• Moeda nova

    Fernando Albrecht fala na perda de tempo que os funcionários têm por causa dos smartphones, que ajudam a diminuir a produtividade

    Publicado por: • 12 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    O Brasil é campeão em troca de moeda. Trocamos de moeda como quem trocava de cueca. Patacão, réis, cruzeiro, cruzeiro novo, cruzado, real, uma babilônia que não resultou em maiores comoções populares. Numa dessas mudanças, nos anos 80, o Marcus foi comprar uma erva da boa de uma traficante famosa da época, a Nega, que tinha um entreposto de cannabis na Vila Bom Jesus, Zona Leste de Porto Alegre

    Boca braba. Marcus estava duro, duríssimo. Fruto de uma breve incursão paraguaia, só tinha cédulas de guaranis. Um monte deles mal pagava uma cerveja. Foi à boca, comprou a erva e mostrou as notas para a Nega.

    – Que dinheiro é esse que eu não conheço?

    Marcus até pensou em dizer que era alguma moeda europeia, mas o portfólio de clientes da empreendedora era vasto e convinha não arriscar.

    – É o dinheiro novo que vai sair, o cruzeiro supernovo

    Desconfiada como convém a alguém do ramo, Nega cheirou as cédulas e arriscou. Marcus saiu de fininho com as trouxinhas de maconha. Dias depois, ficou sabendo que Nega despachara um “procura-se vivo ou morto” na Vila Bom Jesus e arredores. Riram da sua cara quando ela tentou passar o cruzeiro supernovo adiante.

    Por sorte, a vendeta não se consumiu. A Nega viu que o futuro só mostrava uma cova rasa sem nem mesmo sete palmos de fundura. Largou da vida e, poucos meses, depois deixou o tráfico e se jogou nos braços de Jesus.

    Não o lá de cima, mas um carroceiro chamado Jesus.

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  • Nunca antes

    Publicado por: • 11 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    “A verdade é que o Brasil nunca foi tão dependente de decisões políticas influenciando a vida privada.” A frase é do presidente da Federação Das Câmaras de Dirigentes Lojistas do RS, Vitor Augusto Koch, ao fazer o balanço do ano e perspectivas 2019. E aduziu: “2018 foi um ano pobre em economia e rico em história”. Caprichou no resumo o meu amigo Vitor Koch. Irreparável o conceito.

    Por falar em irreparável…

    Se Jair Bolsonaro não emudecer seus dois filhos vai sobrar para ele com juros e correção monetária. Até agora sempre achei – eu e muita gente – que o capitão era esperto e antecipava problemas, bem como os resolvia tão logo ganhassem volume. Mas deixou a rédea solta. Sempre há a possibilidade de ser jogada proposital do presidente eleito, mas se for, é um tiro nos dois pés. A devoção ao pai é louvável, mas não deve chegar ao ponto de comprometê-lo. Mas é o que está acontecendo.

    Intervalo para a história

    Faz lembrar uma frase do ministro Golbery do Couto e Silva, quando houve forte reação da esquerda radical depois de uma aprontada dos falcões do governo Ernesto Geisel: segurem seus radicais que eu seguro os nossos.

    Geisel segurou do lado dele, por sinal, quando o linha dura comandante do II Exército Silvio Frota tentou abatê-lo. Os meios castrenses, os quarteis não o seguiram –  Frota queria candidatar-se à presidência, contra os desejos de Geisel, que escolhera o general João Baptista de Oliveira Figueiredo como seu sucessor.

    Após uma grave crise na cúpula do governo, o presidente Geisel o exonerou em 12 de outubro de 1977, substituindo-o pelo general Fernando Belfort Bethlem, um moderado, então comandante do III Exército, hoje Comando Militar do Sul. Estranhamente, esse quase-golpe não foi nem é discutido como merecia. Talvez porque a esquerda quer admitir que foi Geisel que deu início à abertura lenta, gradual e segura pregada por Golbery.

