O salsicha

20 abr • A Vida como ela foiNenhum comentário em O salsicha

O sábio reunificador da Alemanha Otto von Bismarck já dizia que ao povo não convém saber como se fazem leis e salsichas. Razão tinha ele, como falava o bom velhinho da Guerra nas Estrelas. E vale até hoje. Para os dois. Como eu gosto  muito de salsichas, certa vez, conferi a fabricação, mas só no estágio final, quando se adiciona corante e gelo em escamas para dar liga. Antes, não sei.

O fato é que há salsichas e salsichas. E aqui temos poucas opções de marcas, diferentemente, de São Paulo. Eu gosto da Ceratti, salsicha longa. Mas minha filha Fabíola me disse que, com carne suína, só podemos confiar nas tipo Franfurt e Viena. De fato, você nota no gosto. Fora estas, muitas marcas sem marca, digamos assim, de menor expressão, colocam mais lecitina de soja que carne propriamente dita, um milagre da química fina suíça.

No passado, eu fazia uma pegadinha com os incautos. Com o ar mais sério do meu arsenal, contava que a salsicha tipo Franfurt só era encontrável em Viena e vice-versa. Muita gente boa acreditava devido à minha origem – meu pai veio da Alemanha para o Brasil em 1920. Enfim, nascer no Brasil mesmo com pai alemão e mãe descendente de alemães sempre tem um risco de sacanagem. É alguma coisa que botam na água, creio.

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