O mundo é narco

20 dez • Caso do DiaNenhum comentário em O mundo é narco

Vi um longo documentário sobre o narcotraficante mexicano El Chapo, que hoje curte longas férias em presídio de segurança máxima. Desde os anos 1980, Chapo Gúzman seguiu uma carreira onde a crueldade, a cobiça, a ganância se dão as mãos e dançam em cima de dezenas de milhares de cadáveres de inocentes.

Fugiu duas vezes de prisões de alta segurança, o que desmoralizou o governo do México, em 2011 e 2015. Da última vez, molhou as mãos de metade dos agentes do presídio e fugiu por um túnel de dois quilômetros construído por engenheiros alemães, com telefone, oxigênio, eletricidade e até uma moto sobre trilhos.

Dinheiro nunca faltou. Era o principal abastecedor de drogas para os EUA, cujos moradores gastam US$ 16 bilhões por ano em drogas. Ele foi preso, mas sua máquina de vendas do cartel de Sinaloa já foi comparada com um time de futebol em que reservas de qualidade substituem a perda do artilheiro.

Narcotraficante chegar à presidência da república de algum pequeno país latino não será novidade. Enquanto a Colômbia conseguiu reduzir as plantações de coca, a Bolívia aumentou. E 80% da coca que chega ao Brasil vem da Bolívia.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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