O varejão do Clóvis

11 set • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em O varejão do Clóvis

tramontina

Varejão no bom sentido. O Grupo Tramontina inaugurou ontem, em Carlos Barbosa (RS), sua T factory store, loja-conceito na cidade onde tudo começou há 107 anos. Clóvis Tramontina lambe sua cria de R$ 30 milhões, que no seu ventre disponibiliza 10 mil itens. A empresa do seu Clóvis possui 13 destes centros e dez fábricas. Não há lar ou cozinha que não tenha alguma vez usado um produto da Tramontina.

O Signo dos 4

Escrevi na página 3 do Jornal do Comércio uma nota com o título acima sobre o assunto, também livro que Arthur Donan Doyle escreveu para Sherlock Holmes. Pode também ser chamada para a história do atentado contra Jair Bolsonaro perpetrado por Adélio Bispo Oliveira. Como é que alguém que vive de bicos eventuais consegue ter quatro celulares e também quatro advogados para defendê-lo é um mistério.

O milagre

Os advogados teriam sido contratados por uma Igreja de Minas Gerais, que nega seu envolvimento. Talvez estejamos na frente de um milagre da multiplicação de celulares e advogados, tal como Jesus Cristo operou o milagre da multiplicação dos pães e peixes. Obra divina reforçada porque Bispo vivia de empregos eventuais, portanto, era homem de baixa renda. Então, tudo a ver.

DEVE TER FOTOS/REPRODUÇÃO DE CAPA DE JORNAIS COM O CARLOS LACERDA COM PÉ ENGESSADO SENDO CARREGADO

Mar de lama

lacerdaFalar em atentados, o mais famoso da história do Brasil ocorreu em 1954, ação radical que visou o assassinato do jornalista e político Carlos Lacerda, ocorrida na madrugada do dia 5 de agosto de 1954, em frente à sua residência, no número 180, da rua Tonelero, em Copacabana, Rio de Janeiro.

O tiro que matou o guarda

Culminou na morte do major-aviador Rubens Florentino Vaz e no ferimento do guarda municipal Sálvio Romeiro. O Governo Vargas rateava, falava-se em um Mar de Lama em que ele estava mergulhado. Começou aí a derrocada fina do presidente da República Getúlio Vargas, levando-o ao suicídio, 19 dias depois. Brigar com Carlos Lacerda nunca foi uma boa ideia.

Eles nunca sabem

Tal como hoje, os governantes nunca sabem. Saquearam estatais na ordem de bilhões de reais e eles não sabem. Quem sabe, não queriam saber. No caso de Getúlio Vargas, a TV Cultura apresentou uma série de programas sobre a trajetória do Pai dos Pobres, desde a Revolução de 1930 até sua morte. A ditadura do Estado Novo (1937-1945) cometeu atrocidades comuns a ditaduras do terceiro mundo. O Chefe de Polícia, Felinto Müller, obviamente agia de forma a dar ao patrão “eu não sabia”.

E nem querem saber

Curioso como esse período tenebroso da nossa história não seja ensinado nas escolas. Os presos políticos eram torturados de todas as formas, como arrancar dentes, arrancar unhas, entre outros “interrogatórios” radicais. E o Anjo Negro, Gregório Fortunato, guarda-costas de Getúlio, movia-se livremente, e seria dele a ordem de matar Lacerda.                      

Efeito sonoro

A 99, empresa de mobilidade urbana que está bem esperta no mercado gaúcho disputando o mesmo público do Uber, integra a gigante chinesa DiDi Chuxing. Ontem ela disponibilizou a ação “Vai e Volta 99”, que dará desconto por geolocalização em estações de ônibus e trem na Região Metropolitana de Porto Alegre. Eu gostei é da sonoridade da dona, Didi Chuxing, didichuxinbg, didichuxingue como dia o ex-governador Alceu Collares.

Jornal do Comércio

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Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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