• Cultura digital

    CELULAR

    Publicado por: • 15 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

    Vamos às coisas do dia a dia e não apenas a tragédias – que, de uma forma ou outra, é mais de uma por dia. Ao fato: o comando que vos escreve também é cultura digital: se o seu smartphone deixar de carregar direito, se leva horas para tanto ou a bateria descarrega mais rápido que o normal, não o culpe. Vá numa oficina que eles limpam o receptáculo – eu ia falar orifício, mas ele é retangular – que tende a acumular sujeira e dificultar a recarga. O meu estava assim e o levei para a oficina da Michele Camargo.

    Tiraram uma peruca de dentro dele, e olha que o buraquinho é minúsculo. Então perguntei como eu posso limpar, é só passar uma escovinha? Nããão, berrou o rapaz que me atendeu, tem que ser escova especial para não danificar as ranhuras do encaixe. E onde compro? Vem em um kit, ele disse, com um monte de outros acessórios. E lá no fundo da caixa tem o raio da escovinha.

    Então é assim nesse mundo de Deus. Você compra um kit onde tem chave de roda, chave inglesa, chave Phillips, macaco hidráulico, porcas e parafusos quando só quer uma escovinha que custa um pila, se tanto.

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  • Ei, você aí…

    Publicado por: • 15 ago • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O futuro embaixador brasileiro nos EUA, deputado Eduardo Bolsonaro, disse que diplomacia sem armas é como música sem instrumentos. A frase não é dele, é do Chanceler de Ferro Otto von Bismarck (1815-1896). Sempre é bom dar a fonte.

    …ME DÁ UM PORRETE AÍ

    Talvez fosse o caso de lembrar o general prussiano Carl von Clausewits: “A guerra é a continuação da diplomacia por outros meios”. No contexto da época, ambas as frases faziam sentido. Hoje, é mera provocação. O inventor da diplomacia guerreira foi o presidente americano Teddy Roosevelt: Fale manso, mas sempre tenha um bom porrete (big stick) à mão.

    O CASO FRAPORT

    Houve um debate no Tá na Mesa da Federasul sobre insegurança jurídica. O mote foi a remoção das famílias que estão na área do prolongamento da pista do Aeroporto Salgo Filho, a ser construída pela concessionária alemã Fraport. O MPF entendeu que o custo deve ser deles. No contrato, há controvérsias.

    ETERNA INSEGURANÇA

    Depois de hoje cristalizei mais que mel minha posição, o Brasil nunca terá segurança jurídica. Não é possível com tal emaranhado jurídico. Aposto que os alemães devem estar arrependidos em investir – até agora US$ 1 bilhão no Salgado Filho, com obras entregues antes do prazo e sob elogios gerais dos passageiros.

     

    ME TIRA O TUBO!

    Mesmo sendo em área invadida, soube que alguns dos 1,3 mil moradores podem requerer usucapião e que outros terão o sagrado direito de continuar morando na área. Com isso, adeus ampliação da pista.

    O PULO DO GATO

    Coloque-se no lugar de um morador bem instruído por advogados: quando restar só ele, a concessionária vai ter que pagar os tubos para que ele saia da área.

    O NEGOCIADOR QUE…

    Houve um caso parecido no Rio de Janeiro, início dos anos 1970. A então poderosa construtora Gomes, Almeida Fernandes queria construir um prédio luxuoso em Copacabana. O obstáculo era um prédio antigo habitado por pessoas idosas, que não queriam papo. A empresa então isolou o morador líder da tchurma, o condômino-alfa. Disseram a ele que se ele conseguisse que os outros aceitassem a (boa) oferta da construtora pagariam a ele o dobro do valor. Ele topou.

    …VIROU MALANDRO

    Levou um certo tempo, mas todos os moradores aceitaram a oferta, bem acima do valor de mercado. Então todos eles assinaram o OK com a empresa. Como ato final, pediram ao negociador que assinasse o contrato para liberar e depois demolir o prédio. Adivinhem o que aconteceu. Isso mesmo, ele pediu não só o dobro do valor pago aos outros, queria três, quatro ou mais vezes, ninguém ficou sabendo do valor final.

    Esse comportamento virou escola. É aplicado especialmente nas desapropriações para fins de obras públicas

    O FUTURO ASSUSTA O PASSADO

    O dinheiro de papel vai desaparecer. O caixa dos bancos vai ser o celular, salvo para miudezas. A dúvida para o futuro – que está cada vez mais perto – é como a grande massa dos brasileiros vai lidar com esses novos meios de pagamento. Não é de se duvidar que ele volte a botar dinheiro embaixo do colchão.

    SEM PALAVRAS

    O que dizer de um País que muda as placas automotivas e um ano depois diz que elas não são obrigatórias? Digam vocês, porque eu desisto

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  • Ser espirituoso é metade de ser diplomata.

    • Eça de Queiroz •

  • O papagaio mau caráter

    Publicado por: • 14 ago • Publicado em: A Vida como ela foi

    Ontem contei a história da galinha Passionária, galináceo que bebia cerveja e morreu de cirrose. Nem ovo botava mais, de tão pingunça que a ave se tornou. Animais com comportamento humano não são incomuns. Uma amiga tinha um pinscher gay – com todo o respeito pela opção. Parece que morreu de overdose. Um amigo de nome João ganhou de presente um papagaio dedo-duro. Bem, ele não nasceu assim, a mulher dele que o transformou num tremendo mau caráter.

    Turquoise-fronted parrotO meu amigo sempre chegava tarde em casa, sempre. Na verdade, de madrugada. Ser publicitário, nos velhos tempos, era batalhar pelo cliente dia e noite. E para aguentar o tranco, bebia-se uísque. Como refresco, cerveja. Em vez de sobremesa, a docinha Malzbier. Era comum chegar em casa molhado por dentro. Certo dia, a perpétua pediu um papagaio.

    – É para me servir de companhia. Quero ensiná-lo a falar – explicou.

    Meu amigo achou um deu a ave à mulher. De brinde, veio um poleiro com correntinha reluzente. Passaram-se dias, semanas, e cada vez que ele chegava em casa cheio de mé, deparava-se com o psitacídeo mudo em cima do poleiro na sala.

    – Como é? Essa figura não vai falar nunca?

    – Calma benhê, leva algum tempo – falou a distinta.

    Algum tempo depois, ele chegou adernado em um ângulo de 45 graus, prestes a sucumbir à lei da gravidade.

    – Como é? Não vai falar nunca?

    O papagaio abriu o pouco de asas que lhe restaram.

    – João é um gambá! João é um gambá!

    Imagem: Freepik

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  • Pelotão de fuzilamento

    Publicado por: • 14 ago • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O deputado federal Alexandre Frota foi expulso do PFL por ter atacado o chefão. De expulsão em expulsão, o Capitão vai perdendo seu pelotão.

    BALA DE FESTIM

    Mas para o deputado a morte (política) não é destino certo. O DEM e o PSDB aguardam que ele defina para qual partido vai. Tem retaguarda de votos. Mudança é o que interessa, programa não tem pressa.

    PROGRAMA À BRASILEIRA

    Nos tempos em que a moral da pensão ainda era levada a sério, candidato a cargo eletivo que se prezasse só abraçava um partido se o programa partidário estivesse de acordo com suas convicções. Com a frouxidão moral, programa era só para constar. Com exceção das siglas de esquerda, justiça seja feita, embora, na prática, a teoria muitas vezes seja outra.

    ESPANTO DE ET

    No programa do PDS dos anos 1970, que hoje é o PP ou Progressistas, o programa previa a cogestão nas fábricas, um contrabando que algum velho camarada inseriu no contexto. Imaginem o espanto de um ET lendo o programa de um partido tido como de direita com esse corpo estranho.

    BALA DE VERDADE

    Com os ataques que vem desfechando agora em escala mundial, o Capitão lembra o filme Intriga Internacional. Uma coisa é certa: brigar com a Alemanha não é exatamente uma boa ideia. Alemães são como elefantes, eles não esquecem.

    O OSCAR VAI PARA…

    Frota se tornou conhecido como macho man e figurou em filmes pornô. Com a política brasileira aconteceu o contrário. Era um filme-cabeça e virou filme pornô.

    DINHEIRO VOADOR

    Houve uma época – e não faz muito tempo – que se passavam cheques pré-datados. Então vieram os cartões de crédito, chamados de dinheiro de plástico. Segundos depois, apareceram os cartões de débito. Agora chegou a vez do dinheiro com chip – os celulares. O vil metal voa por aí e aterrissa em quem tiver senha. Do cheque “voador” ao dinheiro voador, quem diria.

    O BRASIL QUE FUNCIONA

    Os números do Banrisul I

    Na apresentação do balanço do Banrisul, chamou a atenção o lucro líquido de R$ 655,3 milhões, mas há outros indicadores que também merecem atenção. A inadimplência (considerando atrasos de mais de 90 dias) caiu para 2,20% em comparação com os números do mesmo período de 2018, quando atingiu 3,37%.

    Os números do Banrisul II

    Também deve ser destacado o notável crescimento das operações da Rede de Adquirência Vero, que cresceu 11,2% em número de transações e 13,8% no valor. Ou seja, o antigamente chamado dinheiro de plástico que virou dinheiro virtual é cada vez mais usado pela população.

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