• O urubu do barraco

    Fernando Albrecht conta o causo do urubu e o barraco em A Vida Como Ela Foi - na imagem, urubu sobrevoando

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    Os herdeiros do arquiteto Oscar Niemeyer, falecido aos 103 anos de idade, estão brigando pela herança. Que é quase nula. Durante os últimos anos, segundo o UOL, Niemeyer pagava cerca de R$ 200 mil mensais de mesada a familiares até da terceira geração. Óbvio que, na casa que não tem pão, todos brigam e ninguém tem razão.

    Há alguns anos, eu engraxava os sapatos, na Praça da Alfândega, quando o colega do meu engraxate contava um caso triste. Ele morava com o pai em um barraco no bairro Teresópolis. Mal e mal acomodava todo mundo. Um dia o pai morre.

     Os filhos então pensaram em vender o humilde tugúrio para rachar os poucos caraminguás. Apareceu um interessado, que queria pagar, em valores de hoje, em torno de R$ 8 mil. Feito o rachid, dava R$ 2 mil para cada. É o que vida lhes oferecia, então melhor dois que nada. E deu nada. Quando a venda estava prestes a ser concretizada, apareceu um irmão de quem eles nunca tinham ouvido falar, mas cuja história era verossímil. Tiveram que dar a parte dele.

      Causo contado, os dois ficaram quietos. O que engraxava os meus sapatos olhou para mim.

      – O senhor ouviu, né, doutor? É pra ver que urubu não voa só em cima de defunto rico, urubu avoa também em cima dos defunto pobre…

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  • Os anos 80

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: Notas

      O fotógrafo Floriano Bortoluzzi foi um dos tantos parceiros que tive na reportagem policial da Zero Hora de 1968 e 1969. Na sexta-feira, ele me alcançou um dos primeiros números (de 1981) da revista Imagem News, que edita até hoje. Um espetáculo rever caras e nomes do mundo fashion de Porto Alegre que frequentavam os points da cidade.

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  • O encanto do passado

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: Notas

    Publicações antigas sempre me encantam. Registrei a beleza de algumas mulheres, homens e casais que conheço desde aquele tempo, alguns quase irreconhecíveis. Como era verde nosso vale. Sobrenomes ilustres no passado que perderam ou gastaram toda a fortuna, belezas que fugiram dos rostos pela idade e pelo sol em excesso, rugas ambulantes hoje.

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  • O seu Helinho

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: Notas

      Gostei das entrevistas com gente da noite e do dia da revista. Uma delas foi o Hélio Wolfrid, que era um empreendedor nato. Acho que foi ele quem inaugurou a moda de pintar muros com o logotipo da sua loja de confecções, uma bandeira da Inglaterra. Isso no início dos anos 1970. Helinho era diretor da ADVB naquele tempo.

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  • Usina de exportação

    Publicado por: • 19 out • Publicado em: Notas

      Na entrevista, ele contou que estava lutando para que a Usina do Gasômetro abrigasse uma mostra de produtos de exportação gaúchos, o que hoje chamaríamos de showroom. Olha, era e ainda é uma bela ideia. Talvez não no Gasômetro, porque ele agora está ocupado, mas em um dos armazéns do revitalizado Cais Mauá.

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