O aviso do pajé

13 abr • Caso do DiaNenhum comentário em O aviso do pajé

 Lá atrás, quando Pedro Álvares Cabral chegou ao Brasil, houve uma aproximação amigável com os índios, com a tradicional troca de miçangas e colares por algo mais ao gosto europeu. De noite, cansado do sacolejo da caravela na longa viagem finalizada no dia 22 de abril de 1500, Cabral tomou umas que outras de garrafas que sobraram da adega e teve um sonho sem sentido, um longo risco na areia da praia cortado perpendicularmente com dois traços paralelos. Sonho louco esse, pensou, tenho que beber menos.

 No dia seguinte, voltou a pisar em terra firme e o primeiro rosto que viu foi de índio todo pintado com cores tribais. Ele não sabia, mas era o pajé, o feiticeiro da tribo. Então o nativo pegou um galho de palmeira e começou a desenhar pequenos trechos paralelos cortando uma linha por centenas de metros ao longo da praia. A princípio, Cabral não entendeu, mas depois lembrou do sonho sem sentido da noite anterior. Mas ainda assim não fazia sentido.

 À noite seu Cabral teve o mesmo sonho, mas desta vez aparecia o pajé repetindo o que traço que fizera horas antes. A cada metro, voltava-se para ele e repetia a mesma frase em português perfeito.

 – No futuro, o país que descobriste será conhecido como O País das Listas.

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