O quinto copo

3 mar • A Vida como ela foiNenhum comentário em O quinto copo

A figura do garçom até que é pouco lembrada nos milhares de textos sobre restaurantes, bares & assemelhados. Há uns 15/20 anos, o jornal A Noite, poderoso rotativo de propriedade do jornalista Danilo Ucha, promovia o concurso “O melhor garçom de Porto Alegre”, patrocínio da Antárctica. Então eu pensei em criar o concurso “O pior garçom de Porto Alegre”. Morreu na casca, pena.

O Careca era especial. Na churrascaria que trabalhava punha-se a ouvir a conversa dos clientes. Ficava de pé ao lado da mesa. Quando algum cliente o chamava, ele falava para quem estivesse com a palavra.

– Segura ai o fim do causo que vou ali atender aqueles caras e já volto!

Mas o melhor mesmo era um garçom antigo da Bar Naval do Mercado Público dos velhos tempos. Quando uma mesa com, digamos, quatro pessoas pedia cervejas, ele botava um copo a mais na bandeja. O dele, cujo conteúdo era rapidamente despejado no porão.

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