O troco

22 dez • A Vida como ela foiNenhum comentário em O troco

Zero Hora, 1969. Eu e o fotógrafo Maurecy Santos, o Santinho, pegamos a caminhonete para dar uma geral nas delegacias, HPS, DPJ, essas coisas comuns à reportagem policial. Quando a Rural Willys encostou, notamos que o motorista era novo. Ele saiu e educadamente nos cumprimentou.

– Prazer, meu nome é Luismar.

E o Santinho, que não perdia vaza para fazer molecagem.

– Nome esquisito. Pelo menos não é Luísrio hahaha…

O motora nem piscou. Imperturbável, devolveu:

– Como é mesmo o seu nome, que não peguei direito?

– É Maurecy, mas todos me conhecem por Santinho.

– Santinho, é? E em qual igreja o senhor tem estátua?

O Santinho engoliu em seco. A banca paga e a banca recebe.

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