• Bom, mas…

    Publicado por: • 11 dez • Publicado em: Notas

    Ontem finalmente gostei de uma dessas comidinhas metidas. Era um risoto de-não-sei-que com um medalhão de filé com um tempero de-não-sei-de-onde-nem-de-que muito bom. O único senão é que o filé era peso-pena. Uma hora, senhora passou apressada do meu lado e o filezinho quase voou do prato.

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  • Por falar em risoto…

    Publicado por: • 11 dez • Publicado em: Notas

    …assim como, em épocas passadas, o fricassê de galinha e, bem mais atrás, o estrogonofe (imagina, o casamento foi tão chique que tinha até estrogonofe!), agora todo almoço de entidade ou alguma atividade que reúna a imprensa tem risoto. Pelo menos na sobremesa o reinado do petit gateau parece estar nos estertores. Mas atenção: às vezes eles voltam.

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  • Os ovos

    Publicado por: • 11 dez • Publicado em: A Vida como ela foi

    E tem aquela história do pesquisador que foi no interior dos interiores para entrevistar as famílias mais pobres do Estado. Encontrou uma morando num casebre tão miserável que o teto era de jornal. Então começou a encher seu relatório com o chefe de família.

    – Quanto você ganha por mês?

    – Meio salário mínimo.

    – Dependentes?

    O cara coça a cabeça e bota a perna em cima da cerca. A calça esfarrapada não esconde “as vergonha”.

    – Tem minha mulher, seis fio, minha sogra e meu pai.

    Neste preciso instante, um dos filhos chega e alerta o pai.

    – Pai, estão aparecendo seus testículos!

    Admirado, o pesquisador tirou o chapéu.

    – Meus parabéns, pobre como é, sustenta oito pessoas e ainda dá cultura para os filhos, que não diz ovos e sim testículos.

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    Deus é humorista.

    • Otto Lara Resende •

  • Das religião

    Publicado por: • 10 dez • Publicado em: Caso do Dia

      Não, não é alemão errando a concordância. “Das religião” é como o povo define quem é crente de uma das várias seitas evangélicas que pregam uma moral rígida, como não beber, usar vestes recatadas e fidelidade absoluta ao cônjuge, entre outros rigores.

       O zelador do prédio de um amigo meu recusou uma garrafa de vinho de boa cepa explicando que não podia beber porque era “das religião”. Em papo com a atendente de uma cafeteria, ela me disse que não pensava em casar porque era “das religião.

      Um mecânico que me atendeu há tempos contou que nunca faltou ao trabalho e nem pensava em riscar fora da caixinha porque era “das religião”. Isso posto, e agora fora do âmbito das evangélicas, dá para entender porque militantes de muitos partidos de esquerda não estão nem aí quando suas lideranças são presas e acusadas de malfeitos, mesmo sendo prova provada.

       Eles são “das religião”.

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