha é abaixo do Círculo Polar, e bem mais quente do que se fala; bem melhor que o norte da Europa, por exemplo.
Uma jornada clássica que costuma encantar os viajantes é feita pela Ring Road, a Rodovia, que forma uma rota circular por todo o litoral do país. Foi o que fizemos. Hoje está quase toda asfaltada.
Além de carros comuns, é possível alugar 44 (para visitar a carcaça de um avião caído em 1968, por exemplo), superjipes com pneus gigantes e veículos que se convertem em dormitórios como os Kuku Campers. E aqui estão algumas sugestões de paradas; num raio de 150 km da capital.
Blue Lagoon:
Depois de acionarem as turbinas de uma usina de energia geotermal, as águas quentes subterrâneas dessa região próxima ao aeroporto formaram uma linda lagoa azul que desde 1976 foi desenvolvida e suas piscinas naturais passaram a serem usadas para relaxamentos e fins medicinais além da paquera é claro. Um programa imperdível.
Reykjanes:
Os campos de lava petrificada dessa península vizinha à Blue Lagoon deram origem à um circuito que remete ao solo lunar e costuma ser percorrido em passeios de quadriciclo, ou ônibus com pneus de 2 m de altura. A rota tem um belo farol, cavernas de lava e restos de um navio naufragado, que aliás, é o que não falta por lá.
Gêiseres:
Desses buracos no solo vulcânico jorram jatos de água quente com cheiro de enxofre. O Geysir original, que emprestou seu nome ao mundo para definir este tipo de atração. Anda adormecido, mas até quando? Seu vizinho Strokur dispara jatos de 35 metros de altura em intervalos regulares, a cada oito minutos.
Gullfoss:
É a Foz do Iguaçu do Islandeses. Um conjunto monumental de cascatas que chega a ter 30 metros de altura e fica especialmente belo quando a mata do entorno recebe os respingos de água das cataratas e fica coberta por estalactites de gelo que parecem cristais iluminados pela luz solar, que lá é sempre uns 45 graus.
Pingvellir:
O Parque Nacional que virou Patrimônio da Humanidade segundo a Unesco, protege a gigantesca falha tectônica que divide a ilha: de um lado está a placa americana, do outro, a da Eurásia. Na fenda que divide os dois belos paredões e que um dia se separará, funcionou no ano de 930 como ponto de reunião que foi considerado o primeiro parlamento do mundo.

Flávio Del Mese

Flávio Del Mese nasceu em Caxias, mas tem quase certeza que sua cegonha passou a baixa altura e foi abatida. Isso frequentemente acontece com quem voa por lá, sejam sabiás, tucanos, corujas ou bentevis, mas não tem queixas. Foi bem recebido tanto na infância quanto na juventude, assim como em Porto Alegre, onde chegou uns 15 anos depois, já sem cegonha e a cidade o embala com carinho até hoje. E ele sabe do que fala, pois conhece 80% dos países do globo. Na Europa só não esteve na Albânia, da América só não conhece a Venezuela (prevendo quem sabe, que do jeito que vamos, em breve seremos uma Venezuela). Na Ásia, não passou pela Coréia do Norte e pelo Butão, mas à China foi 6 vezes e também 6 vezes esteve na Índia, sendo que uma delas deu a volta no país de trem, num vagão indiano, onde o até hoje, seu amigo Ashley, tinha uma licença para engatar o seu vagão atrás das composições cujos trilhos tivessem a mesma bitola. Sua incrível trajetória de vida é marcada por uma sucessão de acasos que fizeram do antigo piloto da equipe oficial VEMAG (vencedor de 5 edições de Doze Horas), em um dos fotógrafos mais internacionais do Brasil. Tem um acervo de 100 mil fotos- boa parte delas mostradas nos 49 audiovisuais de países que produziu e mostrou no Studio durante 20 anos e que são a principal vitrine do seu trabalho (inclusive o da volta na Índia de trem). Hoje dedica-se a redação e atualização dos Blogs Viajando por viajar e Puxadinho do Del Mese com postagens sete dias por semana.
Extraído de reportagem:
Ademar Vargas de Freitas
Clóvis Ott
Juarez Fonseca
Marco Ribeiro

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