O mundo do pula-cerca

19 dez • Caso do DiaNenhum comentário em O mundo do pula-cerca

Boca bem pintada de batom vermelho

Circula no mercado que uma tradicional casa noturna de Porto Alegre teria sido vendida para um grupo carioca.  Este ramo, em que as mulheres de vida alegre constroem seus espigões, não anda lá lançando foguetes de final de ano. Como toda a economia, a crise danada esvaziou carteiras de clientes fiéis e ocasionais. Um dos motivos que deixaram de atrair o respeitável público mesmo antes da recessão foi a maciça concorrência das autônomas, ou trabalhadoras do sexo, como quer a esquerda. Mas nem todas atuam full time. Às vezes, é bico.

Estas casas são, hoje, meros corredores de caçada vapt-vupt, aqui e acolá com mirrados shows de strip-tease doméstico. Em tempos antigos, os shows eram com artistas internacionais até, e nem todos iam lá pelo mulherio, iam lá pelo show. Caso da famosa American Boite (escrevia-se assim Boate). Aliás, se eu fosse consultor de casa noturna, recomendaria a volta deste caminho.

Como dizia um amigo que nasceu e morreu em bordéis, sexo se faz até em casa, então tem que caprichar no produto agregado. Ou criar consumidores novos. Creiam, o mercado está aberto para consumidoras-família. Não façam “O” de espanto com a boca. Nos seus tempos de glória, a Gruta Azul apostou muito neste nicho de mercado e levou.

Imagem: Freepik

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