• Um comercial ousado

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: Comerciais

    Parada dura

    Os comerciais de cerveja sempre foram criativos e, ao que eu me lembre, os da Budweiser ​é ​que tomaram a dianteira. Em termos de criatividade, nunca vi que​m​ os superasse, e não havia o mínimo apelo sexual ou de duplo sentido. Esta peça publicitária é bem coisa de cerveja alemã.

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  • Tempos difíceis

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: Caso do Dia

    Um homem morreu ao assaltar um supermercado em Canela, na sexta-feira passada. O assaltante teve um mal súbito na hora H. O comparsa se mandou depois de tentar reanimá-lo, conta o jornalista Miron Neto no seu blog. Deus não joga mas fiscaliza, como dizia Mendes Ribeiro (pai). Às vezes, é bem verdade, às vezes.

    Do jeito que as coisas andam nestes tempos de vaca não reconhecer bezerro, eu não me surpreenderia se a família do indigitado assaltante entrasse com um processo contra o supermercado alegando condições insalubres para se fazer um crime. Ou ação de assédio moral que estressou o pobre meliante de tal forma que ele enfartou e voou para as Eternas Pradarias contra sua vontade.

    Parece até que estou ouvindo o brado do cúmplice “mas onde é que vamos parar?”  

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  • Zero a zero, bola ao centro

    Fernando-Albrecht-fala-sobreocoisas-erradas-feitas-no-passado-em-A-VIDA-COMO-ELA-FOI

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: A Vida como ela foi

    – Eu roubei muitos livros de um livreiro que estava mal das pernas quando era garoto – falou o cara sentado junto ao balcão do bar. Mas estou em paz com minha consciência.

    O plateia que beberica cerveja ficou em silêncio, quebrado pouco depois por alguém sentado em uma mesa próxima.

    – Eu fiz coisa muito pior. Quando ajudava meu tio no armazém, tirei dinheiro do caixa várias vezes. Também não tenho remorsos. Nada grande, é verdade, mas sabem como é, de grão em grão…

    Por algum tempo só se ouviu o ruído do compressor do refrigerador.

    – Já que vocês estão abrindo o jogo – falou um terceiro freguês – eu também fiz coisa ruim no passado. Hoje, estou em paz com meu eu interior, mas assaltei uma velhinha e tirei toda a aposentadoria dela. Pior é que a machuquei feio, ela gritava de dor.

    Essa de “meu eu interior” era novidade no bar. Alguém entrou na toalete e saiu algum tempo depois. E falou.

    – Para dizer a verdade, eu também fiz coisa da pesada. Quis dar um susto no vizinho que implicava com meu cachorro e botei fogo no chalé dele. Queimou tudo, móveis, eletrodomésticos, não sobrou nada. Dormi mal por algumas noites, mas depois fiquei de bem comigo mesmo.

    Lá no fundo do bar um freguês novo pegou a palavra.

    – Caras, eu não entendo mais nada. Eu era piá de colégio e colei a prova de matemática. O professor desconfiou e me perguntou se eu não havia colado, eu disse que não. E por isso estou se dormir até hoje. Como vocês podem estar em paz com as atrocidades que fizeram?

    Falou o que espancou a velhinha.

    – Ué! Todos nós nos confessamos ao padre e nos arrependemos dos nossos pecados. Custou 20 ave-maria.

    – E eu tive que rezar o rosário durante uma semana – explicou o que botou fogo na casa. E o padre me deu um sermão daqueles, mas depois me absolveu. Então qual a surpresa? Você não é católico?

    – Não. Sou luterano. Para a moral calvinista o pecado maior é a mentira. E não temos essa de absolvição e ficar em paz. Mas não temos mesmo.

    Fez-se novamente um grande silêncio, quebrado apenas pela buzina insistente de um carro na rua. Desta vez, quem falou foi o dono do bar.

    – É por isso que essa cultura católica é ruim. Matou, confessou para o padre, cumpriu a penitência, zero a zero e bola ao centro.

    Ninguém mais falou. O único barulho era de mais cervejas sendo abertas.

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  • Natal assexuado 

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: Notas

    O rol dos aniversariantes do mês apresenta algumas curiosidades. Setembro é o mês em que menos gente está de cumpleaños no Jornal do Comércio, e isso sempre me chamou atenção em anos passados. Pensei que era uma coincidência e comecei a checar outras empresas. Pelo menos nas que observei, também foram poucos os aniversariantes deste mês. Pode até ser uma ultracoincidência, mas dá para tirar uma conclusão: final de dezembro é período em que os casais transam menos.

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  • Os desligados cariocas

    Publicado por: • 22 set • Publicado em: Notas

    O comportamento sexual do brasileiro nem sempre corresponde à nossa fama de fogosos. Sempre fui um atento observador destas coisas, desde aquela gabolice da juventude de atingir um rosário de orgasmos. Falo dos homens, bem entendido, porque, com as mulheres, é outro papo.

    Fiquei mais cismado ainda com uma pesquisa feita na metade dos anos 1980 no Rio de Janeiro. O trabalho consistia em verificar os horários com maior número de televisores ligados e desligados nos bairros cariocas. Pode ter sido o Ibope ou o Gallup, não recordo bem.

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