• Elogios

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    A inspeção ordinária da Corregedoria Nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) encerrou suas atividades no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) com elogios ao funcionamento dos setores judiciais e administrativos da corte. A solenidade, que ocorreu no Auditório do TRF4, foi coordenada pelo presidente do tribunal, desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus.

    Representando o CNJ, o juiz federal Miguel Ângelo de Alvarenga Lopes, juiz auxiliar coordenador da Corregedoria Nacional de Justiça, exaltou “a boa impressão que toda a equipe de inspeção teve ao passar esses últimos dias pela corte”. De acordo com o magistrado, o corregedor nacional, ministro Humberto Martins, que não pôde estar presente no encerramento, também solicitou que fosse apresentado seus agradecimentos pelo acolhimento e sua felicitação pelo desempenho da prestação jurisdicional da 4ª Região.

    Laus agradeceu pelo reconhecimento e atribuiu os resultados positivos do trabalho jurisdicional ao empenho coletivo dos magistrados, servidores e demais colaboradores da 4ª Região. O presidente do TRF4 destacou a importância de esse esforço ocorrer de maneira contínua na instituição. “É uma equipe que trabalha junto pelo objetivo convergente de tornar a corte forte, desenvolvida e moderna”.

    Além de Laus e Alvarenga Lopes, participaram da cerimônia de encerramento o vice-presidente da corte, desembargador federal Luís Alberto d’Azevedo Aurvalle, a corregedora regional da Justiça Federal da 4ª Região, desembargadora federal Luciane Amaral Corrêa Münch, e o diretor-geral do tribunal, Gaspar Paines Filho.

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  • A Virgem do Mundo Real

    Publicado por: • 18 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    – O que será que os pobres estão fazendo agora?

    O café expresso estava quase molhando meu lábio superior quando o cérebro começou a processar a pergunta feita em tom casual pela executiva de marketing, sentada à minha frente numa mesa do Press Café do Moinhos. Ela já tinha me vendido um peixe razoável, uma informação que queria ver publicada no site. Estávamos nas amenidades, então ela me veio com essa. Olhei em volta para ver se havia algum sinal exterior de pobreza, mas não vi nenhum.

    Alta, esguia, bonita de uma forma exótica, cabelo preto bem puxado em direção ao rabo-de-cavalo, nenhum fio solto, nenhum nanograma a mais naquele corpo que nasceu nobre e fadado ao sucesso. Brincos bonitos e caros, maquiagem impecável. Uma das longas pernas cruzadas para o lado da mesa permitia ver um sapato diferenciado. Jimmy Choo?

    – O que será que os pobres estão fazendo agora?

    Não me pareceu uma pergunta. Mas um conceito. Não havia esnobismo saliente nela. Um quê de curiosidade, como de algum urbano curioso para saber o que faziam naquele exato momento os povos Nenets, pastores do norte da Sibéria.

    – O que será que os pobres estão fazendo agora?

    Percebi que ela havia feito a indagação apenas uma vez, as outras duas foi gravação na parte do cérebro que processa questões fora do script. Nem mesmo tinha começado a beber meu expresso. Ribombando na minha cabeça, o eco confuso pedia uma resposta. Então olhei aqueles olhos azuis escoltados por cílios perfeitos, milimetricamente perfilados como os soldados da Guarda Real do Palácio de Buckingham. Será que alguma vez na vida ela comeu pastel de rodoviária? Não, claro que não. Ela era virgem do mundo real.

    Dei dois bons goles no expresso. O café rolou por cima da  língua, parte obedeceu à lei da gravidade e caiu pelas bordas. A cafeína lubrificou meu pensamento.

    – Provavelmente, estão fazendo a mesma pergunta que você sobre os ricos.

    Os nenets também fazem perguntas.

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  • Tudo conhecido

    Publicado por: • 18 out • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Essa coisa do PSL se liquefazendo. Nada que seja surpreendente, afinal de contas. O partido não tinha eira nem beira até que apareceu o Capitão e, com ele, aqueles votos todos. Já falei aqui, quem nunca comeu mel quando come etc. Ontem foi um Deus me acuda, bate-boca, ameaças de não afundar sozinho, de implodir Bolsonaro e coisa e tal. Nada que já não conheçamos.

