• O gibi do banheiro

    Fernando Albrecht fala sobre os idosos que antes liam playboy e hoje só leem gibis

    Publicado por: • 15 out • Publicado em: Caso do Dia

      Houve tempo em que anúncio de revista informando que vai publicar foto de mulher pelada é que gerava grande repercussão. Hoje, o que repercute é uma revista informando que vai parar de publicar foto de mulher pelada. Acho que nem a Playboy previu isso. Então eu observei que a faixa dos mais indignados era dos 40 anos para cima. Claro, a gurizada não lê mais nem revista de mulher pelada.

      O interessante é que os leitores casados ou os que não queriam passar recibo diziam que a compravam por causa das entrevistas e matérias, normalmente interessantes. Me engana que eu gosto. Seja como for, foto de mulher pelada não excita mais nem morador de seminário.

      Mas é para ver como caminha a humanidade. Quando se era criança, levava-se gibi para ler no banheiro; quando se chegava e passava da adolescência, carregava-se a Playboy. Passam-se os anos, e o que fazem os velhotes? Voltam a levar gibi para o banheiro.

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  • O precoce

    Publicado por: • 15 out • Publicado em: A Vida como ela foi

       O fedelho era um diabo tão precoce que a professora chamou os pais e deu um ultimato: ou eles levavam o guri para um psicólogo ou ele seria expulso da escola. Bolinava as gurias, metia a mão nos peitos delas, juntou a mesada para pagar uma garota de programa, aventura que não se completou quando ela viu que ele era dente-de-leite.

      Então levaram o piá para um vizinho metido a psicólogo. Na realidade, nem prático-licenciado era. Depois de muita conversa, resolveu curá-lo pela terapia das cores. Tirou um grande livro da prateleira, abriu a primeira página. Toda branca, não havia nem figura nem texto.

        – O que o branco te sugere, meu filho?

      – Uma noiva. Virgem mas com um tesão do peru. E eu ali, levantando o vestido, depois…

        – Chega!

       Abriu a segunda página. Toda em preto e nada mais.

        – E preto, guri, o que te faz sentir?

        – Que demais! Uma viúva, boa pra caramba, carente pra car…

        – Para com isso! E esta outra página toda em verde, sugere o que seu moleque?

       – Grama. Eu comendo minha priminha na grama, ela gemendo, pedindo que eu enfiasse o…

        – Chega, seu bostinha. E esta outra página em azul?

        – A piscina do tio Zeca. Quando viaja com a tia, deixa a empregada boazuda sozinha. Então eu a pego e convido para nadar pelado, aí ela topa, então eu…

        O vizinho o encara por um longo tempo. Então fecha o livro com estrondo, joga-o no chão e termina com a sessão.

      – Olha aqui, seu depravado, some daqui! Não tem jeito,  seu ordinário! Vou falar pro teu pai que tu não tem conserto. Te manda!

         É a vez do Joãozinho encará-lo. Então, ele aponta o livro no chão e fala:

        – Tá certo, seu Zeca, eu vou. Mas o senhor pode me dar esse livrinho de putaria?

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  • Lula pedalada

    Publicado por: • 15 out • Publicado em: Notas

      Em uma reunião com a CUT, o ex-presidente Lula finalmente admitiu que houve sim pedaladas, mas, como sempre a esquerda não pode viver sem um “mas…”. Mas não foram pedaladas fiscais, foram pedaladas sociais, disse ele. Se ele fizesse um concurso para gestor público e dissesse isso não seria admitido nem como porteiro.

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  • O mundo gira

    Publicado por: • 15 out • Publicado em: Notas

       O mundo corporativo precisa se reinventar na sua comunicação. Inclui as assessorias de imprensa próprias ou terceirizadas. Em tempos críticos como o que estamos vivendo e ainda viveremos, não dá mais para ficar mandando releases chochos e vazios embora cheios de palavrinhas. A linguagem é medonha.

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  • A porca da roda

    Publicado por: • 15 out • Publicado em: Notas

      O release é consequência de uma ação e não a ação. Ele é a porca que prende a roda. Eu nunca consegui entender como é que os empresários buscam as assessorias mais baratas e acham que isso resolve. O barato sai caro. A culpa não é delas. A culpa é de quem as contrata.

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