Orfandade rodoviária

5 jul • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Orfandade rodoviária

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Desde ontem, a Free Way não está mais sendo operada pela Triunfo Concepa, Deus nos livre e guarde. A bola está com o DNIT. Era a única rodovia no Rio Grande do Sul que não recebia beicinho dos usuários. Quero só ver como será daqui para a frente. A primeira constatação é de que a Free Way precisa de R$ 40 milhões já. E o governo não tem dinheiro.

Foto: Divulgação

Azar o nosso

Tem coisas nesse estado que sai da frente. E nem dá para dizer que a culpa foi do governo gaúcho, um mero espectador do imbróglio que dura mais de ano.

Pernas-de-pau

Mas falta alguém em Nuremberg. Onde estavam a bancada federal gaúcha e a própria Assembleia Legislativa que não pegou esse pião na unha? Para criar dias e efemérides eles são craques, para montar em cavalo de interesse público são pernas-de-pau.

Os 15 de sempre

Se tem uma frase definitiva, um conceito praticamente, é a proferida pelo artista plástico Andy Warhol, que todo mundo teria seus 15 minutos de fama. Podem não ser 15, podem ser até 15 segundos, mas é o conceito – já adianto para evitar os chatos que pensam com relógio. Os miudeiros, enfim.

Voltando à vaca fria

Uma das mais corriqueiras ilustrações para a frase de Warhol começa na política, passa pelas reportagens de rua da TV e termina na Copa do Mundo. Cada vez que um repórter mostra uma cena da cidade, festa ou seja lá o que for, lá está o papagaio de pirata fazendo graçolas ao lado do jornalista. Na política, lá está quem ninguém conhece ao lado do entrevistado. Na Copa do Mundo, o sujeito que dá um jeito de se postar junto aos entrevistadores.

Só que…

Grande bosta. Amanhã ninguém se lembrará mais deles. Nem seus filhos e netos, depois de ver as imagens duas ou três vezes. “Pô, lá vem o vô com aquela chatice dele aparecer na TV…”

Fedeu

Remake do filme Brinquedo Assassino, do boneco Chucky, o imperdoável. Que falta de bons roteiristas. É pavor a granel, carros capotando ou pegando fogo e atores dizendo fuck you. Lembro agora que não se fala mais “chit” nos filmes de Hollywood. Foi moda nos anos 1990. Enjoaram. Em compensação, os filmes de hoje são quase todos B, mas o B de bosta.

Viagem

O americano abrasileirado e acariocado Mangabeira Unger, que chegou a ser candidato a guru do Brizola, disse que o DEM é de esquerda, mais até que o PSDB. Botaram alguma coisa na comida dele. Viveu algum tempo nos EUA e fala com sotaque americano até hoje, embora seja brasileiríssimo. Chegou a ter seus 15 minutos nos anos 1990.

A necessidade de consenso

As Jornadas Brasileiras de Relações do Trabalho, realizada na noite de terça-feira passada, na cidade de Uruguaiana (RS), apresentou as mudanças ocorridas na Consolidação das Leis do Trabalho, após a nova lei trabalhista. Abrindo o evento, o ex-ministro do Trabalho e presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público (CTASP), da Câmara Federal, Ronaldo Nogueira, salientou a importância de todos conhecerem os avanços e mudanças da lei. Ele enfatizou que, num país como o Brasil, com tantas possibilidades, “é impraticável que continue com tanta miséria do povo”. Para ele, todos têm que trabalhar de forma conjunta para criar um consenso e mudar essa situação. “Não dá para continuarmos debatendo teses, sem chegar a um consenso e alterar esse quadro”, concluiu Ronaldo Nogueira.

Força às negociações

O Ministro Márcio Eurico Vitral Amaro, do Tribunal Superior do Trabalho, palestrou sobre as mudanças nas relações do trabalho. Para ele é preciso aperfeiçoar a lei. “O que mais chamou a atenção hoje, sobre o que fez a nova Lei, foi garantir uma maior força das negociações coletivas. Isso é bom para o trabalhador e bom para a justiça”, dissertou o ministro. Nesta edição, estiveram presentes o secretário de Desenvolvimento do município, Aerton Rogério Roos Auzani, representando o Prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello; o Presidente da Câmara de Vereadores de Uruguaiana, Carlos Alberto Davi; a Juíza da Justiça do Trabalho de Uruguaiana, Laura Antunes de Souza, e o Diretor da Unipampa, Marcus Vinicius Morini Querol; Presidente da Associação Comercial e Industrial de Uruguaiana, Luís Oscar Kessler, entre outras autoridades.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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