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28 out • Caso do DiaNenhum comentário em Modalidade

Para quem já viajou muito no tempo e no espaço, como eu, não se escandaliza tanto com a violência verbal e física da campanha eleitoral de Porto Alegre. Já foi pior, e como diz a letra de uma música do Teixeirinha, quando pisavam no pala/o revórve fala/e o buchinchim tá feito. E não era um 38, era .44, daqueles de atravessar até bloco de motor.

A diferença mesmo era que, naqueles tempos, se acreditava na política. Havia o sentimento que, fora dela, não tinha salvação, e que mesmo uma má democracia era, como disse Winston Churchill, muito melhor que a melhor das ditaduras.

O estrago que os políticos fizeram na instituição e neles mesmos foi terrível. Digamos assim: se numa gincana colocarem dez pessoas sem sapatos e meia na sua frente e perguntarem qual deles é político, basta olhar o que tem os pés mais furados à bala.

O ser humano não falha. Mas é o que a casa oferece.

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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