• A grana explica

    dinheiro grana

    Publicado por: • 7 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    O governador de São Paulo eleito, João Doria (PSDB), anunciou o quinto ministro do presidente Michel Temer como secretário de sua gestão a partir de 2019. Serão 20 secretarias, cinco a menos que as atuais. O que faz um ministro de Estado aceitar um posto inferior ao que teve? Primeiro, os vencimentos recebidos por um Secretário de Estado de São Paulo são muito superiores aos de estados como o nosso.

    Imagem: Freepik 

    A dolorosa realidade

    Segundo lugar, por mais que sequem o Grande Irmão do Meio, São Paulo é a locomotiva do Brasil. Todo país tem sua locomotiva. A dos Estados Unidos é a Califórnia. Essa é a dolorosa verdade gaúcha, como atrair profissionais de nomeada pagando o que se paga. Sem falar que os titulares destes cargos estão sempre na mira do tira e da imprensa, às vezes por falta de outro assunto.

    Bruxas soltas

    Colega de redação chama atenção para a quantidade de acidentes que acontecem na reta final do ano. Ontem tivemos vários. Dá para arriscar uma explicação. É o estresse de fim de ano, todo mundo correndo, pé embaixo no carro, falta de dinheiro para presentes, dívidas, o fim da mágica – para os adultos – do Papai Noel, ansiedade em sair de férias, reflexos afetados pela tensão a cada ano.

    Moral: de sangue doce, é mais difícil o azar se manifestar.

    Para chinês ver

    Resumo da ópera. O New York Times publicou uma matéria comparando o Brasil com os Estados Unidos, mas não no bom sentido. Os chineses, segundo o NYT, têm os mesmos problemas que nós e ambos correm o risco de “não chegar lá”, no popular. No texto do NYT, o artigo diz que os deuses, antes de destruir um país, o qualificam como “país do futuro”.

    Com os brios feridos, o editorialista Ding Gang, no Global Times, um dos produtos internacionais do People’s Daily, o jornal oficial do Partido Comunista Chinês, publicou um arrazoado negando o mérito da comparação. E na briga entre mar e rochedo, sobrou para o Brasil. Leia abaixo trechos do editorial do jornal do PCC. Dang morou três anos no Brasil.

    “A cultura brasileira faz o País ser inapto para a manufatura, e a população brasileira não está disposta a ser trabalhadora como a chinesa”, escreveu Dang, que diz ter “entendido bem” os motivos da perda de força da economia nacional.

    “De fato, o Brasil nunca teve uma indústria manufatureira forte e sofisticada. Mas a questão básica é por qual motivo a China atingiu sua industrialização, enquanto o Brasil a abandonou e foi para a direção oposta? Isso não é apenas uma questão de economia ou instituição, mas de cultura”, argumenta o chinês.

    “A cultura é o fator mais importante para atingir a industrialização. Isso inclui como as pessoas encaram seu trabalho, família, educação das crianças e acúmulo de riqueza”, disse. “Pode soar racista diferenciar o desenvolvimento baseado em cultura”, escreveu. “Mas, depois de ter morado no Brasil, você descobre a resposta. Os brasileiros não estão dispostos a ser tão diligentes e trabalhadores como os chineses. Nem valorizam a poupança para as próximas gerações, como fazem os chineses”, indicou. “Ainda assim, eles exigem os mesmos benefícios e bem-estar dos países desenvolvidos”, disse.

    Por fim

    Alguém aí que conheça a nossa realidade e esteja vacinado contra o nacionalismo mórbido, discordaria do editorialista chinês?

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    Das vidas que eu não tive, algumas certamente teriam sido muito chatas.

    • F. A. •

  • Direito adquirido

    Publicado por: • 7 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    Lembrei-me de um episódio ocorrido na antiga Cervejaria Brahma de Porto Alegre, a mim contado por um mestre cervejeiro aposentado. Os mais antigos devem recordar do famoso apito da fábrica na rua Cristóvão Colombo. Era o relógio de, pelo menos, meia dúzia de bairros, começando às 7h. O último apito era às 17h.

    Em meados dos anos 1960, a Brahma resolveu modernizar o sistema de produção e extinguiu algumas liberdades que vinha do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça. Os funcionários do engarrafamento paravam algum tempo no meio da tarde porque cansavam a vista ao examinar visualmente longas fileiras de garrafas de cerveja, para ver se não tinha algum objeto estranho na bebida. A parada era acompanhada por uma caneca de chope.

    Pois essa benesse foi cortada, porque novos sistemas de controle dispensavam o olho humano. Então, não precisavam mais descansar os olhos e, por isso, não recebiam mais a bebida. Então, o sindicato da categoria entrou com uma ação alegando direito adquirido, tiveram ganho de causa e fizeram um acordo. Na hora de acertar os detalhes, o juiz perguntou se os funcionários queriam aquela meia hora que paravam em dinheiro ou diminuição equivalente na jornada de trabalho.

