O coco assassino

28 jun • Caso do DiaNenhum comentário em O coco assassino

 Essa frase do dia, sobre o perigo que existe em cada boa nova, em todas as áreas e na própria natureza. Essa é a dialética da coisa, terrível e bela, ou bela, mas terrível. Vejo esses documentários Bambi sobre as belezas da natureza selvagem, como ela é sábia, que coisa linda e fofa são os filhotes de leão. Até filhotes de hiena são engraçadinhos, né mesmo?

 Mas o menino é pai do homem. Uma vez adultos, essas bolinhas peludas são máquinas de matar. Leões adultos comem os próprios filhos para deixar a leoa novamente no cio. Mesmo no ventre da mãe, tubarõezinhos fetos comem seus irmãozinhos fetos. O maravilhoso gêiser que lança jatos de água com regularidade está acima de um conjunto de vulcões que pode explodir todo Yellowstone e estados vizinhos.

 Se a natureza fosse sábia, coco nasceria no chão, igual a batata, e não cairia nas cabeças dos azarados. Estou falando sério: morrem 15 vezes mais pessoas por cocadas do que por ataques de tubarões. Números de 2002 mostram que morrem anualmente cerca de 150 pessoas atingidas pro cocos, fora os sequelados. Sem falar nas mortes nas milhares de ilhas e ilhotas do Pacífico, estatísticas que não chegam à civilização.

 Aí é que está a genialidade do Médico e Monstro, do escritor Robert Louis Stevenson, um dos meus gurus. Se todo ser humano tem dentro de si uma figura bondosa como Dr Jekyll e demoníaco Mr Hyde, por que a natureza também não teria essa dualidade? E tem mais, ela é muito cruel.

 Melhor dizendo: por que seriam os humanos diferentes da natureza que tanto admiramos?

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