Nós sempre teremos Paris

3 abr • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Nós sempre teremos Paris

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A frase é do personagem de Humphrey Bogart no filme Casablanca. Nós sempre teremos Hamilton Mourão, dizem os empresários e executivos apoiadores de Jair Bolsonaro quando o presidente avança com folga a fronteira do bom senso. Nos últimos dias, não se tem observado presença maior na mídia do vice-presidente Hamilton Mourão. Mas não recou os alfes de todo.

Foto: Divulgação

Toma que o filho é teu

Quando o Planalto divulgou o vídeo de apoio à Revolução de 64, Mourão apressou-se a dizer – instado que foi – que a ideia tinha sido do presidente. Embora tenha muita fofoca sobre eventuais rusgas entre eles, a verdade é que Mourão está muito ciente que qualquer coisa que ele diga errado pode comprometer o governo como um todo.

Um outro rumo é possível

A esperança do mundo dos negócios e seus executivos é que Bolsonaro faça uma correção de rota enquanto há espaço e tempo de manobra. Governos são como superpetroleiros, entre a ordem de “parar as máquinas” o navio percorre 10 milhas antes de parar, e outro tanto para plotar o novo Norte. Tenho cá comigo que não é possível Bolsonaro não se dar conta que sua nau corre riscos enormes.

O pensamento lojista

O Núcleo de Pesquisa do Sindilojas Porto Alegre buscou entender como os lojistas da Capital enxergam e utilizam as redes sociais para as suas empresas. No estudo foi constatado que que esses canais têm importância para 100% dos negócios de médio e grande porte, já para 32,3% das micro e pequenas empresas a presença nas redes é pouco ou nada relevante. As plataformas mais utilizadas pelas marcas são Facebook e Instagram.

Entre os motivos apontados por quem possui um perfil empresarial nas redes estão, principalmente:

  • a divulgação de conteúdos e outros materiais (91,4%);
  • a visibilidade nos canais online (48,1%);
  • a interação com o público (25,9%).

Os principais benefícios percebidos pelas marcas no uso das redes sociais são:

  • a divulgação da marca (84%);
  • o aumento de vendas e do número de clientes (60,5%);
  • engajamento com o público (17,3%);
  • aumento do tráfego no blog ou site da empresa (7,4%).

Questão de prioridade

A leitura que eu faço desse trabalho é que a interação e engajamento com o público deveria ser muito maior do que é. Podem me acusar de rezar missa melhor que o padre, mas sem essa estreita ligação – diria estreitíssima – o conjunto da obra fica prejudicado.

O cliente sempre tem a razão

Para citar alguns exemplos, o Fale Conosco e os 0800 para registrar queixas são extremamente deficientes em boa parte dos casos. Ou a linha está sempre ocupada, ou ninguém atende, ou a ligação cai. Ponham-se na cabeça do consumidor. Para ele, essas falhas significam “eles não gostam de mim” ou “são todas iguais”.

Alerta global

A Rede Globo registrou em março deste ano o pior primeiro trimestre de sua história com média de 21,5 pontos em sua audiência, de acordo com informações do portal Notícias da TV. Segundo a reportagem, o horário nobre da emissora, das 18h à meia-noite, foi o principal responsável pela queda dos números.

O Notícias da TV trouxe ainda outro número preocupante para a Globo: a queda de 16,9 para 15,2 pontos nos resultados de audiência analisado entre às 7h e meia-noite, o que resultou no pior desempenho da emissora desde 2014.

Cadê a ousadia?

Repito sempre: ninguém ousa mais na teledramaturgia. Prova disso é que os programas de humor geralmente são programas de mau humor e temas das novelas são sempre assuntos pesados e sem o mínimo senso de humor digno desse nome. A aposta sempre é em temas sociais ou politicamente corretos. Então não se criam mais trabalhos como o Bem Amado e Saramandaia. Vale só o pesado.

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