• Gato por lebre

    Publicado por: • 25 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…põe os óculos escuros e entra no restaurante”

    Dois amigos levam seus cachorros para passear num sábado à tarde. Um deles tem um dobermann. O outro tem um chiuaua. Depois da caminhada, o dono do dobermann diz: – Vamos a um restaurante para comer alguma coisa ? O dono do chiuaua responde: – Não podemos entrar. Estamos com os cachorros. – Faça igual a mim. – diz o dono do dobermann. Ele põe óculos escuros e vai entrando no restaurante com o cachorro. O porteiro diz: – Desculpe, mas cachorros não podem entrar. O dono do dobermann: – Você não entende. Eu sou cego e esse é meu cão-guia. Pela lei você não pode me discriminar por causa de minha deficiência. Porteiro: – Você está certo. Mas um dobermann como cão-guia ? – Sim, eles estão sendo usados agora. São muito bons. – diz o dono do dobermann. O dono do chiuaua põe também os óculos escuros e entra no restaurante. O Porteiro: – Desculpe, mas cachorros não podem entrar. O dono do chiuaua: – Você não entende. Esse é meu cão-guia. O porteiro fica indignado: – Ah, não! Aí é pensar que eu sou idiota. Um chiuaua como cão guia? – Chiuaua?!! Me venderam um chiuaua?

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  • As Damas da Noite (conclusão)

    Publicado por: • 22 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…o Leão contou os lençóis que eram lavados diariamente”

    Interrompida por um dia, eis o final do episódio sobre as mulheres famosas da noite porto-alegrense. Ou os cabarés comandados por mulheres. Cabarés extinguiram-se. Morreram quando surgiram as garotas de programa, sites, books e por aí afora. Cabaré era um lugar de respeito. Dançava-se, bebia-se, e levava-se as mulheres para o quarto depois do acerto de preço. Instante ou pouso. Uma casa precursora em matéria de liberdade sexual foi a Dorinha, na esquina da Pedro Chaves Barcellos com a Júlio de Castilhos. Na maioria das casas, as gentís senhoritas faziam só papi-mama. Deus me livre se alguém pedisse algo diferente, como sexo oral. – Tá pensando que eu sou o quê? Essa era a resposta indignada do mulherio. Mas na Dorinha, não. Hoje, o pau come solto nessa matéria. Como se diria em linguagem de advogado, antes era recurso extraordinário, agora é petição inicial. De um lado e de outro, a bem da verdade. A Dorinha tinha uns bancos com espaldar, discretos. Outra casa era a Antoninha, na João Pessoa ao lado do Jornal do Comércio. Também teve seus tempos de glória. A Míriam ficava ao lado da Zero Hora. Nos anos 80 era o último dos cabarés. Míriam se recusou a vender o prédio para a expansão da RBS. E teve a glória das glórias, a Mônica, ou Mônika, no Cristal. Casa classe A, com seu famoso quarto dos espelhos. Mônika morreu há coisa de cinco ou seis anos, no Guarujá, São Paulo. Ela protagonizou um caso famoso com a Receita Federal, no final dos anos 60, quando o leão realmente começou a comer as pessoas. A Receita contestou a declaração da Mônika, dizendo ela faturava mais que o alegado com um argumento sólido: o fiscal contou os lençóis que eram lavados diariamente na lavanderia da casa. Lascou uma multa federal no cabaré. Não quebrou, mas foi um baita estrago no caixa. A contadora da casa está aí vivinha da silva para confirmar a história.

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  • As damas da noite

    Publicado por: • 20 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…para estudante pelado, as mulheres cobravam só meio instante”

    A revista Voto está pedindo que colunistas e comunicadores dêem votos para três mulheres gaúchas, expoentes e destaques em atividades empresariais, artísticas, políticas, etc. De brincadeirinha, alguns jornalistas sugeriram que se escolhessem também damas da noite do passado. Míriam, que tinha um cabaré ao lado da Zero Hora, Mônica, que deu nome à mais famosa boate de exportação que o estado já teve (começou na Dom Pedro e terminou no Cristal) e a Carmem, a da rua Olavo Bilac, são nomes que afloram rápido na memória de quem a tem. Teria uma quarta mosqueteira, a Marion, que fundou o Gruta Azul. Antes dele (ou dela), teve o Dragão Verde, na avenida Júlio de Castilhos. A lista das mulheres que comandaram a noite das damas de vida alegre vai bem mais longe. Teve o cabaré da Marlene, na Padre Cacique, em frente ao Shopping Praia de Belas, onde hoje fica o prédio do TRT. Lembrando que até meados dos anos 60, onde hoje fica o shopping havia uma fileira de eucaliptus e depois a água do Guaíba. Mais conhecido como o Cabaré da Serraria, porque no trecho que levava à casa havia uma, a Marlene tinha um diferencial: para estudante pelado, as mulheres cobravam só meio cachê. Ou “instante”, o vapt-vupt. “Pouso” já eram outros quinhentos. Todas estas casas, para citar apenas algumas, tinham histórias extraordinárias. (continua amanhã)

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  • Nariz entupido

    Publicado por: • 19 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…cavalo sente o cheio da égua no cio”

    Casal de primos caminhava pelo pasto de uma fazenda, no Interior de Minas, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a prima logo perguntou: – Primo, o que é aquilo? – Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!! – Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo? – Aaha!, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô! Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a prima perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta. Mais na frente, lá estava um boi pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio. Foi aí que a prima perguntou: – Ô primo, se eu preguntá uma coisa pr’ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado? – Craro que não, prima! Ocê pode priguntá! – Ocê tá com o nariz tupido???

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  • Esperteza judaica

    Publicado por: • 18 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…não confessavam coisas simples, como pular a cerca”

    Uma das boas histórias que os próprios judeus gostam de contar sobre sua esperteza diz respeito à instituição do sacramento da Confissão da Igreja Católica. Quando surgiu, o pé-rapado não se confessava para o padre. Ou melhor, até podia, mas eram coisas simples, como matar, roubar, pular a cerca, essas coisas. A confissão era quase que uma exclusividade da nobreza. Prelados especialmente escolhidos pelo Vaticano, especialistas em questões estratégicas, financeiras e políticas, eram despachados para ouvir os pecados da turma. Obviamente os nobres não contavam coisas como pular a cerca. Confessavam segredos de Estado, que os preparados padres repassavam para o Papa. Daí que os judeus perderam valiosas informações. Portanto, poder. E e o Vaticano passou a recebê-las e a tê-lo, respectivamente. Informação é poder, etc, etc. O que fizeram os judeus? Inventaram a psicanálise. O sujeito confessava os mesmos segredo de Estado, em 50 minutos e ainda pagava para isso.

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