• Banalidade do mal

    Publicado por: • 28 set • Publicado em: Caso do Dia

    A violência em unidades de saúde não ocorre somente em Porto Alegre. A UPA Canudos, em Novo Hamburgo, teve de ficar fechada nesse sábado (26), por mais de três horas devido ao ataque a tiro e agressões desferidas por uma pessoa que buscava atendimento.

    No Postão da Vila Cruzeiro, em Porto Alegre, os médicos, dentistas e enfermeiros vivem sobressaltados por episódios violentos e tiroteios. Quando não é na entrada, é na saída – ou durante. O Sindicato Médico do RS vem martelando esse assunto há um bocado de tempo e advertindo que não há condições para se trabalhar.

    Na Faixa de Gaza, os tiroteios e a violência não ocorrem todo o dia. Aqui, sim. A Faixa de Gaza vira manchete. Aqui, é assunto corriqueiro. Esta é a banalidade do mal.

    Publicado por: Nenhum comentário em Banalidade do mal

  • O mixuruca

    Fernando-Albrecht-fala-sobre-o-amigo-que-era-assaltado-e-foi-chamado-de-mixuruca-em-seu-blog

    Publicado por: • 28 set • Publicado em: A Vida como ela foi

    O Zeca vivia sendo assaltado, mesmo que naqueles tempos os assaltos se contassem nos dedos. Tinha o que nós chamávamos de carnê de assaltado. Tirou a sorte grande ao contrário. Alguma coisa no seu jeito de caminhar após horas bebericando o uísque Old Eight na mesa um do Bar e Rotisserie Pelotense – era chamada de A Pelotense. Saía do bar e no trajeto até o ponto de táxi na Borges de Medeiros lá vinha o lalau fazer o serviço.

    O Zeca era aposentado de alto cargo público. Depois de perder montões de dinheiro, resolveu sair de casa com pouco. O cartão não era massificado naquela época e nem todos aceitavam cheques, então sempre tinha que ter algum no bolso para despesas.

    Um dia, o Zeca chegou com a cara amassada de sempre para iniciar os trabalhos. Começou a contar a desventura da véspera, tinha sido aliviado do vil metal quando chegou no seu prédio. Nisso entra um sujeito com uma voz grossa que não combinava com sua altura. Olha bem para o Zeca e joga uma carteira de dinheiro na mesa. Brabo, só disse uma frase e se mandou.

    – Ô velhote mixuruca! Só tinha dez pilas nessa tua carteira de bosta!”.

    Talvez o Zeca tenha inspirado a música do imortal Paulo Vanzoloini no Praça Clóvis. Ouça:   

    Publicado por: Nenhum comentário em O mixuruca

  • Recorde de incineração de drogas

    Publicado por: • 28 set • Publicado em: Notas

    A Polícia Civil efetuou, através do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc), a maior incineração de drogas em uma única ação em 20 anos de atividade do departamento. Foram encaminhadas à incineração 4,24 toneladas de drogas – maconha, cocaína e crack. Se queimaram isso tudo, imagino o que foi consumido ao longo desse tempo.

    Publicado por: Nenhum comentário em Recorde de incineração de drogas

  • Queimando fumo

    Publicado por: • 28 set • Publicado em: Notas

    O Denarc não diz onde foram incineradas as drogas, mas normalmente é no alto forno de alguma siderúrgica. Havia um gerente na Band que, ao ler notícias assim, dizia que o dono do incinerador era o único cara do mundo que queimava fumo sem temer consequências.

    Publicado por: Nenhum comentário em Queimando fumo

  •  Promessas vazias

    Fernando-Albrecht-afirma-que-o-efeito-estufa-e-problemas-climáticos-se-devem-ao-desmatamento-da-Floresta-Amazônica-no-seu-blog

    Publicado por: • 28 set • Publicado em: Notas

    A presidente Dilma fez promessas audaciosas na ONU, afirmando que o Brasil vai reduzir as emissões de carbono em 43% até 2030. Enquanto isso, o Brasil perdeu 1,8% das duas florestas só nos únicos dois anos.

    Publicado por: Nenhum comentário em  Promessas vazias