O enigma: quem leva?

15 ago • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em O enigma: quem leva?

Quem ganha, que pode surpreender, quem parece que poderia ganhar mas não vai, quem é azarão, como vota a vila e como espalha o eleitorado. Foram assuntos discutidos em agradável almoço com colegas e cientistas sociais ontem no NB do seu Lemir Magnani. Estavam lá o cientista político Leo Voigt, o consultor Leonardo Camargo e o João Ruy, da Braskem, entre outros. Ouvindo os dois mais minha colega Rosane Oliveira – acreditem, ela sabe das coisas de ontem e de hoje – entendi que concordo com boa parte do que foi conversado.

Cada cabeça uma sentença

A questão dos debates e do horário de TV visto por mim e você tem um diagnóstico, esse ou aquele teve melhor ou pior desempenho, avaliação em quem nem sempre concordamos. Cada cabeça uma sentença, como diz o provérbio. Mas o eleitor do subúrbio vê o mesmo debate que nós vemos? E o do interior, como reage? Leo Voigt deu uma clareada no que achava ser verdade: a classe média acaba influenciando o eleitor de baixa renda. Não se falou em nomes, mas eu o chamaria de efeito tambor. O som daqui é perfeitamente ouvido lá.

Os rumos da campanha

Falamos sobre os prós e contras de cada candidato. De uma maneira geral, concordamos que Alckmin tem grandes chances, mas precisa arrumar a sua forma de se comunicar. E num embate com Jair Bolsonaro, no segundo turno, o ex-governador levaria os votos do PT pragmático só para evitar a vitória do capitão. E quando se fala em PT, fala-se de militantes fora do “quanto pior, melhor” da ala mais radical, como falou o consultor Leonardo Camargo, da Factual Consultoria.

O temor dos extremos

O fato, que era negado lá atrás, é o temor de que Bolsonaro não só chegue ao segundo turno como que ele tenha uma real possibilidade de ser eleito 0 presidente. A estratégia do tucano, disse Leonardo, é chamar o eleitor à razão se o capitão mantiver a chance de ser eleito.

O poste divino

Fernando Haddad saiu muito mal da prefeitura de São Paulo, mas tem que considerar o fato de que ele é um poste de respeito. Lula falou, o petista fervoroso nele votou.

Nenhuma Brastemp no Sul

Nós do Sul sempre tivemos uma vaga ideia sobre a distribuição do eleitorado brasileiro, acertando apenas que a maior concentração se dá no Nordeste. De fato, a Região tem 28% dos votos. Pois acostumem-se, gaúchos e gaúchas de todas as querências, dos 147 milhões de eleitores do Brasil os três Estados do Sul contam com apenas 15,2% dos colégio eleitoral. São dados oficiais do TSE.

O caboclo da aldeia

Nem vou entrar em voto jovem, voto feminino etc, mas para ter uma ideia de como a população cresceu, basta dizer que o Centro Oeste e o Norte têm mais eleitores do que a Região Sul, é mole? Nossa ideia era de vastas extensões com pouca gente e muita lavoura de soja na primeira e floresta na segunda, com um caboclo em seu casebre de vez em quando.

O tiro na mosca do poeta

E se acontecer uma surpresa lá e aqui, um fenômeno? Pois eu vos digo que fenômeno é uma consequência natural que nós da imprensa não detectamos a tempo. Parafraseando Mário Quintana, tudo é natural, inclusive o sobrenatural.

Centro de excelência

O Hospital São Francisco da Santa Casa leva, em primeira mão, ao Congresso Socergs (16 a 18/08) a divulgação da parceria entre o hospital gaúcho e Josep Brugada, cardiologista espanhol que descobriu e dá nome à Síndrome de Brugada. Em uma ação inédita no Brasil, a atuação em conjunto possibilitará a criação do maior centro de referência no tratamento de fibrilação arterial e arritmias complexas do país. À frente da iniciativa, estão os médicos Fernando Lucchese e Carlos Kalil.

Sai de baixo

O sempre bem humorado Miguel Falabella será um dos palestrantes da 37ª edição da Expoagas. O evento, promovido pela Associação Gaúcha de Supermercados (AGAS), acontecerá entre os dias 21 e 23 de agosto, no Centro de Eventos FIERGS. Inscrições pelo site www.agas.com.br. Mais informações sobre a Expoagas 2018 pelo fone (51) 2118-5200 ou pelo e-mail expoagas@agas.com.br.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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