• Os do contra

    Publicado por: • 21 fev • Publicado em: Notas

     E o Rio, hein? Tem tanta gente contrária à intervenção, que me faz lembrar uma frase do mineiro Otto Lara Resende, a que mineiro só é solidário no câncer. Nem isso o Rio é.

    Publicado por: Nenhum comentário em Os do contra

  • Sacanagem

    Publicado por: • 21 fev • Publicado em: Notas

     Desde janeiro, mudou o algoritmo do Face, dando infinitamente menos visualizações a fanpages e priorizando perfis que realmente “conversam” com os amigos. Portanto, o valor dos investimentos em anúncios das fanpages passa a ser maior para se atingir o mesmo público de antes dessa mudança. É uma forma de compensar a queda de faturamento. Nada que não conheçamos.

    Publicado por: Nenhum comentário em Sacanagem

  • Presidência do Sebrae

    Publicado por: • 21 fev • Publicado em: Notas

    O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Silveira Pereira, 68 anos, é o novo presidente do Conselho Deliberativo Estadual (CDE) do Sebrae/RS. O pleito se fez necessário tendo em vista o falecimento de Carlos Rivaci Sperotto, que completaria, no final deste ano, sua terceira gestão à frente da presidência do Sebrae/RS.

    Publicado por: Nenhum comentário em Presidência do Sebrae

  • Da maçã à pimenta

    Green apple white background

    Publicado por: • 20 fev • Publicado em: Caso do Dia

     Mesmo já fora da idade do espanto, teoricamente, ainda me caem butiás do bolso ao ver documentários sobre técnicas agropecuárias da TV europeia, em especial a Deutsche Welle e a TV5 francesa, principalmente esta última. Vi com estes olhos que a terra há de comer como uma família na Normandia cuida dos seus pomares de maçã – a França tem mais de uma centena de variedades. Então, já começou aí o espanto.

     O documentário mostra como eles conseguem o máximo de produtividade com mínimo de perda. Entre as centenas de macieiras, plantam um capim com um palmo de altura, sempre verdejante. Quando estão maduras, elas caem do pé. Eles não as arrancam dos galhos. O pater famílias explicou que as que estão no solo estão mais doces e duram até três dias porque cobertas pelo capim, que também é mais fresco e as conserva.

     Evidentemente que eles têm séculos de experiência e aprimoramento destas técnicas, mas não me conformo que o Brasil não pratique esse conhecimento nas nossas lavouras, especialmente.  Não vou garantir que esta técnica seja aplicável aqui, mas quem sabe se dá certo? E é apenas uma das tantas surpresas/espantos que me assolam.

     Não é só na maçã. A Holanda, que é o maior exportador de pimenta da Europa, planta as pimenteiras em enorme estufas climatizadas com iluminação obtida pela energia solar. O mais notável é que não usam terra, usam lã mineral, como se fosse barba de pau, feita de rochas. Algumas delas têm mais nutrientes do que o solo.

     Como dizia aquele velho pecuarista de Quaraí nos anos 1980, depois que inventaram a debulhadeira de milho, não duvido de mais nada.

     Quantos restaurantes e churrascarias a oferecem em Porto Alegre e no interior do estado? Casa de ferreiro, espeto de pau.

    Publicado por: Nenhum comentário em Da maçã à pimenta

  • O tijolo que se comia  

    doce feito um tijolo que se comia imagem freepik

    Publicado por: • 20 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

     Comida de verdade mesmo comia-se pouca no tempo em que Porto Alegre ainda sorria. Quer dizer, para quem fosse pelado, como eu e estudantes em geral, embora a maioria fosse da classe média, mas com pais morando no Interior. Quando a fome batia, não dava para pegar um ônibus e ir para a cidade de origem comer a comidinha da mamãe. As alternativas eram poucas para quem ganhasse baixo salário ou mesada curta.

     A comida servida nas pensões costumava ser terrível, com algumas exceções. Eu nunca tive sorte nesse quesito. Para quem não fosse um ás das panelas, restava o Restaurante Universitário. Na segunda metade dos anos 1960, a boia do RU era catastrófica. Até a proverbial banana de sobremesa era ruim. A Al Quaeda adoraria fazer atentados com ela.

     Para quem tivesse dinheiro, o lanche padrão era uma batida (vitamina) de abacate com sanduíche de pernil ou cachorro-quente com molho do Matheus, defronte à Praça da Alfândega. Atesto-vos que eram bons barbaridade. Mas isso só era possível nos dois ou três dias após o dia 28, quando os bancos pagavam o salário.

     O pior era nos finais de semana, quando tudo fechava ou quase tudo fechava, como a cozinha das pensões. O remédio era batalhar um rango na casa dos amigos de Porto Alegre ou da namorada, mas os pais costumavam ser severos nisso. Ou, então, passava-se fome, simples assim.

     Em vários domingos, percorri a Rua da Praia de alto a baixo, muitas vezes, para ver se encontrava um conhecido que praticasse a caridade. Nessas horas, eles somem, vocês sabem. Restava comer o quase intragável mata-fome nas bancas do Abrigo dos Bondes, na rua José Montaury, Centro. Você levava umas duas horas para fazer a digestão.

     O mata-fome, nome oficial dado pelos concessionários das bancas, era o resto do resto dos doces já duvidosos em estado puro. O que sobrasse era comprimido em um recipiente. Na real, quase um tijolo. Então, esperavam que a massa escura endurecesse e cortavam em pedaços retangulares. Custavam centavos.

     Vocês não sabem como o mata-fome era bom quando o estômago roncava.

    Publicado por: 1 comentário em O tijolo que se comia