O foguinho olímpico

5 jul • Caso do DiaNenhum comentário em O foguinho olímpico

Diga com toda sinceridade: você já viu algo tão chato quando esse negócio de tocha olímpica? A própria Olimpíada está atraindo menos atenção pelos jogos em si e mais para a enorme deficiência do Rio de Janeiro em sediar um evento dessa natureza. Se ela já tá com a bola murcha, o que dizer da tocha?

Entendo que, ao longo do roteiro, os diversos municípios aproveitem a chance para vender seu peixe turístico, entre outros, e que meios de comunicação tirem sua lasquinha buscando publicidade paga por onde esse foguinho passa. Mas me deixem fora desse ardor olímpico. Sempre tive minhas dúvidas quando a esses fogos, simbólicos, gaudérios e outros que tais. Para começar, do ponto de origem até o fim o fogo – que é apenas fogo, termina e começa ao mesmo tempo –  deve ter apagado várias vezes.

Aí as gentes se plantam na avenida Goethe para ver uma tocha passar, qual é? Se acender o fogão vê o mesmo fogo sem precisar sair de casa. E se quiser uma tochinha olímpica portátil, compre um isqueiro. A humanidade tem muita coisa esquisita, e fogo bom é fogo de lareira, fogo de chão ou fogo em fogão a lenha. O resto é faisqueira olímpica.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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