Mirabolices de campanha

26 jul • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Mirabolices de campanha

Ciro Gomes prometeu acabar com o déficit fiscal em dois anos. Como é que pode um candidato cometer um atentado fiscal como esse? Como ele faria isso, para começar? Demitindo metade do funcionalismo público?

Fieis soldados

Jair Bolsonaro atrai gente da classe média, sobretudo, não porque necessariamente gostam dele, mas porque acham que é preciso alguém para chutar o pau da barraca. Quase sempre esse gesto redunda na queda da barraca inteira.

Azares do viver mais

O IBGE divulgou a Projeção da População, referente ao período 2010 a 2060. De acordo com o estudo, um quarto dos brasileiros será idoso em 2060, o que corresponde a 25,5% da população. Como fica lá adiante, ninguém se preocupa muito com isso, nem com a Reforma da Previdência. Mas deveria. O alarme soa desde já. Ou alguém acha que o atraso no pagamento do funcionalismo público não tem a ver com ativos e inativos em proporção cada vez maior?

Te cuida, Matusalém

No Rio Grande do Sul, 54% da soma total dos pagamentos refere-se aos aposentados do serviço público. Não tem como segurar essa barra. Se em 1960 a expectativa de vida era de 54 anos e hoje é de 72 – e aumentando -, não tem como segurar o descarrilhar do trem. Os aposentados civis também vão penar mais adiante. Ou sai a Reforma da Previdência ou vamos todos para o brejo.

O muro

Nos anos 1980, almocei com o presidente da British American Tobacco (BAT), nascido no Brasil e, por isso, fluente em português, história que já contei. Ele me disse que pagava 30% do salário para seu fundo de pensão e iria se aposentar com no máximo 60% dos ganhos mensais. “E vocês aposentando funcionalismo público com vencimentos integrais. Quanto tempo antes de bater em um muro sólido?”

4.0

Leio: “O Brasil se encaminha para Indústria 4.0, mesmo que ainda em passos curtos. Esse novo modelo de indústria traria muito mais do que a conexão entre equipamentos e troca contínua de dados, integrando as principais inovações tecnológicas no campo da automação – aplicadas aos processos de manufatura”. Hoje, temos que dar graças a Deus que os passos curtos não sejam substituídos pela marcha-a-ré.

Falando fracamente…

…homenagens a empresários pelos poderes legislativos principalmente em anos eleitorais tem menos de reconhecimento e mais expectativa para ajuda financeiro da campanha do parlamentar proponente. Como empresas não podem doar, a ajuda terá que ser na pessoa física. Dá no mesmo.

Azar dos menores

Aliás, a pretexto de democratizar o acesso de candidatos sem bala para cobrir os custos da campanha, a legislação eleitoral vigente vetou a doação de dinheiro por pessoas jurídicas. Só que quem tem padrinho não morre pagão, como diz o ditado. Então, é mais difícil ainda para um ilustre desconhecido obter ajuda substancial de um CPF. E os candidatos à reeleição amigos do rei – a cúpula dirigente do partido – ainda terão prioridade em conseguir ervanário do Fundo Partidário. Ou seja, o que já era ruim para os pequerruchos, ficou pior ainda.

O chapão

O PTB do Rio Grande do Sul trabalha para preparar um “chapão” integrado pelo próprio PTB, PSDB, PRB, PR, Rede e PPS com o objetivo de eleger sete deputados federais na composição. Segundo o deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), o importante é consolidar propostas em torno de um projeto. Antes de nomes deve haver a consolidação de propostas, de um projeto de desenvolvimento e modernização do Rio Grande do Sul. “Nomes se definem nas convenções partidárias.” Para Nogueira, há cinco requisitos básicos:  coerência, probidade, eficiência, compromisso com o projeto e viabilidade eleitoral.

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