    Tanto faz, foi a resposta, mas o que eles queriam mesmo era a volta da caneca de chope, e bateram pé. A companhia concordou, mas surgiu um problema, o de beber na hora de serviço. Chegaram a um acordo. Além do almoço no refeitório, a Brahma pagaria também o jantar, desta vez, com o chope. A Brahma foi a única empresa na época a disponibilizar almoço e jantar para os funcionários.

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  • Mais um

    Publicado por: • 6 dez • Publicado em: Caso do Dia, Notas

    Mais um assalto a banco foi frustrado pela Brigada Militar, desta vez em Arroio dos Ratos. Culminou com quatro criminosos mortos depois que dispararam contra os policiais. Já tem gente torcendo o nariz dizendo que a BM poderia ser menos violenta. Conheço bem essa técnica de arrasar reputações.

    Bala na cara

    Gostaria que eles dissessem isso se estivessem na mira de um fuzil pesado, metralhadora ou pistola de grosso calibre e alta precisão. Na prática, a prática é outra. O que precisa ser entendido é que não foi um episódio fortuito, foi mais uma batalha da guerra que o Crime move contra a sociedade. E estamos perdendo, por sinal, pelo menos até o início da semana.

    Viver é perigoso

    Ou você acha que o fato de não podermos caminhar sem medo de assalto; nem mesmo ficar tranquilos em casa – com alarmes e fechaduras extras; para entrar e sair de casa ou prédio precisamos ficar em alerta máximo; nossos filhos correrem o risco de ser sequestrados e mortos; o tráfico conseguir vender drogas perto dos colégios e até dentro deles; não indica que estamos em guerra?

    Desperdício no prato

    O Procon diz que que é ilegal a cobrança de taxa de desperdício quando o freguês deixa comida no prato. Pode ser ilegal, mas até que seria uma medida de acordo com os tempos. Já contei aqui como os europeus se escandalizam quando observam como nós desperdiçamos comida, o que é uma realidade inquestionável. Comemos mais com os olhos.

    Do produtor ao consumidor

    O dono de uma churrascaria pelo sistema rodízio explica que ele compra 1,6 Kg para cada cliente, mesmo que em média o consumo gire em torno de 250/300 gramas por pessoa. Parece exagero, mas não é. Começa que o peso precisa ser desbastado das gorduras e pelancas; depois é refrigerado, o que retira água, e retira mais ainda quando vai para o espeto. ´

    Na ponta do espeto

    Na hora de servir, ninguém quer comer pontas do espeto. E aí se acelera o desperdício, porque a maior parte dos consumidores deixa parte da carne escolhida por outras que o garçom apresenta. Verdade que a pressa dos garçons em enfiar espeto no prato colabora. E aí troca de prato e o desperdício recomeça. Aliás, não é só em restaurante, em casa também há desperdício. Quando eu era pequeno, era pecado deixar comida no prato, severidade comum nas colônias alemã e italiana.

    Crise, que crise?

    Na verdade, nós nunca vivemos uma crise de alimentos de verdade como os europeus, seja pelas guerras mundiais, seja pelos desastres climáticos. Meu pai sempre dizia que nós nunca vivemos uma crise de verdade, por isso empregamos a expressão desnecessariamente. Crise, dizia ele, é comer carne podre de cavalo nas ruas.

    Transplante renal

    Reconhecido pela atuação na medicina de alta complexidade, o Hospital Moinhos de Vento passará a realizar transplantes de fígado e de rim.

    – Isso complementa a nossa gama de atividades e ainda proporciona a ampliação da pesquisa e inovação nessas áreas – afirma Luiz Antonio Nasi, superintendente Médico do Hospital Moinhos de Vento.

    O Grupo de Transplante Renal, formado pelas equipes de nefrologia, cirurgia geral, urologia e equipe multidisciplinar, já está capacitado para realizar transplantes tanto com doador vivo como com doador falecido.

    – O grupo reúne profissionais com mais de 20 anos de experiência nessa área – afirma o nefrologista David Saitovitch, responsável técnico pelo transplante renal no Moinhos de Vento.

    A instituição retoma um procedimento no qual foi pioneira. Em 1970, o primeiro transplante renal do Rio Grande do Sul – e o segundo do país – foi realizado no Moinhos de Vento pela equipe do médico Loreno Brentano. E há quatro anos houve uma sequência de cinco transplantes para a avaliação de todo o processo.

    Formatura no Agronegócio

    Alunos do Curso Técnico em Agronegócio, oferecido pelo SENAR-RS nos Polos de Ensino presencial de São Sepé e Cruz Alta, estão na reta final do curso e nos próximos dias começam a apresentar os trabalhos de conclusão. É a primeira vez que os alunos de São Sepé passam por essa etapa, que consolida o elo entre a teoria e a prática do curso que dura dois anos. As apresentações serão nos dias 7 e 8 de dezembro. A primeira formatura deste polo está prevista para março/2019.

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    A ocasião não faz o ladrão. O ladrão já nasce feito.

    • F. A. •