    A Casa Azul

    Porto Alegre, RS - 17/08/2018 Prefeitura pede arrecadação do imóvel Casa Azul Foto: Maria Ana Krack / PMPA

    Quem conhece o Centro Histórico de Porto Alegre sabe que a rua Riachuelo está trancada desde maio, uma quadra antes da esquina com a Marechal Floriano. O motivo é um prédio histórico que corre o risco de desabar, a Casa Azul. Havia um impasse entre a prefeitura e os proprietários do imóvel.

    Como em todo prédio tombado, quem precisa arcar com os custos da restauração é o proprietário, o que acho uma injustiça. Não pode vender o imóvel e a única benesse (!) é não precisar pagar o IPTU. OK. mas o que se faz com um prédio que não pode ser mexido? O epílogo – ou quase, foi acertado ontem.

    O Município de Porto Alegre, o Ministério Público do RS e os proprietários da Casa Azul, chegaram a um acordo sobre a manutenção e restauro da mesma. Em audiência de conciliação na 3ª Vara da Fazenda Pública, os proprietários apresentaram cronograma para o restauro, elaborado a partir de ações e etapas definidas pela Coordenação da Memória da Secretaria Municipal da Cultura (SMC). Orçada em R$ 1.365.000, a obra será realizada com recursos da família.

     Foto: Maria Ana Krack / PMPA

    Mesa Diretora

    Sessão Extraordiária

    Eleição da Mesa Diretora para o ano de 2019. Vereadora Mônica Leal eleita para a presidência.

    A Câmara Municipal de Porto Alegre realizou ontem a eleição da Mesa Diretora para o ano de 2019 e dos integrantes de suas seis comissões permanentes. Eleita por 28 votos a 7 – assim como todos os parlamentares que disputaram os cargos que compõem a Mesa – a vereadora Mônica Leal (PP), que encabeçou a Chapa 1, é a presidente do Legislativo municipal para o próximo ano. Na segunda foto, ela aparece com o vereador Aldacir Oliboni (PT), que concorreu como cabeça na Chapa 2.

    Fotos: Leonardo Contursi/CMPA

    Natal no HMV

    O Hospital Moinhos de Vento convida a comunidade para celebração de Natal nesta terça, dia 11 de dezembro, a partir das 20h, no Anfiteatro Schwester Hilda Sturm (4º andar – bloco C) – entrada pela Ramiro Barcelos, 910. A celebração terá encenação do nascimento de Jesus com o grupo de teatro do Hospital e músicos convidados. A entrada é franca.

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    Se o povo fosse sábio não seria povo.

    • F. A. •

  • O caso do PM frio

    Publicado por: • 11 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    Escrevi no A Vida de ontem que contaria o caso do PM falsificado, então cá vai a história, que se passou no início dos anos 1980, quando a Brigada Militar ainda era responsável pelo policiamento do trânsito. Conto o causo como o causo foi pois fui a famosa testemunha ocular da história.

    Conversava com um tenente da Brigada Militar na lanchonete do seu irmão situada na rua Duque de Caxias, proximidades da Praça do Portão. Conversa vai, conversa vem, um guincho do trânsito estacionou do outro lado da rua. Um PM orientava o motorista do caminhão para a manobra de retirar um carro estacionado em lugar proibido. O tenente olhava a cena.

    De repente, o oficial levantou da banqueta junto ao balcão onde levávamos um lero e abordou o policial militar, que não era um policial de verdade e sim um impostor, deu-lhe voz de prisão e o algemou. Em seguida, ligou do telefone da lanchonete e chamou um camburão, que veio logo. Perguntei ao tenente como reconheceu que o PM falsificado tão rápido.

    – Simples. No capacete estava escrito 11º BPM, mas nas ombreiras lia-se 9º BPM.

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  • Alegria de colunista

    lubnnan

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O Restaurante Lubnnan, em Porto Alegre, foi um dos pioneiros ou até o pioneiro em servir comida árabe na capital gaúcha, e responsável pela cultura de comer kibe cru ou frito entre outras habilidades libanesas. Eu fui um dos que foram apresentados ao kibe e à esfirra (ou esfiha) nos idos de 1960. O cidadão em tela é o fundador da casa, que fica na rua Cristóvão Colombo bem perto do Shopping Total. Charif Lubnnan, 93 anos, chegou ao Brasil com 21 anos e se virou nos 30 até achar o foco do seu negócio.

