Modo de não-leitura

28 jan • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Modo de não-leitura

De uns tempos cá disseminou-se uma praga gráfica que dificulta a leitura dos jornais. É a ditadura da diagramação sobre o conteúdo, da moldura sobre o quadro. Começou com fontes (letras) pretas em fundo laranja, e agora se puxaram: botaram vermelho forte para dificultar ainda mais a leitura, das perguntas no caso do Caderno Donna da ZH da edição do final de semana.

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Começou com o caderno Destemperados, que eu parei de ler por causa desse maldito grafismo. Gostava muito dele, mas só com lupa dá para entender as matérias e receitas. Como o coronavírus, essa doença é contagiosa. Tudo começou com o famoso grizê, fundo cinza com texto preto. Eu nunca fui fã do grisê, moda dos anos 1970 em diante. Tudo que dificulta a leitura de um jornal. Depois se queixam que ninguém mais lê jornal. Pudera.

OS ESPECIALISTAS EM SAÚDE…

As bolsas, sempre elas, anteciparam que o coronavírus era mais perigoso que previam os especialistas da OMS. De queda em queda dos índices mundiais, o temor bursátil se confirmou, e a OMS teve que voltar atrás. Essa Organização Mundial da Saúde, órgão da ONU, já fez poucas e boas. Na época na gripe A1H1, a OMS causou pânico com sua futurologia do desastre, gerando uma frenética busca por vacinas que gastaram bilhões de dólares.

…TRABALHAM NA BOLSA

Depois se revelou que a entidade forjou alguns cenários. Em suma, criar dificuldades para auferir facilidades. Ocorre que a mídia acha que tudo que é da ONU tem ligação direta com o Divino Espírito Santo. Tal qual como na Igreja Católica, ela tem o dom da infalibilidade papal, não erra nunca.

DIOS NON VULT

Deus não quer, como dizia aquele crente convicto que o Brasil jamais será atingido por uma peste aniquiladora. Vai nessa, vai. Quase sempre, Dios vult. Ele nunca deu moleza.

LA CHINOISE

Para as gerações que conheceram por ler ou ouvir falar do desumano regime comunista da China e das atrocidades feitas pelo governo comandando por Mao Tse Tung, ver vídeos como este acentua o contraste entre o ontem e o hoje do país de 1,3 bilhão de habitantes. O que se lia sobre ele e suas trágicas iniciativas colocava em xeque o que chamamos de humanidade.

AS USINAS DE MÃO

Em meados dos anos 1950, Mao encasquetou de transformar a China na maior potência siderúrgica do planeta em um par de anos. E daquela mente brotou a seguinte ideia:  dar aos agricultores já miseráveis, sem estudo e fanatizados pelo Livro Vermelho do semideus que os liderava, fornos de barro e sucata, para que se transformassem em produtores de aço siderúrgico iguais ao doutor Jorge.

A GRANDE FOME DE MAO

O resultado foi um desastre completo. No máximo, os humildes camponeses conseguiram obter mais refugo que a sucata que ganharam. Naturalmente que ninguém pensou nos problemas logísticos, caso desse certo. Perdidos na poeira gerada pela burrice, não produziram aço e deixaram de plantar. Resultado: a Grande Fome que durou de 1958 a 1961. Mesmo assim, a esquerda burra (ou mal-intencionada) sempre achou o regime glorioso.

ATÉ HOJE

Acho graça quando lembro de uma frase do cantor Odair José, nos tempos da Jovem Guarda. Perguntado porque não viajava de avião para fazer shows no Brasil inteiro, não titubeou:

– Bicho que tem asa, mas não tem pena e não bota ovo, não pode ser coisa de Deus.

Ó VÓS QUE ENTRAIS

O Professor Gustavo Arossi está cursando Doutorado pela Universidade Aberta de Lisboa com tema de pesquisa inédito no Brasil: fundamentos filosóficos e jurídicos na obra do pensador italiano Dante Alighieri.

PENSAMENTO DO DIAS

Nossas praias estão tão desmoralizadas que nem em siri se pisa mais.

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