• O branco total…

    Lebes com a fachada branca

    Publicado por: • 10 ago • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    A Loja Lebes do Centro Histórico de Porto Alegre completou um ano. O prédio da antiga Loja Guaspari foi totalmente restaurado, e a fachada branca atravessou esse tempo sem nenhuma lavagem ou repintura, mesmo com toda a fuligem no ar da área central. É um milagre da nanotecnologia.

    …apesar da sujeira

    A tecnologia usada emprega adição de dióxido de titânio, com capacidade autolimpante, mesmo com a fuligem da região. É uma aplicação da nanotecnologia desenvolvida pelo Norie/Ufrgs em parceria com a construtora Engenhosul. É o primeiro do país com essa tecnologia. Tem a ver com elétron que força a barra quando bate a luz do sol, por aí.

    Freio na competência

    Sabem até os computadores de uma empresa que os menos produtivos e capazes são demitidos especialmente em tempos de vacas magras, mas que tal a chefia pedir para que o funcionário freie sua competência? O coach Silvio Celestino (www.alliancecoaching.com.br) comenta casos assim. E que não são poucos e nem novos. “Lembro-me de um executivo de TI que, juntamente com outro colega, montou uma área de vendas diretas de produtos da empresa na qual trabalhava – e originalmente somente vendia por meio de revendedores autorizados.”

    Distorção lucrativa

    Passados seis meses de atuação, conta Celestino, o diretor de RH da empresa resolveu reduzir suas comissões sobre o faturamento. O motivo: eles vendiam tanto que passaram a ganhar mais do que o presidente da corporação, e o diretor de RH considerava isso uma distorção. “Observei isso acontecer com profissionais em multinacionais e em um banco, também internacional.”

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    Meninos, eu vi

    É mais comum do que se pensa acontecer isso na área de vendas. Como tenho duas Carteiras do Trabalho, uma cheia e outra pela metade, antes de ser PJ, observei comportamento análogo em empresas que trabalhei. Isso significa que o cara não enxerga um palmo adiante do nariz ou então é o maior tocador de harpa que existe.

    A harpa

    harpa

    Explico. Já viram alguém dedilhando este instrumento de cordas? O músico toca nas cordas de frente para trás, para junto do corpo. É o famoso “vinde a mim”. Como diz Celestino “o mundo e as empresas estariam em melhores condições se valorizassem os indivíduos de excelência, e não os fanfarrões, psicopatas e mentirosos de plantão”.

    Momento gastronômico

    Será mesmo que não vamos parar de imitar os uruguaios que colocam dulce de leche em todas as sobremesas e doces? Ou é comodismo ou é consumidor pouco exigente com gosto para sambas de uma nota só, o fato é que há uma invasão de doce de leite até mesmo substituindo outros recheios tradicionais. Vou começar o movimento “Chega de doce de leite!”.

    Em compensação…

    …existe um recheio que dá gosto ímpar em tortas ou sonhos & Cia ltda que se chama creme de manteiga. Ou as confeitarias que visito não o conhecem ou sabem apenas que ele existe. Uma lástima.

    Máximas de outrora

    Pobre quando come galinha um dos dois está doente.

    Terceirizadas

    Do jornalista Flávio Dutra: “Alguns partidos me lembram o programa Pequenas Empresas, Grandes Negócios”.

    Um erro 180 graus

    Que inverninho esse nosso, hein? Em junho, a previsão era que ele não seria muito rigoroso e com chuvas abaixo da média no Rio Grande do Sul. Está acontecendo exatamente o contrário. Até mesmo os que curtem o frio, como eu, acham que uma primavera antes do tempo viria a calhar.

    Banrisul na exposição

    O Banrisul anunciou que, durante a 41ª Expointer, estará atendendo à demanda por crédito rural dos agricultores familiares, médios produtores, agricultores empresariais, cooperativas e empresas do setor do agronegócio. A carteira de crédito rural do Banrisul receberá pedidos de financiamentos, tanto para a compra de animais, como de máquinas e equipamentos agrícolas.

     Jornal do Comércio

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    Os artistas brasileiros são socialistas nos dedos ou na voz, mas invariavelmente capitalistas nos bolsos.

    • Roberto Campos •

  • O capote do Pedro

    Publicado por: • 10 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

    O Pedruva, apelido dado ao engenheiro aposentado do DAER Pedro Magagewsky, polaco da Vila Áurea, na época distrito de Erechim, não era muito de comprar roupa nova. Usava quase sempre um paletó cinza que provavelmente era branco desde que foi confeccionado, talvez da época da Guerra da Crimeia. Como todo polaco, trocava o “ão” pelo “om”, como os alemães.

    Seu Eugênio Gasparotto, pai do meu amigo Paulo Raymundo, vendia cortes do Dab Dab finos em tempos de seca financeira. Um dia o Pedruva entrava no Bar Pelotense e o velho Eugênio saía, quase se chocaram. Estava à procura do polaco.

    – Ô Pedro, estou vendo que precisas de um capotão marrom para enfrentar o frio. Tenho um pano de primeira para te vender.

    O Pedruva deu de ombros.

    – Capotom marrão io já tenho.

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  • Um negócio chamado tampinha

    latinha

    Publicado por: • 9 ago • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Todos sabem que tampinhas de alumínio de refrigerantes e assemelhados tem um bom valor de mercado, e normalmente são doadas para entidades beneficentes. Este metal não oxida ou oxida pouco, então não precisa de grandes estruturas cobertas para protegê-lo. Reduz custos barbaridade. Novo ou usado o valor não muda muito. Claro que o valor de mercado das tampinhas não é o mesmo dos lingotes de matéria-prima porque precisam ser recicladas.

    Vale quanto pesa

    Em termos comparativos, o preço da tonelada de alumínio não tem parado de subir desde 2013, mais de 106% no período. Em maio passado, essa comandite, assim chamadas porque tem liquidez mundial em dólar – valia em torno de R$ 8 mil. Há campanhas em que funcionários ou alunos de escolas juntam mais de 10 toneladas de tampinhas num prazo relativamente curto.

    Assunto puxa…

    …assunto. Sabiam que, em décadas passadas, havia um sabonete bem vendido chamado “Vale quanto pesa”. Pois é, muitos banhos tomei com ele. Como era meio grandalhão escapava das mãos com facilidade. Não, gente malcriada, nunca juntei sabonete fora do box do chuveiro.

    Nova versão

    placa

    O meu amigo Paulo Motta despejou no face a placa pictórica cujo recado é óbvio, mas nem tanto assim. Como na física quântica, tudo depende do observador. Para Motta, é placa indicativa de vagas para homens barrigudos acompanhados de churrasqueiras portáteis.

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    A história será gentil comigo, já que eu pretendo escrevê-la.

    • Winston Churchill •