Funeral de luxo de mafioso gera revolta na Itália

30 set • ArtigosNenhum comentário em Funeral de luxo de mafioso gera revolta na Itália

30-09-152

Que o mundo está mudando não há dúvidas. O petróleo já não é o que era, a energia limpa aos poucos está chegando, mas ao mesmo tempo “infiéis” continuam a ser degolados pelo I.E.

Se precisar mais, não custa acrescentar, que em Curitiba alguns poderosos estão em cana, coisa inédita. Ao mesmo tempo, leio no Globo do Rio sobre um funeral que indignou a alguns e surpreendeu a todos.

Foi o funeral de um mafioso com direito a pétalas de rosas lançadas de um helicóptero, cartazes elogiosos e a canção-tema de “O poderoso chefão”. Políticos classificaram a cerimônia como “intolerável” e “inaceitável”.

Dois cartazes na entrada da paróquia de San Giovanni Bosco, nos arredores da capital italiana, onde foi realizado o velório, chamaram a atenção dos presentes. O primeiro dizia “Você conquistou Roma. Agora conquistará o paraíso”. Já o segundo trazia uma foto de Casamonica ao lado de ícones da cidade, como o Coliseu e a Basílica de São Pedro, com a inscrição “Rei de Roma”.

– Não podemos tolerar que funerais sejam usados para promover a máfia – afirmou o prefeito de Roma.

“Esses funerais podem parecer folclóricos, mas na realidade mandam uma clara mensagem de parte dos clãs mafiosos: Ainda existimos, e somos poderosos”, escreveram Arturo Scotto e Celeste Constantino, membros do partido Ecologia e Liberdade. “Isso é algo inaceitável em um Estado democrático”.

O funeral de Casamonica teve direito a uma carruagem, acompanhada de uma banda que tocou temas de filmes. O piloto do helicóptero, ex-funcionário da Alitalia, teve sua licença suspensa, já que não tinha um plano de voo ou permissão para lançar as pétalas.

A sempre “complicada” relação entre a máfia e a Igreja Católica também foi motivo para críticas. A imprensa italiana questionou o fato da arquidiocese ter permitido o funeral na igreja de San Giovanni Bosco uma vez que negou o uso da paróquia para o funeral do ativista defensor da eutanásia Piergiorgio Welby, morto em 2006.

O clã estabeleceu seu domínio sobre a capital se dividindo entre atividades legais e ilegais, como a distribuição de drogas para países próximos e a agiotagem.

Embora atuem de maneira independente, há indícios de parcerias com organizações criminosas do Sul do país, como a calabresa ‘Ndrangheta.

Policiais presentes na cerimônia reconheceram que Casamonica era “próximo” do crime organizado, mas destacaram que seu nome não surgiu nos recentes processos. Alvo de diversas investigações durante seus 65 anos, “Don Vittorio” nunca foi condenado.

Flávio Del Mese

Flávio Del Mese nasceu em Caxias, mas tem quase certeza que sua cegonha passou a baixa altura e foi abatida. Isso frequentemente acontece com quem voa por lá, sejam sabiás, tucanos, corujas ou bentevis, mas não tem queixas. Foi bem recebido tanto na infância quanto na juventude, assim como em Porto Alegre, onde chegou uns 15 anos depois, já sem cegonha e a cidade o embala com carinho até hoje. E ele sabe do que fala, pois conhece 80% dos países do globo. Na Europa só não esteve na Albânia, da América só não conhece a Venezuela (prevendo quem sabe, que do jeito que vamos, em breve seremos uma Venezuela). Na Ásia, não passou pela Coréia do Norte e pelo Butão, mas à China foi 6 vezes e também 6 vezes esteve na Índia, sendo que uma delas deu a volta no país de trem, num vagão indiano, onde o até hoje, seu amigo Ashley, tinha uma licença para engatar o seu vagão atrás das composições cujos trilhos tivessem a mesma bitola. Sua incrível trajetória de vida é marcada por uma sucessão de acasos que fizeram do antigo piloto da equipe oficial VEMAG (vencedor de 5 edições de Doze Horas), em um dos fotógrafos mais internacionais do Brasil. Tem um acervo de 100 mil fotos- boa parte delas mostradas nos 49 audiovisuais de países que produziu e mostrou no Studio durante 20 anos e que são a principal vitrine do seu trabalho (inclusive o da volta na Índia de trem). Hoje dedica-se a redação e atualização dos Blogs Viajando por viajar e Puxadinho do Del Mese com postagens sete dias por semana.
Extraído de reportagem:
Ademar Vargas de Freitas
Clóvis Ott
Juarez Fonseca
Marco Ribeiro

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