O pensar maldito

7 fev • Caso do DiaNenhum comentário em O pensar maldito

 O leitor Romeu Kerber manda um artigo fascinante sobre as teorias de dois pesquisadores americanos. Em resumo, as criança nascem criativas e inteligentes, mas a escola os torna medíocres, processo que teria começado da Revolução Industrial no século XIX com a invenção do tear. Em princípio, posso até concordar que os currículos são um brete e o processo é assim para o bem das indústrias e a economia como um tudo.

 George Land e Beth Jarman foram comissionados pela NASA para ajudar a agência espacial a identificar e desenvolver talentos criativos. Os dois ficaram encarregados de pesquisar crianças na escola na tentativa de identificar as criativas, as quais a agência poderia escolher para ajudar com seus muitos produtos. Em uma recente teleconferência, Land descreveu as descobertas surpreendentes de sua equipe no sistema educacional, que são nada menos que chocante.

 Parece que os alunos americanos perdem a capacidade de pensar de forma criativa ao longo do tempo. À medida que os alunos entram em sua jornada educacional, eles retêm a maioria de suas habilidades para pensar de forma criativa. Em outras palavras, crianças nascem com gênio criativo.

 Quando os alunos têm uma ideia brilhante, eles recebem críticas constantes, portanto, eles se condicionam a pensar como as massas, ao invés de encontrar uma solução alternativa aceita.

 Land diz que apenas exercemos esse gênio como parte de nossos cérebros quando estamos sonhando (acordados, por suposto). Então sonhe grande! Sonhe com frequência. E não deixe cair os ombros na sua imaginação. O que Albert Einstein já pregava, aliás. A imaginação é o começo de tudo, lembram dessa frase dele? Os pesquisadores estão convictos (a pesquisa levou 15 anos) que o cérebro é praticamente inútil quando tem medo. Em contraste, o cérebro humano é extremamente ativo quando está imaginando.

 Interessante, não? O artigo é bem mais longo, mas acho que resumi o cerne da questão.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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