Procura-se um amigo

5 mar • Caso do Dia1 comentário em Procura-se um amigo

 Impressiona o número de pessoas que elogiam o Hospital São Francisco da Santa Casa de Porto Alegre. Não só ele como o complexo todo. Há uma brutal diferença entre os hospitais de antigamente e os de hoje, e não é só a tecnologia. Os funcionários transmitem, além da eficiência, algo que não se ouve falar muito nos dias que correm, o calor humano para com os pacientes.

 Lembro de como era diferente em décadas passadas. Quando ia visitar meus pais ou amigos no hospital eu rezava para que o atendimento fosse mais caloroso, essa coisa de calor humano a que me refiro. Na época se dizia que a equipe de médicos e enfermeiras não tinha muito tempo para confraternizações. Havia uma frieza profissional, e não necessariamente por má vontade. Era assim.

 Os tempos mudaram e hoje todas as organizações incluindo hospitais sabem o valor que tem um sorriso e uma legítima preocupação para saber do paciente se tudo estava ok. Nisso o mundo da saúde melhorou enormemente, pelo menos por estas plagas, não sei como é lá fora.

 É aquela coisa que sempre me vem à cabeça: existe ser mais frágil que uma pessoa doente? E existe pessoa mais carente que um paciente sem receber um abraço sincero do corpo clínico?

 Pelo menos nisso melhoramos muito.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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One Response to Procura-se um amigo

  1. Cid Vanderlei Krahn disse:

    Novos tempos ! Hoje já há o consenso de que a qualidade de tratamento, leia-se como atenção e carinho, são fatores de grande peso no processo de cura dos pacientes. Assim, organizações de eventos como a visita de grupos de animação (palhaços “doutores da alegria”, atores, etc..), celebridades, possibilidade da visita de cães e outros pets são ações que trazem grande conforto e melhoria no estado dos doentes. Aliás, a confiança e a força da presença de pessoas de confiança (ou que inspirem confiança) sempre me ajudaram qdo doente. Sou de Santo Ângelo, onde, na década de 50, 60 havia um renomado médico de sobrenome Schmidt e lembro que minha mãe sempre dizia que bastava ele entrar no quarto (naqueles tempos de visitas em domicílio) para eu melhorar 80%. Era a psicologia e o poder da mente agindo como agora é sabiamente feito pela medicina atual (especialmente onde há consultas e internamentos pagos, pois onde não o é nem sempre esta metodologia é seguida….)

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