    Como a maior parte dos libaneses, erroneamente chamados de turcos naqueles tempos, seu Charif fez de tudo. Vendeu carros, imóveis e abriu e vendeu mais de 15 lojas. Pois bem. Publiquei uma nota com foto dele na página 3 do Jornal do Comércio, página que edito. No dia seguinte, a colega Patrícia Comunello, que prospectou a informação, recebeu telefone da filha dele dizendo que o pai tinha ficado muito contente ao ler a nota e ver-se na imagem.

    É normal gostar de se ver no jornal, mas no caso do seu Charif há algo mais. Há tempos, ele perdeu o filho em um assalto, o que, compreensivelmente, deixou-o muito abatido. Então, ao ver minha nota ele recobrou um pouco da alegria perdida. Vocês civis não têm ideia o quanto um colunista se alegra quando acontecem fatos como este.

    Não fujo do chavão. Emocionei-me quase às lágrimas quando soube do caso e da alegria subsequente com a publicação. Por isso, o título destas notas. Vocês não têm ideia de como me sinto quando alegro ou devolvo alegria a alguém.

    Eis-me aqui

    Na sua primeira conversa com jornalistas, O diretor geral da CMPC Celulose Riograndense, Mauricio Harger, comentou os números grandiosos da empresa chilena que completará 100 anos em 2020. Uma das características mais notáveis da empresa Guaíba é o cuidado com os seus colaboradores, o social e o meio ambiente, a ponto de conseguir o selo internacional máximo nesta área, reciclando 99,7% dos resíduos sólidos para uso na agricultura e jardinagem.

    Sonho meu

    A Celulose Riograndense é o sonho dos ambientalistas, porque suas florestas renováveis não contribuem para o efeito estuda – ao contrário, capturam CO2. Além disso, ela também é o sonho de outras indústrias por gerar a energia que atualiza através da queima de resíduos. Não só gera como vende o excesso de energia para a CEEE.

    Intervalo não comercial

    A falsificação de águas “minerais” é um problema sério em Porto Alegre. Primeiro surgiram os vendedores que abordam os motoristas em vias congestionadas para ver o produto. Agora até alguns mercadinhos e bancas de lanches aderiram. Na dúvida, só compre água com gás – esse pessoal vende a sem gás porque injetar gás carbônico é mais caro. Antes de jogar no lixo, tire o rótulo e a tampinha, e pise me cima da garrafa pet de forma que não entre nem mosquito.

    É tempo de angus

    Nivaldo

    Eleita na manhã desta sexta-feira (12) por aclamação, a nova diretoria que comandará a Associação Brasileira de Angus pelos próximos dois anos pretende ampliar a participação da Carne Angus no mercado de cortes gourmet do Brasil. Também quer expandir a produção em 10% ao ano, das atuais 34 mil toneladas equivalente carcaça/ano (previsão de fechamento 2018) para mais de 42 mil toneladas/ano até o final do mandato.

    A meta é audaciosa, principalmente porque está alicerçada em uma base já elevada e na necessidade de diálogo direto com os produtores e consumidores, reconhece o presidente eleito Nivaldo Dzyekanski.

    O grande desafio

    De fato, esse é um desafio e tanto, mas maior ainda é levar o consumidor pensar “angus” quando fizer o pedido na churrascaria ou açougue. É uma raça que dá cortes supimpas. O consumidor gaúcho pede picanha, costela, vazio, mas desconhece ou não se lembra das diferentes raças. O Angus até que faz mais ações para inserir esse comportamento, mas levar essa mensagem para o grosso dos consumidores, isso sim que é um desafio.

    Sob nova direção

    Rogerio_Caldana_à_esq_Márcio_IrionProfissional de comunicação de larga experiência no mercado, Rogério Caldana (e) foi oficialmente apresentado à equipe da RDC TV nesta semana, como o novo Diretor Executivo da emissora. De acordo com o presidente da RDC TV, Márcio Irion (d), a vinda de Caldana tem a ver com a ideia de sinergia na montagem de um grande time. Eu posso falar de cadeira sobre o Caldana, amigo de longa data e profissional de primeira.

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