• O Brasil que dá certo

    Publicado por: • 6 dez • Publicado em: O Brasil que funciona

    BANCO de Desenvolvimento da América Latina (CAF) aprovou linha de crédito no valor total de US$ 70 milhões (o equivalente a R$ 293 milhões ao câmbio de hoje) para o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) promover o desenvolvimento econômico e social na região Sul do Brasil.

    OS RECURSOS vão incrementar a produtividade empresarial, fortalecer a inovação, melhorar a inclusão financeira e a infraestrutura econômica e social, assim como a eficiência energética e o agronegócio nos três estados do Sul. Todas as operações financiadas por essa linha do BRDE devem estar vinculadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Projetos e programas de infraestrutura, mobilidade e resiliência climática estão entre os focos prioritários dos investimentos.

    SEGUNDO o vice-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, que esteve à frente das negociações, “o principal diferencial dessa linha de crédito é a flexibilidade”. Ele destaca também o caráter inovador da operação que a CAF está inaugurando com o BRDE: “É um sistema rotativo, isto é, à medida que emprestamos aos nossos clientes, a CAF repõe os recursos na mesma proporção”, explica Noronha. “Os empréstimos aprovados no Brasil ratificam a aposta da CAF em um desenvolvimento econômico e social que fortaleça a competitividade e o bem-estar dos cidadãos em todas as regiões do país”, afirmou Luis Carranza, presidente executivo da CAF.

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  • A grande chance

    mega sena

    Publicado por: • 6 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Neste ano de 2019, a Mega da Virada, que normalmente oferece a maior premiação do ano, deve pagar entre R$ 300 e R$ 350 milhões, quando chega à 11ª edição. Nas 10 premiações anteriores, foram 103 ganhadores, metade deles em 2018 (52). Sabem quantas vezes um porto-alegrense papou o prêmio principal? Nenhuma. A informação é do matemático Davi Castiel Menda, que também organiza bolões.

    Mas devagar com a inevitável teoria da conspiração. O Rio Grande do Sul já foi contemplado 36 vezes com o prêmio principal da Mega Sena, e é o sexto colocado nacional, com quase R$ 600 milhões. Cidades com menos de 20 mil habitantes tem dado sorte aos seus moradores. Uma delas, Fazenda Vilanova, no Vale do Taquari, com cerca de três mil habitantes, papou a Mega da Virada em 2016, anota Menda.

     O ESPAÇO COMO META

    Os economistas de entidades empresariais já avisaram que a inflação de novembro vai ser maior do que a de outubro. Eu digo que vai ser bem maior. Tem a carne e o dólar que foram para o espaço e as Loterias da Caixa que, não demora muito, serão apenas para ricos, em especial a Mega Sena, justo a que paga mais. A aposta simples pulou de R$ 3,50 para Cr$ 4,50, nossa mãe!. Isso dá quase 30%.

    SOLUÇÕES DE PESO

    Já observei aqui: entidades empresariais e assemelhadas têm o costume de premiar sempre os mesmos. Em parte, porque o Rio Grande do Sul não tem muitos deles; de outra, falta prospectar nomes interessantes, especialmente no Interior.

    Se os mais premiados com medalhas, troféus e placas carregassem todas só levantariam da cadeira com o auxílio de um guincho de levantar tanque de guerra.

    MERCOSUL FURADO

    Tomara que essa reunião de cúpula dos presidentes dos países do Mercosul, no vale dos Vinhedos, em Bento Gonçalves (RS), resulte em mudanças. Como está, ou estava, não fazia o mínimo sentido. Quem comprava dulce de leche uruguaio tinha o produto confiscado. Às vezes, a federal parava os carros dos turistas brasileiros 10 ou 15 quilômetros depois da aduana.

    MISTÉRIO DO DULCE DE LECHE

    Nunca consegui entender porque logo o doce de leite (que bota o nosso no chinelo) merecia essa atenção toda. O impacto na balança comercial deveria ser zero vírgula qualquer coisa. Os excelentes embutidos argentinos e uruguaios também não podiam entrar. A explicação oficial é o risco de contaminação de microrganismos alienígenas.  Isso é papo furado, e sabem por quê?

    Porque os mesmos embutidos italianos, franceses, portugueses entre outros países têm livre entrada e podem ser encontrados nas casas do ramo ou nas bancas do Mercado Público. Cheira à reserva de mercado. Mesma coisa com os queijos. Então que diabos de livre comércio é esse em que você não pode nem aumentar sua taxa de glicose?

     ESCOLHA DE SOFIA

    A MP que permitiu a publicação de balanços de empresas apenas no Diário Oficial digital sem custo sem precisar mais dos jornais impressos caducou. Em janeiro, ela deveria ser examinada pelo Congresso. Mas o Capitão já avisou que vai reededitar a Medida Provisório. Essa é uma questão delicada. Para as empresas, seria um custo a menos, mas para os jornais – que já apertaram os cintos até o último furo – é um baita prejuízo.

    O caso é que Bolsonaro quer punir os grandes jornais que ele diz que o atacam sem trégua, como O Globo e a Folha de S. Paulo. Mas o fogo cruzado pegará outros jornais que o apoiaram desde o início. Parte deles não aguentará a falta desse faturamento. Dizem que a ordem veio da turma do Guedes.

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  • Publicado por: • 6 dez • Publicado em: Frase do Dia

    Paradoxo: mamão se come com as duas mãos.

