Onde é a primeira?

5 ago • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Onde é a primeira?

Nos meus tempos de aeroclube havia uma piada recorrente, a do capiau que sentou no cockpit de um jato e perguntou onde ficava a primeira. Pois tem muita autoridade fazendo a mesma pergunta. A ideia de abrir primeiro as indústrias de Porto Alegre por duas semanas  para fechar 15 dias depois e assim sucessivamente, merece o Prêmio Nobel da Marcha Ré. Como se fosse apenas ligar e desligar a chave de luz do quarto.

www.canoas.rs.gov.br/coronavírus

ME BELISCA!

Mas parece que era bode na sala. Só que a catinga ficou. Um empresário que ouviu a proposta se beliscou para ver se estava acordado.

TRICAS E FUTRICAS

Os jornalões dedicaram parte das manchetes dos últimos dias para analisar as tricas e futricas da sucessão da Mesa na Câmara dos Deputados. Digam uma coisa: quanta gente está interessada na disputa de poder de suas excelências? Em alguns jornais até o necrológio está desinteressante. E olha que morre gente pra caramba.

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PROVÍRUS

Quando surgiu o Proálcool, no final dos anos 1970 início dos 80, a indústria automobilística encomendou uma campanha para enfrentar a resistência dos proprietários de automóveis à nova bebida dos motores. O mote era “Carro a álcool, você ainda vai ter um” . Soava mais como ameaça que aviso de resignação. Passados 40 anos, o mantra pode ser aplicado às presentes circunstâncias: Coronavírus, você ainda vai ter um.

NA BERLINDA

Em condições normais de temperatura e pressão, os problemas de saúde do Papa Francisco estariam na capa de todos os jornais e espaços nobres da TV. Mas como as redações estão mais magras do que modelo com bulimia, a dolorosa erisipela que afeta o rosto do papa quase passa em branco. O que leva a outra questão.

DESERTO DE INFORMAÇÕES

Não há número preciso de jornais do interior que pararam de circular, cada um com papel importante para as comunidades e também como abastecedores de jornais das respectivas capitais. Estes, por sua vez, também estão subnutridos de profissionais. Suas antenas perderam a sensibilidade de captação.

VIAJANDO NO ESCURO

Resumindo, não sabemos mais o que realmente está acontecendo no Brasil afora informações relacionadas ao vírus e consequências macroeconômicas . E olhe lá. Então se antes da pandemia já não contávamos a história como ela é, agora vivemos o deserto da informação.

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