    ISSO NÃO FICA ASSIM

    Fica sim. Como é monótono o Brasil. Sempre as mesmas reações, as mesmas ameaças, vãs – na maioria das vezes, gravações feitas à socapa e à sorrelfa para uso futuro, o que já mostra um dedo ficando duro. Essas coisas tão banais e comuns quanto barraco entre vizinhas por causa do filho de uma que aprontou para o filho da outra ou uma pulou a cerca com o marido da outra. É sempre a mesma coisa com uma pequena mudança na moldura.

    COM O POBRE…

    …é barraco; quando é com socialite, é desavença; quando é com político, é áspera discussão; quando é com alguém sem bala na agulha, é “ah é, é?”  repetido tantas vezes quanto for preciso até achar uma resposta mais audaz. Geralmente, nunca acha uma.

     NO RASTRO DE DOM PEDRO II…

    O canal francês TV5 fez um nutrido documentário sobre a vida e obra do Imperador Dom Pedro II, não sem deixar patente a admiração por ele. Anos antes de abdicar, ele fez um longo périplo pela Europa. Foi convidado para a Academia de Letras da França, patrocinou – com recursos próprios – o compositor alemão Richard Wagner, o cientista Louis Pasteur – para criar uma fundação que levou seu nome no Rio de Janeiro.

    …UM BRASIL QUE FUNCIONAVA

    Dom Pedro era admirado por sua vasta cultura e espírito científico por onde quer que passasse, como o escritor Victor Hugo e filósofo Friedrich Nietsche. A Thomas Alva Edison pediu ajuda para instalar a primeira filosofia eletrificada da América do Sul. Curtiu o telefone de Alexander Graham Bell – “Meu Deus, isso fala!” Depois dele, bem, depois dele veio uma longa sucessão de mediocridades e equívocos ambulantes.

    TUDO TÃO ESTRANHO…

    Sob nova direção, a Band RS demitiu três profissionais do primeiro time, entre eles o comentarista Guilherme Baumhardt. A emissora tem razões que a própria razão desconhece.

    MAIS UMA DO OSNI

    Do meu colega de JC, o Osni Machado, que apronta sem saber que está aprontando.

    “Um dia desses, muito ocupado, pensando muita coisa; após o café da manhã, recolhi as cascas de frutas e embalagens descartadas para colocar no lixo selecionado. Quando estava saindo de casa, carregando muitas coisas e fechando a porta, eu vi a lotação na esquina. Fiz o sinal e embarquei e, entras outras coisas, com o meu lixo, que não lembrei de colocar no lugar correto. Então, percorri o trajeto e, quando cheguei no meu destino, cadê o meu lixo?. Conclusão perdi no meio do caminho”.

    Imaginem a alegria do motorista da lotação quando chegou no fim da linha e deparou-se com o lixo do Osni. Disse a ele que, por um bom tempo, não viajasse nesse itinerário.

    O BRASIL QUE DÁ CERTO

    Será realizado hoje das 13h às 14h30min o Painel sobre o tema “A punição muda comportamentos dos atores do trânsito?”. A coordenação será feita pelo Dr André Luís Souza de Moura, diretor do Departamento de Direito de Trânsito do IARGS. O evento será realizado no auditório do instituto.

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  • Publicado por: • 18 out • Publicado em: Frase do Dia

    Pronta resposta é aquela que se dá quando já se sabe a pergunta.

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  • Três por uma

    Publicado por: • 17 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    O meu amigo de infância e juventude Ernesto Arno Lauer contou uma boa história sobre o economato de um clube social da sua cidade. Os ecônomos ganharam um belo dinheiro no negócio e decidiram abrir outras frentes, mas sem abrir mão do economato. Por isso, colocaram três amigos para cuidar da lojinha. Dois meses depois botaram um olheiro porque o negócio não ia bem. Não demorou e o homem fez seu relatório.

    – O negócio é bom, mas eles vendem uma cerveja e tomam três. Assim não dá.

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