• Projeção Oswald de Souza

    Publicado por: • 13 nov • Publicado em: Caso do Dia

       No tempo em que a Loteca reinava soberana entre as poucas Loterias da Caixa, anos 70 e 80, todos os domingos à noite no Fantástico o matemático Oswald de Souza fazia projeções de quantos acertariam os 13 pontos do concurso. Não raro, a margem era elástica, por exemplo previa que entre 10 e 100 apostadores levariam a bolada.

      Não é de hoje que vários institutos oficiais praticam a matemática de Oswald. Por exemplo, as vendas do varejo caíram 6,2% em setembro. As projeções dos doutores variavam entre declínio de 3,2% a 8,2%. Sabendo-se que cada ponto percentual representa centenas de milhões, até eu sou vidente.

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  • Os bolinhos de feijoada

    Publicado por: • 13 nov • Publicado em: A Vida como ela foi

       Em roda de amigos de juventude, em churrascaria comentávamos sobre como fazem falta os bar-chopes que vicejavam em Porto Alegre até o final dos anos 1970. O que os matou? No parking, no business, além de mudanças de cultura de entretenimento. Falamos sobre os cardápios, normalmente reduzidos, normalmente sanduíches abertos, almôndegas, filés. Mas todos tinham uma especialidade. Para ficar só em um, nunca mais se comeu um bolinho de peixe à milanesa com molho remolhado como no Bob’s, da Cristóvão Colombo, 36.

      Foi aí que entrou o bolinho de feijoada. O Cláudio, que parece estar com o burro na sombra, contou que passou uma temporada no Rio de Janeiro só curtindo os bares. Falou com tanto entusiasmo dos bolinhos de feijoada (não é acarajé nem o japonês, é feijoada brasileira), que trocaria a picanha na minha frente por um só mísero exemplar dessa fritura.

      De fato, há muitos anos comi um desses bolinhos, tira-gosto de um restaurante em Copacabana cujo nome me escapa. Era bom mesmo, de verdade. E a história do Cláudio trouxe à baila um velho tema meu, como a culinária gaúcha e seus artífices não viajam com olhos de trazer novidades para seus estabelecimentos.

      Por volta de 2000, em Lisboa, no lançamento da Zaffira da GM, eu e o Rogério Mendelski entramos numa pequena loja de doces e quase não saímos mais, de tanta coisa que nós não conhecíamos. Nem as confeitarias de Pelotas, ao que eu saiba. Se eu tivesse vocação de ficar atrás no balcão, pegava um avião da TAP e voltaria com pelo menos uma dúzia de doces portugueses que nós nunca provamos aqui. O passo seguinte seria produzi-los aqui.

      Como não tenho esse dom, vou ter que me resignar com que as casas oferecem.

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  • Retratos na pedra

    Publicado por: • 13 nov • Publicado em: Notas

    Fernando Albrecht divulga arte de Victor Petrik, que cria retratos em pedra preciosa. O mais recente foi o presidente russo Vladimir Putin. Um cientista russo criou uma nova forma de arte – e de presentear alguém – que pode virar febre mundial. Victor Petrik, um dos mais misteriosos cientistas de nosso tempo e autor de quatro descobertas cientificas, cria retratos em pedra preciosa. O mais recente foi o presidente russo Vladimir Putin.

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  • Retrato na pedra II

    Publicado por: • 13 nov • Publicado em: Notas

      Basicamente, são imagens em 3D com ricas variedades de sobretons sobre pedras preciosas com diferentes níveis de pureza, incluindo diamantes. No caso, Putin pode ser visto eternamente (enquanto dure). E esse russo está ganhando rios de dinheiro, porque a tecnologia é exclusiva. Petrik usa até psicólogos na hora da formação da imagem para captar a essência do retratado.

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  • Os raios eternos

    Publicado por: • 13 nov • Publicado em: Notas

      Tem um ingrediente de puxa-saquismo nessa história. Vejam o que ele falou sobre o retratado: “Milhões de anos se passarão, tudo será destruído, mas o retrato do presidente da Rússia, em safira, brilhará nos raios do sol eterno”. Menos, doutor Petrik, menos.

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