Jogo de cintura…

19 fev • Caso do Dia, NotasNenhum comentário em Jogo de cintura…

Bambolê na cintura

Em assuntos de política, há dois tipos desse trejeito de sobrevivência por parte dos atores envolvidos. Diz-se deles que, quem o tem, é talhado para o cargo ou função. Mais do que isso, é condição sine qua non para ser admirado como ás da política e obter resultados positivos para a situação ou para a oposição, dependendo na posição do artista.

…com espinha elástica

Abre-se aqui um leque de problemas. Quem tem esse jogo que bambolê não ensina, mas tem que medir bem a sua circunferência abdominal virtual. Se em excesso, passa a ideia de alguém volúvel; se dura demais, a espinha quebra. Seria esse o caso do presidente Jair Bolsonaro? Em termos. Por sua formação castrense, ele é antes de mais nada um estrategista, alguém que teoricamente prevê o movimento seguinte, como no xadrez. Se planejou mal ou bem, só o tempo dirá. Por enquanto é cedo.

Momento Verão

O que eu acho incrível nos que são contrários ao Horário de Verão é o fato de não entenderem que a economia de energia elétrica não vale apenas para as concessionárias da geração, mas também na diminuição da sua conta de luz, já que as lâmpadas permanecem desligadas mais tempo que sem ele.

Molde da TV

No dia a dia, a televisão brasileira não muda o molde desde que nasceu. A primeira coisa além das imagens que fazem repórteres e comentaristas, compungidos na maioria quando se trata de tragédias ou transtornos diversos é ouvir um popular, que naturalmente diz que tudo é culpa do governo. De preferência, choram com o entrevistado. Agrada o povão.

Mesmo que o assunto a ser resolvido exija uma complexa engenharia, a solução anêmica de argumentos técnicos é levada a sério. Para completar o quadro da dor, os comentaristas ou âncoras vociferam não raro exclamando “alguém tem que fazer alguma coisa”. A história mostra que, quando alguém faz alguma coisa de afogadilho, geralmente, piora o problema ou cria outros no arrasto.

O jornalista deveria ser o último a se indignar. Repito isso há décadas e continuarei a dizê-lo pelo resto dos dias.

O campo afogado

Os problemas climáticos ocorridos em janeiro geraram a perda de 1.759.840 toneladas nas lavouras de arroz, soja e milho no Rio Grande do Sul, o equivalente a R$ 2,022 bilhões de prejuízo aos produtores. Os números foram apresentados pelo Sistema Farsul, nesta segunda-feira, dia 18, na sede da entidade, em entrevista coletiva. Conforme o levantamento realizado pela Federação, o impacto no PIB do Estado é de R$ 6,678 bilhões.

A situação dos últimos anos da cultura arrozeira já havia indicado uma queda de 464 mil toneladas na produção orizícola de 2019 na relação com o último ano em razão da redução da área plantada. O alto volume de chuvas no início do ano foi responsável por uma diminuição de  683,8 mil toneladas, fazendo com que a safra deste ano seja 1,148 milhão de toneladas menor que 2018. Em valores, os prejuízos decorrentes da situação climática chegam a R$ 571,6 milhões.

Somente Uruguaiana teve perda de 124,5 mil toneladas. Também registraram números expressivos Alegrete e Dom Pedrito, com 83,6 e 63,1 mil toneladas a menos, respectivamente.

Em relação à produtividade, Candiota teve uma queda de 60%. De uma forma geral, o Rio Grande do Sul irá colher 13 sacos a menos por hectare (-8,6%).

O presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, considera a situação da cultura bastante delicada. “O arroz é uma lavoura que está sem solução. Juntamente com o leite e o trigo sofre o impacto do Mercosul de forma muito forte e isso não tem sido suficientemente equacionado ao longo dos anos. E quando vem uma catástrofe em cima, evidentemente que os problemas se agravam com grande dificuldade, e é o que estamos vivenciando agora”, lamenta.

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