• Das religião

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Caso do Dia

      Não, não é alemão errando a concordância. “Das religião” é como o povo define quem é crente de uma das várias seitas evangélicas que pregam uma moral rígida, como não beber, usar vestes recatadas e fidelidade absoluta ao cônjuge, entre outros rigores.

       O zelador do prédio de um amigo meu recusou uma garrafa de vinho de boa cepa explicando que não podia beber porque era “das religião”. Em papo com a atendente de uma cafeteria, ela me disse que não pensava em casar porque era “das religião.

      Um mecânico que me atendeu há tempos contou que nunca faltou ao trabalho e nem pensava em riscar fora da caixinha porque era “das religião”. Isso posto, e agora fora do âmbito das evangélicas, dá para entender porque militantes de muitos partidos de esquerda não estão nem aí quando suas lideranças são presas e acusadas de malfeitos, mesmo sendo prova provada.

       Eles são “das religião”.

    Publicado por: Nenhum comentário em Das religião

  • O lucro da bodega

    Fernando Albrecht conta onde está o lucro do bodegueiro

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    O dono de um bar perguntou a um conhecido meu se ele sabia o que mais dava lucro no estabelecimento.

      – Coca Cola?

      – Não?

      – Sanduiche? Pastel? Empada?

      – Nada disso. Balinhas e chiclete.

    E contou o seguinte: as balinhas são compradas a granel, aos montes, em fardos. No final das contas, cada uma deve custar menos de um centavo.

    No caixa, o infeliz do consumidor vai pagar uma conta de, digamos, R$ 1,90 e dá uma nota de R$ 2,00. O atendente diz:

      – Estou sem troco. Pode ser uma balinha ou um chiclete?

    Ao final do dia, essas coisinhas de nada representam um lucro extra ao bodegueiro.

    Por essas e por outras que cristalizei a tese que a humanidade se divide em dois tipos: os que nascem para ficar atrás do balcão e os que nascem na frente. E é em tudo, não só na bodega.

    Publicado por: Nenhum comentário em O lucro da bodega

  • Um vice 100% – I 

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Notas

    Olhem essa do colega de JC Marcelo Beledeli: “É bom negócio ser vice-presidente no Brasil. Desde os anos 1940, só metade dos presidentes eleitos concluíram o mandato. O resto foi cumprido pelos vices”.

    Publicado por: Nenhum comentário em Um vice 100% – I 

  • Um vice 100% – II

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Notas

    Isso até me dá uma ideia. Vou sugerir que na reforma política se contemple a possibilidade de alguém se candidatar a vice-presidente, sem cabeça de chapa. Só vice. Chegaria ao final do mandato em 100% dos casos.

    Publicado por: Nenhum comentário em Um vice 100% – II

  • As dúvidas

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Notas

     A sério. Eu também tenho dúvidas se o impeachment é uma boa. Não por temer o Temer e sua capacidade de governar, porque dificilmente alguém pode fazer um governo pior do que ela, mas pelas circunstâncias e pelos efeitos na economia e no dia a dia. Até acho que, experiente que é o atual vice, tem potencial para se sair bem.

    Publicado por: Nenhum comentário em As dúvidas