O cocô que cura

1 abr • Caso do DiaNenhum comentário em O cocô que cura

Um dos paradoxos do milênio é o extraordinário avanço da medicina, de novos equipamentos e prevenção em contraposição ao também extraordinário avanço do charlatanismo em todas suas formas. Mas fiquemos nessa área médica. E olha que nos milagres que nos esperam logo ali está a nanotecnologia, com bisturis e serras minúsculas que farão cirurgias até agora impossíveis.

Já do lado escuro da lua é um festival de asneiras que seriam cômicas não fossem trágicas. Olhem essas reportagens pagas ou não na TV, de charlatões e medicamentos caseiros ou industriais de eficácia zero quando não causam sérios problemas. E graças à internet, o povo cai como um patinho.

Colocado de uma forma que mãos habilidosas no teclado possam tornar críveis, dá para ficar rico e matar um monte de gente. Se eu rechear com bastante perfumaria acadêmica que caroço de abricó marinado em cocô de galinha e depois misturado com sumo de limão durante oito horas e meia impede cálculos renais, podem ter certeza que vai vender como pão quente.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

FacebookTwitter

Artigos Relacionados

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

« »