• O Brasil que dá certo

    Publicado por: • 15 jan • Publicado em: O Brasil que funciona

    O GOVERNADOR Eduardo Leite, o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Ruy Irigaray, e o vice-presidente do BRDE, Luiz Corrêa Noronha, anunciam, hoje, às 15h, a criação do Programa BRDE Promove Sul. A dotação total é R$ 900 milhões, com recursos de um fundo da própria instituição, para promover o desenvolvimento produtivo, sustentável e social nos três estados da Região Sul.

    Conforme Noronha, o Banco já havia iniciado um processo de diversificação de fundings, tanto nacionais como internacionais, buscando disponibilizar aos empreendedores da Região Sul linhas de financiamento com taxas e prazos adequados aos seus projetos de investimento. “Esse período foi marcado também pela mudança estrutural do modelo de financiamento ao investimento do setor privado, com o BNDES reduzindo seu papel como agente de crédito”, explicou o vice-presidente do BRDE.

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  • Portinho

    casa sloper

    Publicado por: • 14 jan • Publicado em: A Vida como ela foi

    Baratinha vem cá,
    Não vou lá não,
    Estou vendo Detefon,
    Na tua mão!”

    *Aproveitar que estou voltando ao Portinho e vou ver se acho uns bonitos acessórios e meias de nylon na Sloper, mas algo que combine com meus trajes da Casa Lu e do Wollens. E é claro que não vou perder um café no Rihan ou quem sabe, uma “taça colegial” no Matheus. Se não ficar muito tarde, vou conferir o que está passando no Imperial ou no Victória. Mas preciso em tempo, passar na galeria Chaves e ver uma agulha nova pro meu toca-discos, apanharei na Globo uns carbonos pro mimeógrafo e a agenda do ano.

    Ainda nas lojas de música, verei se tem algum novo vinil de boleros e essa tal de “Bossa Nova” .Eu não posso esquecer de pagar um carnê na Mesbla e conferir a quantos cruzeiros, estão saindo agora uma cozinha completa de fórmica, com um bom fogão Geral e uma lavadora Lavínia Westhinghouse. Talvez passe na Hermes Macedo e compare os preços da Caloy, pros meus guris. Se avançar da hora pro almoço, eu passo no Dona Maria ou no Gambrinus. Na casa Masson, irei só pra ver mesmo os novos relógios porque tudo está custando muitos cruzeiros!

    Não poderei deixar de pegar um rouge, algum batom carmim, uma Glostora ou Gumex, pro meu bem amado e um laquê, tudo na Lyra ou em alguma Pharmacia. Farei uma fezinha estadual ou federal no Periquito da Sorte, levarei uns enlatados bons do Armazém Riograndense, principalmente a goiabada cascão em caixa, mais aquele bolo inglês que só tem na Haiti. Ah…sem deixar de ver também, uns cortes novos de seda e de tergal na Casa X e uns cobertores Parayba, nas Casas Pernambucanas…

    (*) Do Face de Sandra Pereira

    Imagem da web

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  • Os altos do mercado…

    Incêndio Mercado Público de Porto Alegre em foto de João Mattos

    Publicado por: • 14 jan • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Eis uma parte desabitada de Porto Alegre. E bem no Centro da cidade. São os altos do Mercado Público, desertos desde o incêndio que só não destruiu com ele por milagre. Talvez do Bará que as religiões afro dizem estar enterrado bem no centro do prédio. São 64 portas para 40 lojas – meia dúzia delas está ocupada. Como a prefeitura quer ceder o Mercado para a iniciativa privada, processo que está longe do seu fim, os interessados estão possuídos pela insegurança jurídica.

    Foto: João Mattos

    …ESTÃO POR BAIXO

    Já ouvi que muitas empresas grandes estão interessadas. Falou-se no Zaffari, mas nem ele confirmou e nem mesmo deu o mínimo sinal que estaria interessado. O último boato diz que o Iguatemi seria a bola da vez. Se for um grupo local, eu não ficaria surpreso ao saber que o poderoso grupo comprador a área do demolido Ginásio da Brigada Militar estivesse interessado. Bala na agulha eles têm, e muita. Todavia, é como eu disse, não é informação, é especulação.

    PROFISSÃO DE FÉ

    Se for para transformar o MP em uma UTI de tão limpa, estou fora. Mercado tem que preservar o cheiro, as assombrações e fantasmas vivos. Até os ratos caçados de madrugada pelos gatos merecem viver. Mas tem que botar operação nos altos. Gastronômicas, especialmente. Como está, é uma tristeza só de ver.

    MUNDO CÃO

    Você que morre de pena ao ver mães com nenês de colo pedindo dinheiro nas portas das igrejas do Centro Histórico, anote uma coisa: nem sempre o nenê é dela. É alugado. E paga “aluguel” diário à mãe verdadeira. E falsa mãe, por sua vez, paga pedágio ao dono da rua.

    VÍDEOTAS

    Aqueles documentários “teoria da conspiração” são feitos para idiotas.

    ESTE MUNDO É UM HOSPÍCIO

    Já filmou Frank Kapra nos anos 1940. De lá para cá só piorou. E pirou. O Brasil, então, virou um imenso sanatório. O Brasil tem em torno de 380 mil leis, portarias e afins. O que fazem nossas Assembleias, Câmaras de Vereadores e a Câmara Federal? Criam mais leis. Ainda bem que estão em recesso, mas em março a insanidade recomeça.

    Até meados dos anos 1970, dizia-se que não cabe ao cidadão desconhecer as leis, portanto não tinha desculpa. Sei lá qual era o número, mas já era um despautério dizer isso. Hoje, então…

    RALO RICO

    O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo bateu nos 100 bilhões SÓ NESTES 14 dias deste ano. Como de cada 100 reais dos tributos federais só 12 chegam ao destino final, 80 bilhões foram para o ralo dos intermediários. Ralo rico, esse.

    PENSAMENTO DO DIAS

    Não existe nada mais velho que o jornal de hoje.

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  • Seja diferente, seja analógico. Chama mais atenção que tatuar todo o corpo.

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  • Amaro Juvenal sabia das coisas

    Publicado por: • 13 jan • Publicado em: A Vida como ela foi

    O povo é como o boi manso,
    Quando novilho atropela,
    Bufa, pula, se arrepela,
    Escrapeteia e se zanga;
    Depois. . . vem lamber a canga
    E torna-se amigo dela.

    Este é um dos versos de uma das melhores coisas já escritas nesta Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, o poemeto campestre “Antonio Chimango”, ou o então presidente do Estado Borges de Medeiros. O autor, que usou o pseudônimo de Amaro Juvenal, foi Ramiro Barcellos. Procurem nos sebos de preferência; em último caso, na internet. Quase todas as edições são antigas, portanto tem cheiro (bom) de livro velho. Como hoje em dia, certo? Aqui vai o verso final.

    Home é bicho que se doma
    Como qualquer outro bicho;
    Tem às vezes seu capricho,
    Mas logo larga de mão;
    Vendo no cocho a ração,
    Faz que não sente o rabicho.

    Como as coisas não mudam. Não é mesmo?

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