• Com um pé no ninho

    Publicado por: • 15 fev • Publicado em: Notas

     Contam que o Luciano Huck deveria mesmo se candidatar a presidente da República pelo PSDB. Meio caminho andado para entrar no partido, nariz de tucano ele já tem. E com seu jatinho de R$ 17 milhões, também tem as asas.

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  • Saudades dos pequeninos

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    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: Caso do Dia

     O paraíso, irmãozinhos e irmãzinhas, o paraíso era no tempo em que bateria de celular durava quase uma semana e pelo menos três dias, se você falasse muito. O paraíso começou quando os primeiros tijolões da Motorola e da Nokia deram lugar a modelos que cabiam na palma da mão, resistiam a quedas e não tinha vidro que custa os olhos da cara e pelo menos mais uma orelha. E melhor ainda, não tinham corretor, acreditam? Eu digito “Ué” e sabe o que danado escreve? Jéssica. Não lembro de ter digitado esse nome anteriormente, então e memória do meu Samsung deve estar com Alzeihmer, porque eu não estou, pelo menos ainda não.

     O Nokinha, especialmente, era meu favorito. Cabia na palma da mão, era leve, botasse no bolso não chamava atenção e não existiam ainda esses montes de vigaristas que clonam o seu aparelho ou simplesmente jogam o chip fora e o substituem por outro que pode ser comprado em qualquer canto da rua.

     O paraíso, meus irmãos em desventura, deu lugar ao inferno de videozinhos e fotinhos pretensamente engraçadas ou que querem te levar para a bem-aventurança seguindo aqueles conselhos de autoajuda tipo “basta ter fé e o resto se arruma”. Pois estou devendo dinheiro, tive fé que ganharia algum presente inesperado e tudo que ganhei foram juros e correção.

     Choro quando lembro dos meus vários Nokia. Que estejam no céu dos celulares é o meu voto.

     Imagem de internet

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  • Os amores salgados

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

     Eu gostava tanto dos carnavais até os anos 1970, quando tudo começou a desembestar de tal forma que nem vaca reconhece mais bezerro. Mesmo sem pular Carnaval, gostava muito do fim dos bailes, a terça-feira gorda na SAT, em Tramandaí.

     Eu morava no Edifício Condomínio Tramandaí, um dos prédios perto do mar mais antigos da cidade. Quando terminava o último baile de Carnaval, já raiando o dia, os foliões resistentes ao sono ou curtindo a namorada que conheceram na festa, caminhavam pela Rua da Igreja até o mar, acompanhados de leves traços de bateria e um esganiçado restolho de marchinhas ou sambas da época.

     Eu acordava quando estavam a duas quadras de distância, então ia até a beira-mar para dar minha caminhada matutina até Imbé. Mas antes curtia a gurizada. Maior parte ainda perdida nas névoas do álcool consumido aos hectolitros durante a noite e se molhavam nas ondas que lhes davam bom-dia e beijavam os pés. Outros entravam mar adentro para dar bom-dia à África ou ao Sol, o que viesse primeiro.

      Namorados que vinham do clube até a areia se beijando eram atração à parte. Alguns procuravam um cantinho inexistente nos pequenos cômoros e se amassavam a mais não poder. Às vezes, ensaiavam até uma transa encobertos por algum cartaz perdido que procurava namorados para lhes servir de proteção. Depois era depois. Enquanto o sol subia para mais um dia de glória, alguns recalcitrantes dormiam na areia – bêbado não dorme, desmaia. Não raro, acordavam como se botassem neles uma capa de pimentão vermelho.

      Era muito divertido.

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    Quem fez o tempo o fez em grande quantidade.

    • William J. Kaunitz •

  • Um caso escabroso

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: Notas

     Há dias, vi na sala de musculação um desses armários que praticam 25 horas por dia até ficarem uma espécie de Frankenstein, ombros largos, braços da grossura de uma coluna gótica e canelas mais finas que palito de restaurante de beira de estrada. Pois bem, ele levantou do equipamento que usava e foi conversar com um amigo.

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