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  • A isca

    salmão

    Publicado por: • 5 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    No almoço de confraternização com a imprensa da Fecomércio, o prato principal da entidade presidida pelo seu Bohn foi esse belo salmão. Belo e bom, devo reconhecer, mas é forçoso dizer que salmão desse tamanho usávamos como isca no Arroio Forromeco, em São Vendelino (RS), encosta da Serra. Por um capricho da natureza, ovas desse peixe que gosta do frio eram trazidos por pássaros migratórios que vinham do Sul da Argentina. Já crescidinhos, esses peixes acabavam viciados pela água do arroio. E mediam mais de metro.

    Pelo mesmo capricho da natureza alada, salmões argentinos – nada a ver com os que aqui se come, é outro departamento – ovas trazidas pelos mesmos pássaros migratórios povoaram a Sanga Grande do subdistrito do Guassu-Boi, interior de Alegrete. Infelizmente morreram, devorados que foram pelas traíras, peixe de carne branca muito deliciosa.

    O seu Pacheco, que foi capataz da Estância do Marco, contou-me que, certa feita, foi pescar de espinhel na Sanga Grande. Em dado momento, tirou uma delas da água e ficou surpreso quando viu que ela tinha um dente de ouro colocado por um dentista. Penalizado, devolveu a traíra à água. Meses depois, seu Pacheco repetiu a operação e pegou uma traíra normal. Quando ele ia dar um planchaço de facão nela, a pobre gritou:

    – Não me mate, meu senhor, não me mate porque eu sou a dentista da outra!

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  • O meio é a mensagem

    Publicado por: • 5 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    A frase de Marshall McLuhan é tão eclética – para mim, uma das melhores de todos os tempos – que ilustra até o que se passa na cabeça dos jornalistas nestes tempos em que há insegurança geral sobre o futuro dos periódicos de papel e até nos digitais. Aos fatos: é sabido que a economia brasileira vem reagindo e que o desemprego vai caindo, mas ainda está longe de um número aceitável.

    Mas isso não conta para o jornalista. Pelo simples fato que, de novo, na sua cabeça não adianta a economia estar reagindo se a SUA economia, a do veículo onde ele trabalha, estiver marchando na direção contrária. Isso se reflete nas matérias, notas e até títulos, às vezes, inconscientemente. Para ele, o sol não brilha e muito menos sai das nuvens. O meio é a mensagem, lembram? O seu meio.

    GUERRA SANTA

    Já escrevi que a Prefeitura de Porto Alegre não só perdeu o controle do Centro Histórico como o abandonou. Para minha alegria, a jornalista Ivany Schutz mandou detalhes da operação limpeza feita ontem pela Secretaria competente, a SMDE, Brigada Militar e  Guarda Municipal. Retiraram todos os camelôs ilegais, bem entendido, da Andradas, Borges de Medeiros e Salgado Filho. Mas eles sempre voltam, falei.

    Desta vez, garantiu a jornalista, a fiscalização será permanente. Bem, tem meu voto de confiança. Se bem que essas excelências são como aquele filme de terror “Às vezes eles voltam.” Não só às vezes, eles SEMPRE voltaram. Vou ficar de olho.

    NATAL CORUSCANTE

    desfile mágivo de natal

    Parece, mas não é um carro alegórico do Carnaval carioca. É o Grupo Tholl no Desfile Mágico do Natal de Canela (RS). Cansada de ver sua vizinha Gramado brilhar país afora, Canela resolveu encarar sua rival de natais coruscantes, a cidade de Gramado (RS)

    MINHA NOSSA SENHORA!

    Leio na Agência Radioweb que 11% dos brasileiros já foram afetados por investimentos fraudulentos. Sabem o que é ONZE PORCENTO de toda a população brasileira? Significa que:

    1)       Ainda somos uma nação de otários

    2)      Por isso mesmo somos uma nação de vigaristas

    3)      Que assim permaneceremos até a porca desentortar o rabo

    O BORDÃO ETÍLICO

    Quando o Brasil instituiu o Proálcool, em 1979, houve inicialmente uma forte resistência em usar esse combustível, porque a tecnologia era ruim, causava corrosão no cilindro, para pegar em dia frio era um parto, essas coisas brasilianas. Então a Anfavea e o Governo fizeram uma forte campanha publicitário com a chamada:

    Carro a álcool, você ainda vai ter um. 

    Com esse povo todo caindo em esparrelas matusalêmicas, podermos criar outro bordão adaptado aos tempos atuais:

    Vigarices, você ainda ser uma vítima.

    Em tempos de empreendedorismo, sugiro um terceiro:

    Vigarista, você ainda pode ser um. 

    Como dizia o escritor João Ubaldo Ribeiro, viva o povo brasileiro!

    PENÚLTIMA FLOR DO LÁCIO

    Ouvi hoje no rádio do carro um desses conjuntos de pagode como solista cantando os seguintes versos:

    Meu amor
    Estou aqui agora
    Se ficar contigo
    Não se me vou embora

    Pior que não era licença poética.

    MÃO-PELADA, SÍMBOLO NACIONAL filhote_mao_pelada (1)

    O Gramadozoo recebeu um filhote de mão-pelada, o guaxinim sul-americano. O animal foi resgatado em Picada Café no começo de novembro. Os técnicos acreditam que a pequena fêmea seja orfã. “Ela foi encontrada por populares que não localizaram a mãe”, conta o veterinário Renan Alves Stadler, responsável técnico do Gramadozoo. Ele não pode mais ser devolvida à natureza porque não sobreviveria sozinho. É um animalzinho muito bonito, como podem ver.

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