Gigantes da horta

29 mar • ArtigosNenhum comentário em Gigantes da horta

Duas abóboras grandes e maduras

No início, é apenas diversão, mas logo os plantadores se rendem ao encanto primitivo dos gigantes da horta. A única decoração nas paredes da casa de Don Black, no norte de Nova York, são alguns diplomas que concedem a suas abóboras o título de campeãs mundiais. Já as gavetas dos armários estão cheias de sementes. Antes de ir para a fábrica pela manhã, ele inspeciona a horta de morangas à procura de intrusos, insetos marmotas, ou cervos.

Black, 40 anos, está tentando cultivar a campeã das morangas: para que uma atinja a marca de mil libras (453, 6 quilos). Em 1994, um cidadão, na província de Ontário, Canadá, conseguiu uma de (449 quilos), a maior já vista. Ele atribuiu parte do mérito ao canteiro onde e cultivou. Seu amigo Barry cultivou a segunda maior (429 quilos).

No concurso de 1º de outubro, eles dividiram o prêmio de 28 mil dólares, nada mau para dois amigos, empregados de uma fábrica de sabão. Black vendeu sua hortaliça gigante a um restaurante de são Francisco para o festival de morangas. Dois cassinos de Las vegas disputaram a de Dejong. O vencedor mandou buscar de avião Dejong, a mulher, o filho e a moranga, recebendo-os com uma luxuosa limusine.

Os apreciadores de morangas vêm de todas as áreas de atividade: bombeiros, agricultores, guardas-florestais e corretores da bolsa. Começam a cultivar morangas gigantes por diversão, mas logo esses horticultores de quintal se rendem ao encanto da atividade.

Durante os meses de junho e agosto, uma moranga Atlantic Giant pode aumentar quase 16 quilos por dia! Sua moranga tinha mais de 990 libras (449 quilos) quando explodiu, apenas nove dias antes do concurso de 1994. Uma tragédia.

Há três verões Tonny Ciliberto teve um pressentimento enquanto preparava seus campos nas mediações da Pensilvânia, profetizou. – Alguém vai alcançar a marca das mil libras este ano. E esperava que fosse ele.

Ciliberto, um pedreiro de 43 anos, adoraria cultivar morangas no solo macio de uma fazenda em Ontário, onde no verão o sol não se põe antes das 22 horas. Entretanto, foi no contraforte rochoso das Montanhas Pocono, que ele fez sua horta. Atualmente ele tem encosta mais fofa, macia e rica da Pensilvânia.

Durante o inverno, Ciliberto selecionou as sementes para o plantio. Uma das cinco que   que escolheu vinha da mãe da moranga de 990 libras de Herman Bax. Em 24 de abril, para apressar a germinação, ele raspou cuidadosamente as extremidades das sementes com a lixa de unhas. Em 7 de maio, transplantou as mudas de dez centímetros para a horta e cobriu cada um com a estufa do tamanho de uma casa de cachorro.

Durante as semanas seguintes adubou a terra fartamente.  Borrifou grandes, quantidades de emulsão de peixe desodorizada e regou com algas marinhas liquidificadas. Usou até sal de Epsom, não para pés, mas para traseiros doloridos nas suas morangas: no fim do verão, elas podem ficar com pontos vulneráveis nas partes onde se apoia no chão esses pontos dão origem a furos, o que leva à desclassificação.

Todos os dias surgem variedade de abóbora diferentes como a Dill`s Atlantic Giant a Howard Dill, criador de gado leiteiro em Windsor, Canadá, que começou a cultivá-las no fim da década de 60, e já venceu quatro campeonatos mundiais consecutivos, e suas sementes ou as descendentes delas foram responsáveis por praticamente todas as campeãs dos últimos 20 anos.

Ray Waterman, agricultor e dono de restaurante em Collins, no estado de Nova York, foi o primeiro a ter a ideia de criar uma competição mundial em 1982. Ele e Dill fundaram a Confederação Mundial da Abóbora, coisa que jamais vamos entender.

Flávio Del Mese

Flávio Del Mese nasceu em Caxias, mas tem quase certeza que sua cegonha passou a baixa altura e foi abatida. Isso frequentemente acontece com quem voa por lá, sejam sabiás, tucanos, corujas ou bentevis, mas não tem queixas. Foi bem recebido tanto na infância quanto na juventude, assim como em Porto Alegre, onde chegou uns 15 anos depois, já sem cegonha e a cidade o embala com carinho até hoje. E ele sabe do que fala, pois conhece 80% dos países do globo. Na Europa só não esteve na Albânia, da América só não conhece a Venezuela (prevendo quem sabe, que do jeito que vamos, em breve seremos uma Venezuela). Na Ásia, não passou pela Coréia do Norte e pelo Butão, mas à China foi 6 vezes e também 6 vezes esteve na Índia, sendo que uma delas deu a volta no país de trem, num vagão indiano, onde o até hoje, seu amigo Ashley, tinha uma licença para engatar o seu vagão atrás das composições cujos trilhos tivessem a mesma bitola. Sua incrível trajetória de vida é marcada por uma sucessão de acasos que fizeram do antigo piloto da equipe oficial VEMAG (vencedor de 5 edições de Doze Horas), em um dos fotógrafos mais internacionais do Brasil. Tem um acervo de 100 mil fotos- boa parte delas mostradas nos 49 audiovisuais de países que produziu e mostrou no Studio durante 20 anos e que são a principal vitrine do seu trabalho (inclusive o da volta na Índia de trem). Hoje dedica-se a redação e atualização dos Blogs Viajando por viajar e Puxadinho do Del Mese com postagens sete dias por semana.
Extraído de reportagem:
Ademar Vargas de Freitas
Clóvis Ott
Juarez Fonseca
Marco Ribeiro

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