• O último dos moicanos

    Publicado por: • 8 out • Publicado em: Caso do Dia

    Contei na página 3 do Jornal do Comércio o caso de um leitor que quis pagar antecipadamente uma conta que venceria dia 15 porque ia viajar. Com a greve dos bancários, não queria correr riscos. Para sua surpresa, a empresa não aceitou. “Só recebemos contas vencidas”, disse uma atendente com o indefectível aparelho ortodôntico brilhando mais que a estrela de Belém. Sugeriu que tentasse nos bancos ou pela internet.

    Empresa que não quer receber dinheiro era novidade para mim. O que não é novidade é atendente não saber da greve. A internet, bem, todo mundo usa a internet, disseram ela e um bancário que comentou o meu comentário.

    A internet. Eu me sinto como o último dos moicanos, título de um livro de James Fenimore Cooper sobre a extinção de uma tribo norte-americana, uma das obras que embalou minha juventude. Não, não vou chorar nem lamentar, apenas registro como eu e uma multidão nos sentimos.

    O que eu lamento é o despreparo do universo dos e das atendentes, a turma que atende ao cliente e que deveria saber do negócio vende ou explica mais que o gerentão da área. Estamos fazendo tudo errado e a turma do meio é a prova. Mesma coisa dos produtores de rádio. Eles deveriam ser mais preparados que os comentaristas ou âncoras, um profissional pronto. O que fazem nossos ilustres gestores? Colocam estagiários.

    A humanidade costumava dar dois passos para a frente e um para trás, a tentativa e erro. Hoje estamos dando dois para trás e, às vezes, nenhum para a frente. Dadas as circunstâncias e a educação miserável que proporcionam a esse povo, um empate já seria bom.

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  • O Cabanheiro de Abelha

    Publicado por: • 8 out • Publicado em: A Vida como ela foi

    O jornalista Waldoar Teixeira terminou sua viagem. Desembarcou no porto, levado por um AVC aos 66 anos. Não seguiu viagem nessa nau insensata que nos leva a todos, mais cedo ou mais tarde, a um desembarque como o do Rajá, esse o apelido do santanense. Trabalhos juntos em vários jornais, não éramos amigos desses do peito, mas nos dávamos muito bem, éramos conhecidos com um pé na amizade. Mas, como já disse alguém, depois dos 60 anos todo contemporâneo se torna um amigo porque vivemos os mesmos tempos. E foram os anos bons.

    O Rajá. Quando editou Economia no Jornal do Comércio, no final dos anos 1990, dávamos boas risadas quando a redação se reunia para um jantar ou churrasco. Como um dos seus hobbys era produzir mel em sua chácara – melhor dizendo, as abelhas produziam o mel – o apelidei de Cabanheiro de Abelha.

    É dele uma frase que me marcou profundamente, proferida em um jantar. Falávamos de como a vida útil de um jornalista é curta, apesar de ficarmos cada vez mais experientes com o passar do tempo. Isso nunca comoveu a patronagem. Então o Waldoar se virou para mim e disse com um olhar tristonho:

    – Quando a gente aprende a escrever, nos aposentam.

    Essa é a tragédia da minha profissão.

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  • Presente aos gaúchos

    Fernando Albrecht divulga ação da Celulose Riograndense de apoio à digitalização do acervo do Jornal-Correio do Povo no blog

    Publicado por: • 8 out • Publicado em: Notas

    A Celulose Riograndense, de Guaíba, é parceira e está presente na preservação da história do povo gaúcho e brasileiro. Com o aniversário dos 120 anos do Correio do Povo, a empresa entendeu importância da preservação desta história e a necessidade de facilitar o acesso das novas e futuras gerações a este valioso acervo documental. Optou por apoiar a digitalização do volumoso arquivo de jornais do Correio do Povo.

    “Teremos, aqui no Rio Grande do Sul, um dos maiores acervos digitalizados do Brasil, comparado somente ao do jornal Estadão, de São Paulo”, defende o presidente da CR, Walter Lidio Nunes.

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  • Dor de cabeça

    Publicado por: • 8 out • Publicado em: Notas

    A decisão do Tribunal Superior Eleitoral em aprovar o início das investigações das verbas de campanha da presidente Dilma e do seu vice Michel Temer é, disparado, a maior dor de cabeça que ela terá. Pode anular a eleição.

    Não precisa mandar para o Congresso nem nada, como no caso do TCU, é direto da fonte. O tribunal tem competência para anular a eleição, garante o jurista Ives Gandra Martins, solidamente ancorado em uma observação: se não pudesse, perderia a função.

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  • Propaganda enganosa

    Publicado por: • 8 out • Publicado em: Notas

    A Câmara Federal repetiu a dose de terça-feira e adiou, mais uma vez, a apreciação dos vetos presidenciais. Compareceram apenas 223 dos 513 deputados. É uma coisa de louco como o Governo consegue ser tão bisonho a ponto de acreditar que acreditaram na propaganda enganosa das lideranças partidárias. Se é que foram as lideranças.

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