O estrume do diabo

1 jun • Caso do DiaNenhum comentário em O estrume do diabo

Há muito tempo, estou encanzinado com uma dúvida atroz: quanto será a participação do crime organizado no PIB Brasileiro? Não falo nem da grana da turma da Lava Jato, mas do Crime S.A. em todas as suas divisões.

A Itália, sabem vocês, incorpora a soma dos malfeitos no cálculo do PIB. Bem ou mal, é dinheiro que gira. Nem falo em compra de tênis da moda, relógios de pulso quase do tamanho do Big Bem, essas miudezas, mas na compra de carros, imóveis e outros investimentos, incluindo aplicações em fundos de renda fixa ou variável.

Enquanto a casa não cai, essa grana gira no comércio em geral, portanto gera impostos, distribui renda e empregos. Ah, a madame acha que esse raciocínio é nojento? Eu não fiz o mundo, queridona, só vivo nele. A roda gira, como dizia o moleiro. Mas deixo claro que não quero dizer que devemos aceitar o crime. Enfatizo porque sempre tem quem enxergue chifre em cabeça de cavalo.

Aliás, quando eu ainda acreditava na humanidade um vizinho vivia dizendo que o dinheiro era o estrume do diabo. Ele estava sempre limpinho, por falar nisso.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

FacebookTwitter

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »