• Troca de férias

    Publicado por: • 15 fev • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Na metade de fevereiro já se nota algo no ar além dos aviões de carreira. No caso de Porto Alegre, o trânsito está bem maior que em janeiro, sugerindo uma mudança de cultura do gaúcho em trocar as tradicionais férias de fevereiro para janeiro. Já o povo, geral, cadeira e meia, está tendo uma atitude complacente com o governador Eduardo Leite (PSDB) e um pouco menos com Jair Bolsonaro.

    Dias de pulga

    As idas e vindas do governo federal, turbinadas pela imprensa, estão deixando o eleitor padrão de Bolsonaro com a pulga atrás da orelha. Ele sabe que o homem deixou o hospital há pouco, que tem que dar um desconto, mas não há mais aquele cheiro de lança no ar.

    Sobre maturidades

    Em outros tempos, bolsa, ouro estariam subindo forte. Hoje, sobe, cai, sobe, mas mais ao sabor das regras de mercado do que propriamente por preocupação com os rumos bolsonarianos. Em anos passados, diríamos que o mercado está ficando mais maduro. Mas ainda acho que o mercado mais desistiu de se preocupar do que amadureceu. Tipo a resposta de Mussolini, nos anos 1930, à pergunta se era difícil governar a Itália. “Difícil não é, mas é inútil”, respondeu o Duce.

    Agora, vê se vai

    A economia real vai melhorando, o emprego volta aos poucos e a principal notícia boa é que finalmente a economia deixou de cair. Falta dizer isso para a sua conta-corrente. E Jair Bolsonaro tocar o que prometeu a partir de agora.

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    Você não tem alma. Você é uma alma. Você tem um corpo.

    • C.S. Lewis •

  • A grande pergunta

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    Não que eu seja religioso, mas em certas coisas naturais e não sobrenaturais a Bíblia tinha razão. Olhem a ordem da Criação;

    – Fiat Lux (fez-se a luz)

    – Criação da Terra

    – Criação do Sol, Lua e estrelas

    – Criação de todos os animais, aves etc.

    – Criação do Homem

    – Descanso (acomodação)

    Pergunta: quem copiou quem? Os autores do texto do Gênesis? Ou quem achou que a única explicação possível era o Big Bang, cuja sequência é a mesma do Gênesis da Bíblia?

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  • Deu na ZH

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: Notas

    A Polícia Civil prendeu dois homens em Parobé, no Vale do Paranhana (RS) quando tentavam sacar uma pensão por morte no momento em que o verdadeiro beneficiário ia retirar o dinheiro. É um exemplo clássico para ilustrar pessoas erradas em momento errado e em lugar errado.

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  • A estridência dos outros

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Quem não é iniciado e não tem acesso a fontes primários e se atem às manchetes e artigos dos grandes jornais, labora em equívoco ao achar que o governo Bolsonaro está em cacos. Muito pelo contrário. O que existe é um meio tempo causado pela recuperação do presidente. Por enquanto, há rusgas e estranhamentos, mas nada que indique que a nau vai a pique. Bolsonaro esteve fora, e sabemos quanto é desconfortável o uso da bolsa que o paciente aguentou.

    O general de fala mansa

    O sempre lúcido jornalista Carlos Brickmann, do blog chumbogordo.com.br comentou esse assunto na sua newsletter. Eis um trecho.

    Que ninguém se iluda: não há divergência séria entre Bolsonaro e o vice. Há divergências entre os filhos de Bolsonaro e o vice; mas alguém me disse que essas divergências, embora continuem a existir, serão dia a dia menos barulhentas. Olavo de Carvalho, ideólogo de boa parte do Governo, autor da indicação de pelo menos dois ministros, Educação e Relações Exteriores, da total confiança de Eduardo Bolsonaro, tem seguidores e já abriu fogo contra o vice Mourão. Olavo é ouvido. Mas muito mais ouvido do que ele é um ministro que fala baixo, porém silencia as estridências de outros: o general Augusto Heleno, respeitadíssimo, principal contato de Bolsonaro com as Forças Armadas. Augusto Heleno, por sua força, evita ao máximo os conflitos abertos. Mas, em caso de divergência, é ele que ganha.

    Brickmann aduz que Heleno tem excelentes relações com Mourão e Bolsonaro. À minha maneira, sinto-me tentado a dizer que ele é o Cardeal Richilieu ou Golbery do Couto e Silva, mas ainda é cedo para dizer. Levará um bom tempo para cristalizar opinião.

    Os surdinhos

    Nossa mídia fala pouco no general Augusto Heleno. Natural, porque ele não fica disparando palavras ao vento que muitos veículos catapultam para furacões. Além disso, a mídia é bastante surda. Quando alguém fala baixo, ela não escuta. Mas ontem o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional falou sobre a acusação de monitoramento do clero progressista da Igreja Católica. Foi curto e grosso sobre a possibilidade de ser convidado a dar explicações na Câmara dos Deputados: “Se fosse convidado, não. Se for convocado, sou obrigado a ir”.

    Males do fígado

    Uma coisa aprendi na minha vida: pensar com o fígado é ruim, muito ruim. E boa parte dos meus colegas e seus respectivos patrões – que, aliás, repito, há muito tempo perderam o controle das redações – estão exatamente fazendo isso. O resultado é derrame de bílis. Ou é bílis ideológica, ou causado pelo temor de perdas financeiras por medidas que Bolsonaro pode ou poderá causar.

    Possibilidade

    Não é de duvidar que na edição desta quinta-feira algum jornal gaúcho coloque uma chamada do tipo “Bibi Ferreira se encontra com Edith Piaf”, por aí.

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