• As damas da noite

    Publicado por: • 20 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…para estudante pelado, as mulheres cobravam só meio instante”

    A revista Voto está pedindo que colunistas e comunicadores dêem votos para três mulheres gaúchas, expoentes e destaques em atividades empresariais, artísticas, políticas, etc. De brincadeirinha, alguns jornalistas sugeriram que se escolhessem também damas da noite do passado. Míriam, que tinha um cabaré ao lado da Zero Hora, Mônica, que deu nome à mais famosa boate de exportação que o estado já teve (começou na Dom Pedro e terminou no Cristal) e a Carmem, a da rua Olavo Bilac, são nomes que afloram rápido na memória de quem a tem. Teria uma quarta mosqueteira, a Marion, que fundou o Gruta Azul. Antes dele (ou dela), teve o Dragão Verde, na avenida Júlio de Castilhos. A lista das mulheres que comandaram a noite das damas de vida alegre vai bem mais longe. Teve o cabaré da Marlene, na Padre Cacique, em frente ao Shopping Praia de Belas, onde hoje fica o prédio do TRT. Lembrando que até meados dos anos 60, onde hoje fica o shopping havia uma fileira de eucaliptus e depois a água do Guaíba. Mais conhecido como o Cabaré da Serraria, porque no trecho que levava à casa havia uma, a Marlene tinha um diferencial: para estudante pelado, as mulheres cobravam só meio cachê. Ou “instante”, o vapt-vupt. “Pouso” já eram outros quinhentos. Todas estas casas, para citar apenas algumas, tinham histórias extraordinárias. (continua amanhã)

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  • Nariz entupido

    Publicado por: • 19 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…cavalo sente o cheio da égua no cio”

    Casal de primos caminhava pelo pasto de uma fazenda, no Interior de Minas, até que viram um cavalo transando com uma égua, e a prima logo perguntou: – Primo, o que é aquilo? – Eles tão acasalando, sô! A égua tá no cio, o cavalo percebeu isso e tá mandano brasa!!! – Mas como é que o cavalo sabe que ela tá no cio, primo? – Aaha!, é que o cavalo sente o cheiro da égua no cio, sô! Passaram mais adiante, e tinha um bode transando com uma cabra, e a prima perguntou de novo, e o primo deu a mesma resposta. Mais na frente, lá estava um boi pegando uma vaca, e ela tornou a perguntar, e ele deu a mesma resposta: que o boi também sentia o cheiro da vaca no cio. Foi aí que a prima perguntou: – Ô primo, se eu preguntá uma coisa pr’ocê, ocê jura que num vai ficá chatiado? – Craro que não, prima! Ocê pode priguntá! – Ocê tá com o nariz tupido???

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  • Esperteza judaica

    Publicado por: • 18 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…não confessavam coisas simples, como pular a cerca”

    Uma das boas histórias que os próprios judeus gostam de contar sobre sua esperteza diz respeito à instituição do sacramento da Confissão da Igreja Católica. Quando surgiu, o pé-rapado não se confessava para o padre. Ou melhor, até podia, mas eram coisas simples, como matar, roubar, pular a cerca, essas coisas. A confissão era quase que uma exclusividade da nobreza. Prelados especialmente escolhidos pelo Vaticano, especialistas em questões estratégicas, financeiras e políticas, eram despachados para ouvir os pecados da turma. Obviamente os nobres não contavam coisas como pular a cerca. Confessavam segredos de Estado, que os preparados padres repassavam para o Papa. Daí que os judeus perderam valiosas informações. Portanto, poder. E e o Vaticano passou a recebê-las e a tê-lo, respectivamente. Informação é poder, etc, etc. O que fizeram os judeus? Inventaram a psicanálise. O sujeito confessava os mesmos segredo de Estado, em 50 minutos e ainda pagava para isso.

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  • Bonitinhos e ordinários

    Publicado por: • 15 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…mas é no item boca-livre que os enganos são monumentais”.

    Uma das coisas que as pessoas comuns mais invejam nos jornalistas é a possibilidade de viajar, conhecer pessoas VIP e autoridades e, sobretudo, ter o dia-a-dia recheado de bocas-livres. Fortes emoções. Almoços, jantares e coquetéis de primeira linha, dizem os civis. Há controvérsias. Por partes: viajar a serviço é conhecer o hotel e o aeroporto do país visitado; pessoas VIP ou são inacessíveis ou são malas sem alça de primeira grandeza; autoridades idem, sem falar que não se pode mandar os distintos àquela parte quando eles dizem besteira ou enrolam. Fortes emoções são raras, a não ser que ganhar o bilhete azul seja considerada uma. É rotina sempre, ou quase sempre. Mas é no item boca-livre que os enganos são monumentais. Jornalista calejado morre de inveja quando vê alguém comer um prato de feijão, bife e batatinha frita. Para ele, só comida fashion, pratão desse tamanho todo enfeitado mas com porções microscópicas. E sem gosto. Além do que, quando não é pouca, falta. No caso de coquetéis, os veteranos já descobriram que coquetel bom é coquetel de pobre. Tem pastel, coxinha de galinha e croquete em abundância. E não precisa ir de gravata. Coquetel de rico é B.O: bonitinho mas ordinário. E o refrigerante nunca vem gelado. Então não nos inveje, cara-pálida. Você não sabe o que não está perdendo.

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  • A lógica do Bispo

    Publicado por: • 14 fev • Publicado em: A Vida como ela foi

    “…tem que ir a um casamento e abraçar 100 pessoas que nunca viu na vida”.

    Denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do STF sobre o mensalão, o ex-deputado federal Bispo Rodrigues (PL) negou a existência do esquema e se queixou dos “sacrifícios” da vida parlamentar. – Porque ser parlamentar é muito ruim, meritíssimo, é muito ruim. O senhor sacrifica tudo o que o senhor tem. Entra no Congresso de manhã, sai à noite, e não vê o dia passar. Sábado à noite, às vezes tem que ir para um casamento abraçar 100 pessoas que nunca viu na sua vida. E às vezes está em casa, um eleitor seu morreu e você tem que botar um terno e ir lá no enterro. E larga a sua família, sua esposa quer ir ao cinema, e você tem que atender o pedido político. Como dizia aquele antigo bordão de programa humorístico da TV Globo, o macaco tá certo. Na mesma linha, um vereador de Porto Alegre costumava dizer que um político em campanha enfrentava três maldições que, por si só, já o fazia merecer o paraíso. – Vocês pensam – repetia – que é mole agüentar papo e borracho pedindo dinheiro, comer carreteiro de vila e ter cusco de favela mordendo teus calcanhares todo em santo comício?

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